O que a ONU faria sem Israel

Por David S. Moran

O ano está terminando e vamos passar por alguns tópicos e avaliá-los:

 

A ONU e o Estado de Israel

O Estado judeu é um dos 193 países da Organização das Nações Unidas. Um pequeno país em território, menor do que o Estado de Sergipe, o menor estado no Brasil. Israel é um oásis de democracia, cercado de deserto com regimes não exatamente democráticos. Mesmo assim, o presidente americano, Biden está “punindo” o Primeiro-Ministro israelense, Bennett, e não atende seus telefonemas há mais de duas semanas. A razão é que Israel não atende as demandas americanas, com respeito ao Irã, consulado, etc. Escrevi a respeito na resenha de 17/12/21. Biden, que quer difundir o liberalismo e democracia, prefere atender e conversar com Mahmoud Abbas, que, bem… não é exatamente o modelo de democrata e que sucedeu outro líder palestino “democrata”, Yasser Arafat, em 2004, e está no poder desde então, no alto dos seus 85 anos. E ai de quem o contestar.

Relatório das atividades da Assembleia Geral da ONU, em 2020 revela que o Estado de Israel, que representa 0,1% da população mundial, foi condenado pela A.G. da ONU mais do que qualquer outro país do mundo, e de longe. Mais do que países ditatoriais, abusadores dos Direitos Humanos, racistas, opressores e ou ameaçadores de genocídio dentro e fora do seu país. Por exemplo: a Coreia do Norte, do Kim Jong-Un, de 37 anos, que herdou o poder do seu pai, Kim Jong-il, morto há 10 anos. O atual líder, em lembrança ao pai falecido há exatamente 10 anos, decretou 11 dias de luto. Nestes dias é proibido rir, sorrir, tomar bebidas alcoólicas e qualquer sinal de alegria. A polícia fará vistorias e quem for pego com sinais de alegria, será processado e castigado.

Não vou me alongar nos inúmeros países como o Irã, Afeganistão que comercializa meninas vendidas pelos pais, nem o Catar que no ano que ora está entrando sediará o Mundial e promete tratar os turistas de maneira igualitária, mas age contra homossexuais e ou qualquer liberalismo.

Nos últimos seis anos. A Assembleia Geral da ONU condenou Israel em 115 resoluções e o resto do mundo todo – 192 nações – recebeu apenas 45 condenações. Em Israel vivem menos de 10 milhões de pessoas e no mundo todo vivem cerca de 8 bilhões de habitantes. Não há nenhuma lógica.

O diário nova-iorquino, Daily News (3.12.2021) com a manchete UNsurprising: The world body keeps up it assault on Israel (Sem surpresa, a ONU continua seu ataque contra Israel), relatou o absurdo.

Só em 2021, desproporcionalmente, a Assembleia Geral adotou 14 decisões contra Israel e o mundo todo, só quatro. Uma contra a Coreia do Norte, uma contra a Rússia na Crimeia, uma no Irã e uma em Mianmar.

Pode haver só uma razão. Israel serve de bode expiatório e limpa a consciência dos ditadores corruptos, abusadores e violadores de qualquer direito e racistas. Adicione a isto a maioria automática de países árabes, muçulmanos e menos desenvolvidos, que cegamente votam contra o Estado de Israel.

Países mais decentes como os Estados Unidos da América, Canadá, Austrália e mais alguns, só podem equilibrar as condenações contra o Estado de Israel, quando o assunto é tratado no Conselho de Segurança da ONU. Lá os cinco países fundadores da organização: EUA, Rússia, China, França e Inglaterra têm o poder de veto. Outros 10 países compõe o C.S. e se revezam a cada dois anos. É desnecessário dizer (ou escrever) que nos seus 74 anos, Israel nunca foi eleito para o Conselho de Segurança, apesar de “estrelar” neste fórum.

Por incrível que pareça, o Departamento de Estado publicou seu relatório dos atentados terroristas que aconteceram no mundo em 2020. Segundo ele, em 98 países ocorreram 10.172 atos terroristas, a grande maioria na Ásia Ocidental, Sul da Ásia e na África. O Afeganistão sofreu 1.722 ataques, seguido pela Síria, República Democrática do Congo, Iêmen e índia. O Talibã foi responsável por 1.325 ataques, Daesh (EI) na Síria e Iraque efetuou 507 e também na Argélia, Indonésia, Rússia, Iêmen e Líbano.

Algumas realizações de Israel

Investimentos na alta tecnologia. A companhia XM Cyber, fundada em 2016, em Herzliya pelo ex-Diretor do Mossad, Tamir Pardo e mais três ex-agentes que lidam em segurança cibernética, tem 100 funcionários em Israel, EUA e Europa. Em novembro a maioria de suas ações foi vendida ao grupo alemão Schwartz Group por US$ 700 Milhões. Mesmo assim, a sede da companhia continuará em Israel.

Tecnologia israelense dispensa caixas humanos nos supermercados. A grande rede de supermercados Netto, do grupo EDEKA, junta-se a outras entre elas Tesco, ALDI Nord e REWE, introduzindo agências autônomas baseadas na tecnologia visual computorizada da companhia israelense Trigo, fundada em 2018. O cliente compra os produtos no supermercado em carrinhos e sai sem perder tempo no caixa. O sistema da Trigo identifica os produtos através de câmaras, sistema de inteligência artificial e visão computorizada. No final da compra o cliente recebe no seu aplicativo a nota das compras.

