Helicóptero israelense cai, dois pilotos morrem

Na noite de segunda-feira (3), às 21h começaram pipocar notícias de que foi visto de Haifa um fogo no ar e que um helicóptero havia caído. Era um helicóptero da Força Aérea de Israel, que conjuntamente com a Marinha de Guerra fazia exercício, comandado por dois pilotos veteranos e um oficial de patrulha naval.

O helicóptero do tipo “Morcego” serve às Forças Armadas de Israel desde 1996 e é conhecido por sua segurança. Ainda está sendo verificada a razão de sua queda em que faleceram os dois pilotos. O oficial da marinha conseguiu salvar-se, com ferimentos leves.

Pelas primeiras investigações, parece que o motor esquerdo pegou fogo e ocasionou a sua aterrisagem no Mediterrâneo a cerca de 1 km da costas de Haifa. O “Morcego” tem a capacidade de flutuar por algum tempo, mas parece que desta vez, o cockpit estava envolvido em fumaça e os pilotos perderam a consciência, ou falharam na aterrisagem escura e fria e bateram com força nas águas do mar, sofrendo o impacto do mesmo.

O Capitão naval que estava na parte traseira do helicóptero, mesmo ferido conseguiu se libertar e sair da aeronave. Chamou a base, alertando do que ocorreu e imediatamente outras aeronaves o rodearam e barcos chegaram tentando salvar os pilotos. O oficial naval, heroicamente, tentou várias vezes entrar na cabine e não conseguiu, enquanto já sentia engolir combustível. Soldados do Comando Marítimo e da Força 669 (especializada em resgates) entraram em ação enquanto outros interditaram a praia para colher destroços do helicóptero. O frio era intenso e no mar ainda maior.

Os helicópteros do tipo Morcego (nome dado pela FAI, ao Panther AS565A, de fabricação francesa, utilizado principalmente na França, Brasil e Israel) servem de “olhos da Marinha”, isto é, permitem à Marinha enxergar além do horizonte e ver objetos e lugares, que não podem ser vistos de outra forma. Servem no combate antissubmarinos e operações de busca e salvamento em alto mar. Seus pilotos são exímios pilotos, pois levantar voo e ou aterrissar em navio de misseis de pequeno tamanho é difícil e depende de muitos fatores.

As Forças de Segurança de Israel não dormem nenhum minuto, tem que estar atentos e fazem treinamentos e operações dia e noite. Como se diz no exército: “difícil treinamento facilita na batalha”. Aqui a luta é pela sobrevivência e não importa se faz chuva ou seca, frio ou sol.

 

Há 20 anos, Tsahal capturou o Karine a cheio de mísseis

No inicio dos anos 2000, Israel negociava com os palestinos, por intermédio dos americanos, em Camp David e não chegaram a um acordo. Barak acusou Arafat e vice versa. Os palestinos provocaram a segunda “intifada”, matar e não negociar. Sempre faziam e fazem isto. Arafat volta e meia dizia que queria chegar a paz com “Israil” e, ao mesmo tempo, se armava e promovia atentados contra civis. Já em maio de 2000, a Marinha apreendeu o navio Santorini, que levava material bélico para a Faixa de Gaza (na época sob o governo do Arafat).

Os olhos se voltaram não só para a Cisjordânia, mas também o mar por onde os palestinos tentariam contrabandear material bélico. O Irã era um aliado bom para fechar o alicate, com Hizballah no norte e os palestinos na Faixa de Gaza. Os olhos estavam também voltados para o Golfo Pérsico, a centenas de quilômetros da costa de Eilat. Cerca de ano e meio depois da captura do Santorini, uma oficial do Serviço de Inteligência da Marinha suspeitou que o navio Karine A, supostamente comercial, estaria passando por reformas, para poder transportar material bélico. Não tinha muita lógica, mas ela insistiu e o navio estava sendo observado.

O navio Karine A aportou na pequena ilha de Kish, no Golfo Persico, recebeu carga e partiu em direção ao Egito. Dai os terroristas iriam encher barris completamente impermeáveis, com morteiros, misseis, explosivos e outro material bélico, distribuídos em vários pesqueiros civis que os levariam para as costas da Faixa de Gaza. Aí seriam lançados ao mar e outros pescadores “pescariam” a carga tentando ocultar o fato das forças israelenses. A carga era de 50 toneladas de material explosivo, inclusive mais de duas toneladas de explosivo C4, que daria para cerca de 500 atos por terroristas-suicidas, que estavam explodindo na Segunda intifada. A cautela era grande, pois havia dúvidas. O mar estava agitado, a distância era grande, mas se o navio passasse pelo Canal de Suez para o Mediterrâneo, não daria para agir nas costas do Egito.

O então chefe do Estado Maior do Exército, Major General Mofaz aprovou agir no Mar Vermelho, mas os pequenos barcos do Comando Marítimo não agem tão longe e o mar estava começando a ficar agitado. Então, o alto comando tomou a decisão de agir na entrada do Mar Vermelho e esperou uma pequena janela na tempestade para agir. Grandes forças do Comando Marítimo, treinados em desembarcar dos seus barcos, protegidos por navios de guerra, helicópteros e aviões de caça. Todos os comandantes roeram as unhas, temendo ter falsas informações e efetuar uma operação deste vulto. Seria um fracasso ou sucesso?

A operação de captura do Karine A, no dia 3 de janeiro de 2002, foi chamada de “A Arca de Noé” e foi bem rápida, durou apenas 7 minutos. Foi feita de surpresa e nenhum tiro foi dado. Os soldados vasculharam o navio e não conseguiram achar nenhum vestígio de armas, misseis, explosivos ou coisa que o valha. Nada. A insistência valeu. Um dos oficiais a bordo do navio perguntou o capitão do Karine A: “onde está o armamento?”. O capitão respondeu porque não me disseram o que estão procurando logo no inicio e lhes mostrou a perigosa carga. O alivio foi geral. Ao chegarem ao Porto de Eilat, desvendaram e expuseram milhares de mísseis, morteiros, lançadores RPG, centenas de armas Kalachnikov e de franco atiradores. Isto tudo enquanto Arafat enganava o Ocidente e principalmente o Presidente Bush, que acreditava nas palavras de paz. Israel conseguiu abortar uma enorme carga, que poderia custar a vida de muitos israelenses e ao mesmo tempo expor o líder palestino, Yasser Arafat, que foi um terrorista e enganava todos com palavras dóceis.

Infelizmente, esta é a atuação dos líderes palestinos até os dias de hoje e o mundo não se convence.

Foto: Israel Defense Forces from Israel, CC BY-SA 2.0 (Wikimedia Commons)