Canadá nega que receberá 100 mil palestinos

O Canadá negou, na última semana, uma reportagem do jornal Al Akhbar, sediado no Líbano, de um acordo com os Estados Unidos para receber 100.000 palestinos (40.000 do Líbano e outros 60.000 da Síria).

Segundo a materia, que cita uma fonte palestina, também existe um acordo com a Espanha para receber 16.000 palestinos do Líbano, bem como acordos semelhantes com a Bélgica e a França. Os entendimentos reduziriam os custos de migração de 12 mil para 7 mil dólares.

O representante do Hamas no Líbano, Ahmed Abdel-Hadi, disse ao Al Akhbar que parte do Acordo do Século visa restabelecer entre 75.000 e 100.000 palestinos no Líbano e transferir o restante para mais de um país. Cerca de 40.000 palestinos deixaram o Líbano nos últimos quatro anos por imigração legal. Outros tomaram rotas ilegais.

O governo canadense rejeitou a reportagem, argumentando que é falsa. “O Canadá é um país que acolhe pessoas de todo o mundo, mas é importante que as pessoas obtenham informações precisas antes de iniciar sua viagem”, disse Mathieu Genest, secretário de imprensa do Ministério da Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá, ao Jerusalem Post.

“Programas especiais para reassentar indivíduos do Líbano ou da Síria ainda não estão sendo considerados. Há pouca informação disponível ao público sobre quem se registrou ou é responsável pelo conteúdo. Optamos por corrigir as informações erradas para lembrar aos imigrantes e canadenses em potencial que informações precisas estão disponíveis nos sites do governo canadense”, acrescentou.

Genest especificou que o Canadá “monitora regularmente as informações erradas da Internet. Quando informações falsas são divulgadas, como neste caso, nosso objetivo é agir rapidamente para fornecer dados”.

“Este ano, o Canadá investirá quase 52 milhões de dólares para garantir que seus cidadãos e aqueles que procuram começar uma nova vida no país estejam protegidos de consultores de imigração sem escrúpulos”, explicou.

Segundo Al Akhbar, muitos jovens palestinos estão tentando emigrar do Líbano a todo custo, mas muitas tentativas terminam em tragédia. Alguns que tentam emigrar morrem ao atravessar mares ou desertos.

Aqueles que emigraram até agora foram “vítimas” de pressões humanitárias, cortes da UNRWA, eventos de segurança, bem como redes organizadas que influenciam jovens e famílias a persuadi-los a emigrar à medida que a pressão americana aumenta para implementar o acordo do século, segundo Abdel-Hadi.

“O Hamas desenvolveu uma estratégia para combater a migração, com base em um acordo com o Líbano para aliviar a pressão para que os palestinos sintam que vivem uma vida decente, avançar nos direitos humanos, exigir que a UNRWA melhore os serviços e fazer com que as facções palestinas contribuam para projetos que proporcionam emprego aos jovens”, completou Abdel-Hadi.

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