Israel no 15° lugar em registrar patentes. Assim o foi em 2019 e em 2020, quando foram registrados 8.000 pedidos ao escritório de registros israelense, por israelenses e estrangeiros. O maior número de registros de patentes foi da China, seguida pelos EUA e o Japão. Dos pedidos israelenses, 16,5% são de mulheres, colocando Israel na 7ª colocação por gênero. A Espanha está na liderança com 27%.

Formatura de 39 pilotos da F.A.I. Na quarta-feira (22/12), na base aérea de Hazerim e na presença do Presidente Herzog, Premier Bennett, Ministro da Defesa Gantz, Comandante do Estado Maior, General. Kochavi e o da Força Aérea, General Amikam Nurkin, 39 novos pilotos receberam o brevê tão cobiçado. Após três anos de estudos, e centenas de candidatos, os 39 desfilaram alegremente. Entre eles há quatro do sexo feminino, uma piloto de combate e três navegadoras de caças. Elas juntam-se a outras 66 que terminaram o árduo curso que, até a metade dos anos 90, estava fechado para mulheres. Dessas, cinco são pilotos de caças, 26 navegadoras, 12 pilotos de helicópteros, 7 pilotos de aviões de carga e 16 co-pilotos de aviões de carga. As pilotos do sexo feminino têm que se voluntariar.

Israelenses bons nos esportes. Fato inédito num Campeonato Mundial de Natação e ainda num país árabe, em Abu Dhabi. Na sexta passada (17/12) a jovem nadadora israelense de 18 anos, Anastasia Gorbenko tornou-se a primeira nadadora israelense a sagrar-se campeã mundial. Foi nos 50 metros em nado de peito, obtidos com 29,34 segundos, deixando para trás a recordista mundial, que é italiana, e a campeã europeia, sueca. No dia seguinte pulou novamente nas águas calorosas para a final de 100 metros medley, terminando com 57,80 segundos. Em dois dias, a estupenda esperança da natação israelense esteve duas vezes no topo do pódio, orgulhosamente ouvindo o hino nacional. Já em janeiro ela ingressará no Exército de Defesa de Israel (Tsahal). “Estou ansiosa por cumprir a tarefa de soldada. Sei que isto me atrapalhará um pouco, mas terei condições de soldada esportista e facilidades”.

Outro que deu um espetáculo foi o jovem Assaf Yasur, de 19 anos. Ele venceu o Campeonato Mundial de Taekwondo paralímpico, na modalidade de até 58 kg, realizado na Turquia. Assaf jogou bola com amigos e esta encalhou. Ele foi buscar a bola, tocou num fio de alta tensão. Resultado: ferido, teve que amputar as duas mãos, uma semana antes do Bar Mitzva. Mesmo passando inúmeras operações e em hospitais, sua moral não caiu. Ele deu a volta por cima. “Não me sinto mal, ao contrário, com este fato ganhei presente. Entrei no Taekwondo e representar Israel é um enorme presente”, completa Assaf. No caminho à consagração venceu um hindu, um guatemalteco, um mongol, um russo para lutar a final contra um turco, em casa, e vencê-lo.

Nomes mais populares dados em 2020 aos bebês em Israel. Meninos: Mohamad (Maomé), Yosef, Ariel (2/3 a meninos, 1/3 a meninas), David, Lavie, Rafael e Ari. Meninas: Tamar, Maia, Abigail, Noa, Sara, Ayalá, Adel, Yael, Shira, Ester.

Tempestade Carmel assola Israel

Dia 21 de Dezembro é o dia mais curto no hemisfério norte, pois o inverno está aqui. Desta vez veio com todo o rigor. Com frio e quatro dias seguidos de chuvas em abundância. O Lago Kineret (da Galileia) recebeu ducha de alguns centímetros e está agora a cerca de 200 metros abaixo do nível do mar. O Monte Hermon recebeu a neve branca com muito prazer e os visitantes já podem esquiar e se divertir. Quando a neve derreter, o Kineret receberá mais água. As temperaturas registradas são baixas, no final de semana vamos ter trégua e o sol pálido reaparecerá, mas na semana que vem estão previstas novas chuvas. Pela primeira vez tempestade tem nome – Carmel.

Líder islâmico diz: Israel é estado judeu

O líder do Partido Ra’am (quatro deputados) que se separou de outros três partidos que compõe a Lista árabe Associada (seis deputados), Mansour Abbas, causou uma verdadeira tempestade, talvez até mesmo furacão no meio politico israelense e árabe. Na terça (21), participou numa Conferência do jornal Globes e entre outras disse: “Israel foi fundado como Estado Judeu, esta foi a decisão da população e vai continuar assim, judeu. A questão é qual é o status dos cidadãos árabes no Estado Judeu de Israel”. Esta revolucionária afirmação de um deputado árabe israelense, islamista, que tem conexões com a Irmandade Muçulmana. Uma declaração destas jamais foi expressa por líder árabe israelense e causou muita surpresa. As violentas críticas vieram de partidos árabes israelenses, líderes árabes locais e de outros países árabes e muçulmanos. Mesmo no seu próprio partido Ra’am, abreviação de Lista Árabe Unida o criticaram. Mansour Abbas foi cortejado por Netanyahu para juntar-se a um eventual governo que formaria. Durante meses negociaram e, quando sentiu que estava perdendo tempo, aceitou negociar com os líderes do atual governo e o Ra’am faz parte da coalizão.

Foto: UN Geneva (Flickr)