Artista egípcio enfrenta justiça por foto com israelense

O ator e rapper egípcio Mohamed Ramadan está enfrentando uma ação legal por causar “ofensa ao povo egípcio” depois de tirar fotos em Dubai no fim de semana com vários israelenses proeminentes, incluindo o cantor pop Omer Adam.

O advogado que abriu um processo contra Ramadan comparou as fotos a “um câncer que destrói tudo o que restou da moral e da ética do país”.

Um Tribunal do Cairo começará as audiências do caso em 19 de dezembro.

Além disso, o advogado da Suprema Corte Constitucional Tarek Mahmoud exigiu que o Sindicato de Artistas Egípcios expulsasse Ramadan e pediu uma investigação imediata, informou o Egypt Independent.

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Na segunda-feira, o Sindicato de Artistas Egípcios disse no Facebook que estava suspendendo a inscrição do artista enquanto se aguarda uma investigação sobre sua alegada “normalização com Israel”.

Ramadan, que atualmente está no exterior, deverá comparecer a interrogatório de uma comissão formada pelo sindicato antes da primeira semana de dezembro, informou o sindicato.

Embora Israel e Egito tenham assinado um tratado de paz histórico estabelecendo relações diplomáticas plenas em 1979, muitos egípcios não apoiam os esforços para construir relações mais calorosas com o Estado judeu.

O alvoroço começou depois que uma foto do Ramadan com Adam em uma reunião social em Dubai se tornou viral nas redes sociais.

A foto do cantor israelense e Ramadan – que é amigo íntimo do rei Mohammed VI do Marrocos e ganhou o prêmio All Africa Music Awards 2019 – foi postada originalmente no Twitter por um jornalista dos Emirados e depois retuitada em idioma árabe.

Logo depois, surgiram outras fotos de Ramadan com israelenses no mesmo encontro em um restaurante de Dubai, incluindo fotos com o ator Elad Tesla e o jogador de futebol Dia Saba, que foi contratado pelo time de futebol de Dubai Al-Nasr em setembro.

As imagens provocaram agitação online, e a hashtag “Mohamed Ramadan é um sionista” apareceu no Twitter.

Um vídeo nas redes sociais também mostrou Ramadan no restaurante enquanto a música judaica “Hava Nagila” tocava ao fundo.

Ramadan se defendeu por tirar a foto com Adam, dizendo: “Não sei nem pergunto sobre a nacionalidade de todas as pessoas com quem tiro uma foto. Qualquer pessoa pode tirar uma foto comigo, desde que seja humano. Nunca pergunto sobre sua cor, religião ou nacionalidade. Todos nós somos humanos”.

Na segunda-feira, ele escreveu em uma postagem em árabe no Instagram que, se soubesse que Adam era israelense, “teria rejeitado tirar uma foto com ele”.

Ele também disse a seus mais de 15 milhões de seguidores no Instagram que “respeitou” a decisão do Sindicato.

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