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O debate desastroso que revelou a fraqueza americana

Por Deborah Srour Politis

O tão esperado debate entre Trump e Biden, pedido por Biden, aconteceu e como todos já sabem, foi um verdadeiro desastre para os democratas. Todos os coquetéis de D’us sabe lá o quê, que deram para ele para mantê-lo alerta e coerente falharam. Ele não fez sentido, se mostrou frágil, fechou os olhos por longos períodos mais de uma vez, e quando os olhos estavam abertos ele estava catatônico, quase sem piscar, dando a impressão de não saber onde ele estava.

O mundo inteiro viu o que nós, conservadores, que acompanhamos a mídia conservadora, sabíamos há anos. Os tropeços, as caídas, a falta de direção, falta de cognição, esquecimentos de eventos e pessoas, todos os sinais de senilidade, de demência, do idoso. Muitos analistas dos canais de esquerda não puderam conter seu choque, como se estivessem vendo isso pela primeira vez. E estavam.

Durante toda a presidência de Biden, a mídia esquerdista escondeu, mentiu e encobriu o que realmente estava acontecendo com o presidente. Não mais que um dia antes do debate, estes canais acusaram a Fox News de mostrar imagens fake, geradas por inteligência artificial, exagerando a condição do presidente. Bem, na quinta-feira, ao vivo, em cores, transmitido em todos os canais americanos e do mundo, os democratas finalmente não tiveram como negar.

A mídia internacional, também chocada, não demorou para reagir. A capa do Telegraph inglês de sexta estava repleta de manchetes como “Biden sob pressão para desistir após desempenho ‘doloroso’ no debate”; “Biden é um perigo para o mundo”; “O Mundo Livre deve ter um novo líder”. Os russos riram do “Debate Desastre” do Presidente Biden. O Sydney Morning Herald da Austrália tinha em sua primeira página: “Os democratas têm outras opções após o desastre de Biden”. O jornal chinês South China Morning Post usou como manchete: “A implosão de Biden”.

Nos Emirados Árabes Unidos, o The National disse aos seus leitores que “Biden enfrenta apelos para se afastar após um fraco desempenho no debate”. Um artigo de opinião na página inicial do Toronto Star do Canadá colocou a questão de forma humorosa: “Joe Biden estava supostamente resfriado. Depois de vê-lo no debate, o mundo inteiro está se sentindo mal”.

O Daily Beast americano ontem pediu com urgência para Bill Clinton, Barak Obama e a esposa Jill Biden intervirem para ele não concorrer em novembro. Mas a coisa não é tão simples assim. Eleições são gerenciadas pelos Estados e em muitos deles, o prazo para mudar as cédulas de votação já passou. Ainda, Joe Biden tem a maioria dos delegados no Colégio Eleitoral e a única possibilidade seria ele concordar em retirar sua nomeação e deixar que a Convenção do Partido Democrata, que será realizada em agosto, faça uma eleição na qual qualquer um possa se apresentar como candidato. Neste caso, milhões de democratas que votaram nas primárias perderam seu voto. E ainda haverá muita oposição da vice Kamala Harris que, apesar de ter uma menor aprovação que Biden, acha que é seu direito ser a candidata do partido democrata à presidência.

Eu fiquei atônita. Não consegui acreditar no que estava assistindo. E tudo o que podia pensar era, se ele está assim depois de 20 minutos de debate que ele escolheu, depois de tirar uma semana inteira de folga com 16 conselheiros para se preparar para este debate, é esta a sua performance?

Para mim este debate beirou o abuso de idoso. A sua esposa Jill Biden e os 16 conselheiros deveriam ser presos. Depois do debate Jill disse ao seu marido, que bom querido, você respondeu a todas as perguntas, como se ele fosse uma criança!

E foi aí que me dei conta que quem está no comando é Jill Biden. Ela queria ser a primeira-dama, tanto ou mais que Biden queria ser presidente. E ela tem um exemplo a seguir.

