Rótulos vermelhos chegam às prateleiras em Israel

A reforma nos rótulos de produtos alimentícios em Israel entrou em vigor em 1º de janeiro de 2020. Agora, os consumidores poderão olhar para um rótulo e determinar se um produto possui alto teor de açúcar, sal, gordura saturada e outros ingredientes. Os produtos “problemáticos” terão uma etiqueta vermelha, enquanto aqueles com níveis de ingredientes considerados seguros terão uma etiqueta verde.

Em 26 de dezembro de 2017, o Knesset aprovou o Regulamento de Proteção à Saúde Pública, segundo o qual, o primeiro estágio se tornaria obrigatório em 1º de janeiro de 2020 e o segundo (e permanente) entrará em vigor 12 meses após, ou seja, janeiro de 2021.

O objetivo deste Regulamento é tornar as informações sobre o valor nutricional dos alimentos pré-embalados acessíveis e claras ao público em geral, usando símbolos para o alto teor de sódio, açúcar ou ácidos graxos saturados, permitindo que os consumidores façam uma escolha consciente dos alimentos, a fim de melhorar sua saúde.

O adesivo vermelho aparecerá em produtos alimentícios com 13,5 ou mais gramas de açúcar por cem gramas, 500 miligramas de sal ou 5 gramas de gordura saturada. Os líquidos devem conter menos de 400 miligramas de sal, 5 gramas de açúcar e 3 gramas de gordura saturada para evitar um adesivo vermelho.

O adesivo verde aparecerá em produtos recomendados pelo Ministério da Saúde, incluindo tofu, produtos à base de soja, laticínios, óleo vegetal, nozes e sementes, trigo integral, leguminosas, tehina, peixe, ovos, frango, frutas e legumes. Os produtos embalados ostentarão um adesivo em seu rótulo, enquanto os produtos vendidos a granel terão um adesivo afixado nas proximidades.

O ministro da Saúde, rabino Yaakov Litzman, disse que “esta é uma reforma importante que levará a uma saúde melhor para os israelenses, com base no entendimento de que os cidadãos têm o direito básico de saber o que há nos produtos que compram.”

Segundo dados do Ministério, em 2018, 17,4% das crianças estavam acima do peso. Dez por cento das crianças sofrem de diabetes ou são pré-diabetes, a maioria com diabetes tipo II.

Mais informações no site do Ministério da Saúde.

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