Saeb Erekat internado no Hospital Hadassah

Por David S. Moran

Um dos líderes palestinos e negociador chefe com Israel, americanos e europeus, Saeb Erekat, foi trazido numa ambulância do Magen David Adom (Estrela de David Vermelha), de sua residência em Jericó, ao Hospital Hadassah, em Jerusalém. Esta sua atitude revelou mais uma vez a hipocrisia e atitude indescritível de ingratidão, da liderança palestina com relação ao Estado de Israel.

Saeb Erekat, que combate e picha o Estado de Israel, nos fóruns internacionais, sabendo que está faltando com a verdade, pelos longos anos de convivência com israelenses, preferiu ser tratado por médicos num hospital israelense e não num dos muitos hospitais no território da Autoridade Palestina. Quando Erekat contraiu o coronavírus, há duas semanas, o rei Abdullah, da Jordânia, lhe ofereceu assistência hospitalar e o Presidente do Egito, A Sisi também, ofertas recusadas.

Quando seu estado de saúde piorou, no último domingo (18) sua família chamou as autoridades israelenses, que enviaram uma ambulância, escoltada por soldados do Exército de Defesa de Israel (IDF) e o trouxeram imediatamente de Jericó a Jerusalém. No Hospital Hadassah, Erekat de 65 anos está recebendo o melhor tratamento possível. Teve recaída e já estava em estado crítico (na foto: entrada da UTI do Hospital Hadassah, em Jerusalém).

Atualmente, ele continua em estado grave, está entubado e passou por processo ECMO, conectado a uma máquina externa ao corpo, com oxigênio.

A hipocrisia é que o Erekat chama Israel de Estado “apartheid”, criticou duramente os EAU por reconhecerem o Estado de Israel e “darem uma facada nas costas da causa palestina”, mas agora, vai se tratar com os judeus, como bem colocou um comentarista libanês.

As redes sociais palestinas e mesmo as israelenses estavam unânimes em criticar a atitude do Erekat. Cada um por sua visão. Os palestinos o criticam por pedir boicote a Israel e para serem tratados em hospitais palestinos, mas quando as autoridades necessitam de tratamento vão a Israel. Os israelenses criticaram a ação, dizendo que é uma vergonha o serviço VIP que Israel dá a quem apoia o terror corrupto, o boicote que o BDS prega e quem odeia Israel. Desde sua internação há manifestações na frente do hospital, de familiares de israelenses que perderam entes queridos, em atentados terroristas, que Erekat apoia.

O Secretário Geral da Organização de Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, diz que apoia a paz, mas ao mesmo tempo elogia terroristas assassinos e é favorável ao pagamento de mensalidades a eles e seus familiares. Isto é considerado por Israel e alguns outros países, incentivo ao terrorismo. Foi um dos arquitetos dos Acordos de Oslo (1995). Conhece bem os israelenses e cada vírgula das atas e conferências para conseguir a paz. Mas os palestinos sempre fugiam das assinaturas, agora ficam para trás e criticam os que chegaram ao reconhecimento que com Israel só podem ganhar.

Em julho deste ano, chegaram a Israel, dois aviões dos Emirados, que na ocasião receberam autorização de vir, só porque traziam toneladas de material médico, para ser entregue à AP, que lhe serviria no combate ao coronavírus. A Autoridade Palestina rejeitou o material criticando duramente os Emirados, “pois os aviões aterrissaram no Aeroporto Internacional de Bem Gurion, cujo significado é o reconhecimento do Estado de Israel” (isto meses antes de normalizar relações com o Estado Judeu).

A hipocrisia das altas autoridades palestinas não tem limites. O líder palestino Abbas e sua esposa foram tratados em Israel, bem como a esposa do líder radical da Hamas, Ismail Haniye. O linha dura e atual líder da Hamas, Yahya Sinwar, condenado a múltiplas penas de prisão perpétua, por assassinar israelenses, teve tumor cerebral. As autoridades prisionais o levaram para ser operado num hospital israelense, cujos médicos lhe salvaram a vida. Foi libertado, em 2011, com outros mil terroristas, em troca do soldado Gilad Shalit. Aí voltou a atuar na Hamas e depois de eleito, tornou-se o líder da organização.

Os gestos humanitários israelenses não lhe ajudam na mídia que faz a opinião pública. Saeb Erekat, que mente intencionalmente para danificar a imagem de Israel e o acusa de segregar os palestinos, enquanto sua própria filha, Dr. Salam Erekat, estudou oftalmologia na Jordânia e trabalha há cerca de nove anos no Departamento de Oftalmologia do Hospital Hadassah e também no hospital St. John. Mesmo assim, quando relatou à mídia o estado de saúde do pai, omitiu que está num hospital israelense e disse: “um médico palestino, de Jerusalém tratou meu pai e lhe fez uma broncotomia, para ajudar a entrada de oxigênio no sangue”. Como esconde o fato de trabalhar num hospital judeu, assim omite da mídia mundial e palestina, que está sendo tratado em Israel. Até quando esta cegueira?

“A definição de hipocrisia: a liderança palestina (inclusive Erekat) não estava disposta a receber medicamentos dos Emirados Árabes Unidos, pela razão do avião aterrissar em Ben Gurion, que representa o reconhecimento de Israel. Há poucos dias eles imploraram para o mesmo Israel tratar e salvar a vida de Saeb Erekat. A definição de estupidez: as autoridades israelenses concordaram em lhe atender prontamente, em vez de dizer à AP, nós vos convidamos dirigir-se a vossos amigos jordanianos”. Assim escreveu um israelense em protesto contra toda esta atitude confusa.

Esta hipocrisia é notada em todos os ramos. O fundador do movimento BDS é Omar Barghouti, que nasceu no Qatar (1964), cresceu no Egito e aos 18 anos mudou-se para os EUA. Viveu neste país 11 anos. Casou-se com uma árabe-israelense e veio atrás dela, para viver em Acre (Acco). Em Israel, foi estudar na Universidade de Tel Aviv formando-se Master em Filosofia. Apesar destes fatos, criou o BDS, que prega o boicote a Israel e almeja destruí-lo.

Os ventos estão soprando e espera-se que os palestinos entendam que como seus líderes se beneficiam das vantagens que Israel lhes proporciona, é melhor aderir ao atual momento que o mundo árabe passa. O reconhecimento do Estado de Israel só lhes beneficiará, como será com os Emirados, Bahrein, Sudão e os outros que virão.

2 thoughts on “Saeb Erekat internado no Hospital Hadassah

  • 23 de outubro de 2020 em 10:39
    Permalink

    Concordo plenamente com David Moran, é lamentável, e sempre foi, muito antes de 1948, esse medo que as lideranças judaicas sentem e demonstram em relação aos árabes. É um desrespeito completo pelas vítimas desse assassino! Mas o governo israelense faz pior, se rende aos terroristas do Hamas e outros que há décadas lançam mísseis, túneis mas não deixam de receber de Israel o material para agirem assim.

    Resposta
  • 23 de outubro de 2020 em 10:40
    Permalink

    Concordo plenamente com David Moran, é lamentável, e sempre foi, muito antes de 1948, esse medo que as lideranças judaicas sentem e demonstram em relação aos árabes.

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *