Israelenses vacinados receberão “passaporte verde”

O Ministério da Saúde está planejando emitir um “passaporte verde” para os israelenses que forem vacinados contra o coronavírus, o que concederá a dispensa das restrições aplicadas para conter o surto do vírus.

Entre os direitos dos portadores do “passaporte verde” estariam o acesso a eventos culturais e refeições em restaurantes, e o direito de não entrar em quarentena após a exposição a um portador do vírus diagnosticado.

O passaporte será emitido duas semanas depois que a pessoa receber a segunda das duas doses necessárias para o coronavírus.

As pesquisas mostram que entre 50% e 75% dos israelenses dizem que se recusarão a receber a vacina contra o coronavírus, aparentemente por temor de que a pressa para produzi-la possa ter comprometido sua segurança.

Israel está se preparando para começar um programa de vacinação em massa na próxima semana, com as primeiras vacinações supostamente administradas no próximo domingo, 20 de dezembro.

O passaporte verde também permitiria viajar de avião sem ter que primeiro fazer um teste do vírus.

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O Ministro da Saúde Yuli Edelstein enfatizou que a ideia não é fornecer um pacote de benefícios para as pessoas que são vacinadas, mas que “aqueles que não correm mais o risco de adoecer com o coronavírus possam fazer coisas que outras pessoas que ainda correm o risco do vírus não podem fazer.”

Chezy Levy, Diretor Geral do Ministério da Saúde, avaliou que haverá algum tipo de cartão de vacinação internacional semelhante que pode oferecer vantagens aos israelenses vacinados que viajam para o exterior.

Embora os tomadores de decisão sejam mais otimistas do que as pesquisas sobre a vontade do público de ser vacinado, espera-se que o passaporte verde seja uma forte motivação, junto com a probabilidade de que alguns países não permitam a entrada de israelenses, a menos que mostrem que foram imunizados contra COVID-19, disse o relatório, citando funcionários do governo.

O Ministério da Saúde também criará um centro de comando especial para combater a desinformação nas redes sociais sobre as vacinas, disse o porta-voz do ministério.

A operação terá uma equipe de mídia social trabalhando junto com a divisão de Israel do Facebook, bem como com o departamento cibernético do Ministério da Justiça, para remover postagens problemáticas. Em casos extremos, os funcionários podem até considerar fazer uma queixa à polícia se a disseminação da informação for particularmente errônea e prejudicial.

“O fim da pandemia está próximo. Até lá, peço a todos que observem as regras”, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu durante uma visita a um posto de imunização em massa em Tel Aviv.

Netanyahu disse que será o primeiro israelense a receber a vacina contra o coronavírus.

Em entrevista à TV no domingo à noite, Netanyahu disse que “os riscos de não tomar a vacina são muito maiores do que os de tomá-la, e é por isso que vou ser vacinado primeiro e espero que todos sejam vacinados”.

A emissora pública Kan informou que Netanyahu e Edelstein pretendem ser vacinados em um evento filmado neste sábado ou até antes. Isso poderia tornar Netanyahu o primeiro líder mundial a ser vacinado.

O presidente Reuven Rivlin, os diretores do hospital e os diretores das kupot cholim (planos de saúde) do país também estarão entre os primeiros a tomar as vacinas. Na sequência, virão os profissionais da área médica, com o público em geral podendo tomar a vacina na semana seguinte.

Além disso, o gabinete do ministro da saúde está preparando uma lista de personalidades da mídia e celebridades que receberão a vacina diante das câmeras para servir de exemplo ao público.

Foto: Mark Israel Sellem (Flash90)