Em 1919, Edith Wilson, a segunda esposa do presidente Woodrow Wilson, foi a de facto, primeira mulher presidente dos Estados Unidos. Depois de seu marido sofrer um AVC que o deixou paralisado, ela o colocou num quarto e comandou todas as decisões do governo até o final de seu termo. A primeira coisa que ela fez foi esconder, mentir e encobrir a paralisia do marido. Ninguém podia falar com ele sem a aprovação dela. Assim, por um ano e cinco meses, Edith foi a de facto presidente do país. E Jill Biden quer repetir o feito.

A minha pergunta é hoje, quem está no comando do país? Há quanto tempo os Estados Unidos estão à deriva, sem ninguém no leme? E o que seus inimigos estavam pensando durante o debate?

A China certamente está pensando que não terá hora melhor para invadir Taiwan. A Rússia está concluindo um pacto com a Coreia do Norte, a China, e o Irã, e não é para perseguir uma paz mundial. Putin deve estar super relaxado planejando sua próxima ofensiva na Ucrânia.

E aí temos Israel e a guerra em Gaza e no Líbano.

Israel depende da ajuda americana com armas, munições, bombas aviões e peças de reposição. Tudo isso é parte da “ajuda” americana anual para Israel que na verdade não vai para Israel mas sim para a indústria bélica americana. Aí quando Israel precisa, ela faz os pedidos e estas indústrias entregam. Isso em troca da promessa de Israel de não desenvolver sua indústria bélica e qualquer ideia neste sentido, ser desenvolvido em conjunto nos Estados Unidos. Tudo muito bem, até a hora que uma administração americana como a de Obama e esta de Joe Biden, resolvem reter os carregamentos para Israel.

E foi exatamente isso que Biden fez, para agradar os muçulmanos que moram em Estados críticos para a sua eleição como Michigan e Minnesota.

Neste caso Israel está numa enrascada, se o seu maior aliado e fornecedor dos meios para ela se defender se recusa a fazê-lo por razões políticas. E sabemos que todo o time de política exterior de Biden é o mesmo time da era Obama. E Obama não suportava nem Israel, nem Netanyahu, preferindo os radicais islâmicos do Irã.

E Israel continua a lutar em todas as frentes. Em Gaza contra o Hamas, no Norte contra a Hezbollah, contra os drones vindos do Iraque, os mísseis vindos do Iêmen e os ataques terroristas diários na Judeia e Samaria. Além disso, Israel está lutando contra o antissemitismo mundial (no final de semana passado sua embaixada na Sérvia foi atacada) e contra os esforços da ONU para deslegitimar o Estado Judeu.

Imaginem que o Secretário Geral desta famigerada organização, teve a audácia de avisar Israel para não escalar as tensões e operações militares no sul do Líbano e que o mundo não aceitaria que Beirute se transformasse em outra Gaza.

Como se fosse Israel quem estivesse procurando briga. Mas ele não deu qualquer aviso para a Hezbollah ou para o governo Libanês do qual ela faz parte, e muito menos para o Irã que ameaçou Israel com uma guerra de aniquilação se atacasse a Hezbollah. E o Irã não parou aí. Ele também ameaçou Chipre, um país da Europa, se Chipre autorizasse Israel a usar seu aeroporto!

Alguém ouviu alguma condenação da ONU? Algum aviso, ou pedido para o Irã se abster? Nada. Guterres deveria colocar o rabo entre as pernas e resignar. Desde 2006 a ONU mantém uma força de paz no sul do Líbano, a UNIFIL, para prevenir uma guerra. 18 anos e esta força fez ZERO, absolutamente NADA para evitar que a Hezbollah enviasse milhares de mísseis que vieram do Irã sobre Israel. Que piada!

O mundo está definitivamente pior desde que Biden assumiu o comando da maior potência da história. Os inimigos sentiram o sangue na água e estão preparando para dar o bote. Chegou a hora do governo americano acordar e fazer algo para restabelecer alguma forma de dissuasão pelo menos com a China e a Rússia. Se não, os próximos cinco meses (até as eleições em novembro) serão os mais perigosos para a paz mundial desde a Segunda Grande Guerra. Especialmente para Israel.

Foto: Captura de tela

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