Ativistas anti-racismo se unem contra rede social

Ativistas anti-racismo e contra o antissemitismo e figuras públicas se uniram aos pedidos de uma paralisação em massa do Twitter a partir de segunda-feira, dia 27 de julho. Os usuários da plataforma estão sendo convidados a não postar por 48 horas. A ação ocorreu depois que o Twitter decidiu não remover a conta do artista britânico Wiley, após uma série de postagens cheias de ódio para seus meio milhão de seguidores entre sexta e sábado de manhã.

“A conta de Wiley é apenas uma de um número recente de contas de pessoas influentes no Twitter que incitaram o ódio racial contra judeus, recebendo uma resposta insuficiente da plataforma”, disseram os organizadores da campanha. “Este incidente reflete a necessidade de legislação clara, como a Lei de Redução de Danos Online”.

O Twitter enfrentou críticas da comunidade judaica, depois de remover apenas alguns dos tweets de Wiley e suspender sua conta por apenas uma semana, em vez de cancelá-la.

Um porta-voz da campanha disse: “A ação que estamos anunciando hoje é para mostrar que a comunidade judaica e seus aliados estão fartos de plataformas como o Twitter, atuando como alto-falantes do antissemitismo, ampliando o ódio aos judeus a milhões de outros usuários de mídias sociais.

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“Assim que Wiley começou a postar seus tweets antissemitas na sexta-feira, o Twitter foi inundado com pedidos para que sua conta fosse retirada. Em resposta, o Twitter excluiu alguns de seus tweets e suspendeu brevemente a estrela grime (um gênero de música urbana que surgiu em Bow, Londres, no início da década de 2000, principalmente desenvolvido a partir do UK Garage, influenciado por vários estilos de música urbana). Foi uma resposta completamente inadequada. A menos que haja uma mudança imediata na forma como o Twitter opera, haverá mais ações, incluindo ações legais, contra a organização.”

A paralisação está sendo promovida usando a hashtag #NoSafeSpaceForJewHate

Enquanto isso, a Estrela de Davi virou símbolo de ódio para o Twitter. Usuários do Twitter relataram que suas contas foram bloqueadas após usarem o símbolo do judaísmo, a Estrela de Davi, como imagem de perfil. Na alegação da rede social, a imagem, que também consta na bandeira de Israel, seria um “símbolo de ódio”.

“Determinamos que esta conta violou as Regras do Twitter. Especificamente por: violar nossas regras contra a publicação de imagens odiosas. Você não pode usar imagens ou símbolos odiosos na imagem ou no cabeçalho do perfil. Como resultado, bloqueamos sua conta” – diz o texto enviado aos perfis bloqueados.

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