Israel considera restrições para quem não se vacinar

O Ministério da Saúde está avaliando a restrição de viagens e acesso a certos locais públicos para israelenses que se recusam a ser vacinados contra COVID-19.

Segundo pesquisa da Universidade de Haifa, menos de um quinto dos israelenses pretende se vacinar.

Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontaram uma taxa de cobertura vacinal de 65% -70% como forma de alcançar imunidade populacional por meio da vacinação.

De acordo com a proposta em consideração, aqueles que se recusarem a ser inoculados somente poderão voar, comparecer a eventos, restaurantes ou locais culturais, fornecendo um resultado negativo recente de um teste de coronavírus.

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As autoridades de saúde também consideram barrar o pessoal médico que se recusar a vacinar de trabalhar em enfermarias de coronavírus ou unidades de terapia intensiva.

A proposta, que poderia encorajar os israelenses relutantes em ser vacinados a fazê-lo, deverá enfrentar desafios legais se for adotada.

De acordo com o Ministério da Saúde, menores de 16 anos, mulheres grávidas, pessoas com alergias graves e israelenses que se recuperaram do COVID-19 não receberão vacina.

Em entrevista na TV, o diretor-geral do ministério Chezy Levy disse que estuda-se a possibilidade de não se observar rigorosamente a ordem de vacinação, já que o público pode inicialmente hesitar em ser vacinado. Se o ministério tiver doses suficientes e não houver interesse público suficiente, as autoridades podem simplesmente permitir que qualquer pessoa que deseje seja vacinada.

“As novas vacinas nos oferecem uma oportunidade única para ajudar a controlar a pandemia e mitigar seus enormes efeitos adversos na saúde, nas economias e na sociedade em geral”, concluiu. “Precisamos melhorar muito e aumentar as informações sobre a segurança e eficácia das vacinas para atingir as taxas muito altas de cumprimento da vacinação”, disse o Prof. Manfred Green, diretor do programa internacional de mestrado em saúde pública da Universidade de Haifa.

Apesar da vacinação, autoridades de saúde alertam que outro bloqueio nacional – o terceiro desde o início da pandemia – pode ser inevitável, já que o número de casos continua a aumentar.

Foto: Miriam Alster (Flash90)

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