Abbas diz que levará Israel ao TPl

Durante o funeral da jornalista palestina da Al Jazeera, Shireen Abu Akleh, nesta quinta-feira em Ramallah, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, voltou a acusar Israel pela morte da repórter e disse que irá ao Tribunal Penal Internacional para “punir os criminosos”.

A Autoridade Palestina confirmou ainda, nesta quinta-feira que não permitirá que Israel examine a bala que matou Abu Akleh, embora seja uma das etapas necessárias para determinar a culpabilidade de sua morte.

Também rejeitou os pedidos de Israel para realizar uma investigação conjunta sobre a morte de Abu Akleh. A jornalista veterana, bem conhecida em todo o mundo árabe por sua cobertura do conflito israelense-palestino, foi morta com um tiro na orelha usando um capacete durante a cobertura jornalística de um confronto entre as FDI e militantes palestinos em Jenin, na quarta-feira.

“Israel solicitou uma investigação conjunta e a entrega da bala que matou a jornalista Shireen. Recusamos isso e afirmamos que nossa investigação seria concluída de forma independente”, disse o ministro da Autoridade Palestina e chefe da Autoridade Geral de Assuntos Civis, Hussein al-Sheikh em uma postagem no Twitter  nesta manhã.

O ministro das Relações Exteriores Yair Lapid e o ministro da Defesa Benny Gantz entraram em contato com a Autoridade Palestina horas após sua morte e se ofereceram para realizar uma investigação conjunta.

Um alto funcionário de segurança disse que “por transparência”, Israel se ofereceu para ter um representante da AP e de Israel presentes durante o exame forense da bala, já conhecida por ser uma de 5,56 mm usada tanto pelas FDI quanto por homens armados palestinos.

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As FDI confirmaram que as tropas da unidade de comando de Duvdevan estavam localizadas a cerca de 150 metros de Abu Akleh.

Segundo relatos, houve pelo menos três locais de confrontos entre tropas israelenses e atiradores palestinos em Jenin na manhã de quarta-feira.

O correspondente militar e de segurança da Rádio do Exército, Amir Bar-Shalom, disse na quinta-feira que as FDI interrogaram todos os soldados e mapeou fisicamente onde eles estavam no momento em que a bala atingiu Abu Akleh

De acordo com um relatório preliminar, nenhum dos atiradores atirou em direção a qualquer alvo em particular, disse ele. Prova disso, disse Bar-Shalom, é que não houve palestinos armados feridos.

Após a morte de Abu Akleh, o chefe do Estado-Maior das FDI, tenente-general, Aviv Kohavi prometeu investigar completamente o incidente “usando todas as ferramentas à nossa disposição para chegar à verdade”, nomeando o chefe da Brigada de Comando, coronel Meni Liberty, para liderar a investigação.

Fonte: The Jerusalem Post

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