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Ataques a Dimona e Arad deixam mais de 100 feridos

Mais de 100 pessoas ficaram feridas em ataques iranianos nas cidades de Dimona e Arad, no sul do país, neste sábado, onze delas em estado grave. As defesas aéreas israelenses não conseguirem interceptar pelo menos dois mísseis balísticos.

Entre os feridos graves estão um menino de 12 anos com ferimentos causados ​​por estilhaços em decorrência do ataque em Dimona e uma menina de 5 anos, ferida no ataque subsequente em Arad.

O lançamento de mísseis ocorreu em meio a repetidos ataques iranianos à região de Dimona no sábado.

A mídia estatal iraniana afirmou que os ataques visavam a instalação de pesquisa nuclear de Israel, localizada a cerca de 10 km de de Dimona e a 30 km de Arad, em retaliação a um suposto ataque dos EUA à instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, no Irã, ocorrido no início do dia. O Irã atribuiu o ataque aos EUA e a Israel, embora as FDI tenham negado qualquer envolvimento.

Acredita-se que o Centro de Pesquisa Nuclear Shimon Peres Negev seja fundamental para o programa de armas nucleares de Israel, cuja existência Jerusalém não confirma nem nega.

Imagens divulgadas nas redes sociais, capturadas de vários ângulos, mostraram o míssil balístico caindo em alta velocidade antes de atingir a cidade. Segundo avaliações militares, o míssil carregava uma ogiva convencional iraniana, com centenas de quilos de explosivos.

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Em Dimona, além do menino em estado grave, uma mulher de 30 anos sofreu ferimentos moderados por estilhaços de vidro e outras 31 pessoas foram atendidas por ferimentos leves, informou o serviço de emergência Magen David Adom (MDA). Os ferimentos foram causados ​​principalmente por estilhaços ou sofridos enquanto as pessoas corriam para se abrigar. Outras 14 pessoas foram atendidas por crise de ansiedade aguda.

O Centro Médico Soroka, em Beer Sheva, informou ter recebido sete dos feridos no ataque em Dimona.

A mãe do menino disse à TV Kan que ele não conseguiu chegar ao abrigo antiaéreo a tempo, no momento em que o míssil atingiu o local.

Horas depois, cenas semelhantes de destruição ocorreram na cidade vizinha de Arad, após um míssil balístico atingir a cidade, causando danos a vários edifícios.

O MDA informou que suas equipes médicas atenderam 71 pessoas feridas antes de transferi-las para hospitais, incluindo 10 feridos gravemente, entre elas uma menina de 5 anos.

O míssil, que transportava uma ogiva convencional com centenas de quilos de explosivos, caiu entre vários prédios de apartamentos, ferindo dezenas de pessoas e causando grandes danos.

O comissário de polícia de Arad, Danny Levy, disse que a polícia não acreditava que alguém estivesse desaparecido após o ataque, mas as buscas nos escombros continuaram.

“Não sairemos daqui até confirmarmos que não há ninguém desaparecido e que não tenhamos esquecido ninguém nos escombros”, disse Levy. Ele acrescentou que as buscas estavam utilizando meios tecnológicos, além de pessoas que vasculhavam fisicamente o local do impacto.

As FDI informaram que a Força Aérea Israelense está investigando a falha na interceptação dos dois mísseis balísticos. Confirmaram que as defesas aéreas detectaram ambos os projéteis, mas os interceptores não conseguiram abatê-los. O Comando da Defesa Civil também estava investigando as circunstâncias dos impactos.

“Os sistemas de defesa aérea funcionaram, mas não interceptaram o míssil. Investigaremos o incidente e aprenderemos com ele. Este não é um tipo de munição especial ou desconhecido”, disse o porta-voz das FDI, Effie Defrin, no X

Também na noite de sábado, um novo ataque com mísseis iranianos acionou as sirenes em Eilat e arredores. Não houve relatos de feridos, e avaliações militares preliminares sugeriram que o míssil que se dirigia para a cidade mais ao sul de Israel havia sido interceptado.

O diretor-geral do Ministério da Saúde, Moshe Bar Siman Tov, afirmou que o sistema de saúde está operando em regime de emergência total e se preparando para fornecer atendimento de saúde mental para a população do sul do país e para aqueles que foram evacuados de suas casas para hotéis na região do Mar Morto.

“Esta é uma sequência de eventos complexa e difícil, e a evacuação controlada entre hospitais nos permite manter um alto nível de atendimento para cada vítima, mesmo quando há vários incidentes ao mesmo tempo”, disse Siman Tov.

Após os ataques, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o chefe do Estado-Maior das FDI prometeram continuar lutando contra os inimigos de Israel em “todas as frentes”.

Fonte: Revista Bras.il a partir de The Times of Israel
Foto: FDI

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