Yad Vashem rompe com Abramovich

O Memorial Yad Vashem, a Autoridade de Memória dos Mártires e Heróis do Holocausto de Israel, anunciou hoje que está suspendendo seus laços com o bilionário russo-israelense Roman Abramovich por causa de suas conexões anteriores com o presidente russo, Vladimir Putin.

Nesta quinta-feira, o Reino Unido sancionou oficialmente Abramovich, complicando sua tentativa de vender seu clube de futebol.

Em 22 de fevereiro, o Yad Vashem anunciou uma parceria estratégica com a Abramovitch, que deveria doar dezenas de milhões de dólares.

Na semana passada, Abramovich foi investigado por seus laços estreitos com Putin, levando-o a anunciar a venda do Chelsea Football Club, clube de futebol de sua propriedade desde 2003. A medida veio como parte de uma onda de pacotes de sanções ocidentais contra a Rússia por sua invasão da Ucrânia.

“Na situação atual, tomei a decisão de vender o clube, pois acredito que isso é do interesse do clube”, disse ele na época. Ele acrescentou que todos os lucros seriam destinados às “vítimas da guerra na Ucrânia”.

Abramovich é o mais conhecido entre vários “oligarcas” judeus russos com laços estreitos com Putin, muitos dos quais doaram pesadamente para causas judaicas ao longo dos anos. Vários dos oligarcas já foram sancionados pelos governos ocidentais, o que significa que estão sendo cortados do sistema financeiro global. Abramovich é visto como um provável próximo alvo de sanções.

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O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pediu para discursar no Museu Memorial do Holocausto Yad Vashem sobre a invasão russa de seu país, segundo a Reuters.

O Yad Vashem disse em comunicado que discutirá a proposta com o embaixador da Ucrânia em Israel. Não houve comentários da embaixada ucraniana sobre o assunto.

Ambos os lados da guerra invocaram o Holocausto. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que a operação militar é para “desnazificar” a Ucrânia.

O presidente da Knesset, Mickey Levy, concordou com o embaixador ucraniano em Israel que o presidente Zelensky falará com os membros da Knesset em tempo hábil. Uma data será marcada nos próximos dias.

Fontes: The Jerusalem Post e The Times of Israel
Fotos: Canva