Bandeira palestina é colocada em prédio de Ramat Gan

Uma grande bandeira palestina pendurada por um grupo de esquerda perto da “bursa” em Ramat Gan na manhã de quarta-feira foi retirada depois de provocar críticas nas redes sociais e pedidos públicos de parlamentares por sua remoção.

“A bandeira palestina está sendo arriada neste exato minuto”, escreveu o prefeito de Ramat Gan, Carmel Shama-Hacohen, em sua conta no Facebook.

Além de retirar a bandeira, Shama-Hacohen disse que a cidade penduraria uma bandeira com símbolos das Forças de Defesa de Israel, Shin Bet, Polícia de Israel e Prefeitura de Ramat Gan.

A polícia alertou Ramat Gan sobre uma “preocupação com perturbação da paz por manifestantes” em protesto contra a bandeira, segundo o jornal Haaretz.

A bandeira palestina foi pendurada pelo Mehazkim, cerca de 30 andares acima da Bolsa de Diamantes (Bursa) do subúrbio de Tel Aviv ao lado de uma bandeira israelense, com uma faixa que dizia “Nós fomos feitos para viver juntos” em hebraico e árabe.

O Mehazkim um grupo de esquerda focado em levar mensagens progressistas à esfera pública, e protestava contra um projeto de lei na Knesset que proíbe o hasteamento público de bandeiras palestinas.

A organização também colocou cartazes e bandeiras com a mesma mensagem nas cidades de Tira e Nazaré.

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“A placa pode ter sido removida, mas nossa mensagem está viva e forte”, escreveu a organização em sua conta no Twitter. “Nós estamos destinados a viver juntos. Há dois povos aqui, judeus e árabes, que continuarão lutando juntos por um futuro conjunto melhor. Este sinal é apenas o começo”.

O chefe do grupo observou a votação marcada na Knesset para o final da quarta-feira de um projeto de lei que proibiria o hasteamento de bandeiras palestinas.

“Achamos que é uma expressão de fraqueza, de insegurança”, disse ele à Rádio 103 FM. “Acho que essa lei é uma provocação, cuja intenção é escalar a relação entre árabes e judeus, para criar mais violência, mais tensão”.

A deputada Miri Regev, do Likud, pediu aos israelenses que saíssem às ruas com bandeiras israelenses para “pintar a cidade de azul e branco”.

“Não vamos ficar calados ou abaixar a cabeça diante de qualquer campanha ou propaganda”, disse ela. “O Estado de Israel é o Estado-nação do povo judeu. Sua capital é uma Jerusalém unida”.

A campanha segue a recente controvérsia sobre a bandeira palestina, inclusive depois que estudantes da Universidade Ben-Gurion do Negev, na cidade de Beer Sheva, realizaram um comício pró-palestino na semana passada no campus, agitando bandeiras palestinas e cantando canções nacionalistas após serem impedidos de realizar um protesto no Dia da Nakba, que lamenta o estabelecimento do Estado de Israel.

Os legisladores criticaram a manifestação, dizendo que o Conselho de Educação Superior, que supervisiona as universidades e faculdades de Israel, examinaria a manifestação como um potencial incitamento.

Fonte: The Times of Israel
Foto: Captura de tela (Twitter)