Aplicativo para rastrear infectados por Covid-19

O presidente do Comitê de Relações Exteriores e Defesa do Parlamento israelense, Zvi Hauser, mostrou-se entusiasmado com a possibilidade de substituir a vigilância do Shin Bet (Agência de Segurança de Israel) de cidadãos infectados pelo coronavírus por um novo aplicativo de celular conhecido como “o semáforo”.

De acordo com o funcionário do Ministério da Saúde, Udi Kaliner, parte da mudança para o novo aplicativo poderia ocorrer em duas semanas, enquanto outros aspectos exigiriam legislação e poderiam levar de quatro a seis semanas.

A aplicação do “semáforo” seria paralela ao sistema de classificação das cidades, que diferencia entre “vermelho”, “amarelo” ou “verde” de acordo com os níveis de infecção. Os cidadãos que fizerem o download voluntariamente receberão informações sobre a designação do semáforo do coronavírus de cor verde, vermelho ou outra, dependendo da região. O aplicativo visa ajudar os cidadãos a internalizar as consequências de viajar para certas áreas onde o vírus COVID-19 é mais proeminente.

No segundo estágio, a legislação da Knesset (Parlamento) seria necessária porque o uso do aplicativo seria obrigatório em algum nível.

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As diferentes variações do que seria essa obrigação variaram entre anuncia-la como uma obrigação geral e impedir que as pessoas que não baixassem o aplicativo entrassem em lojas e em outras áreas internas.

Quem fizer o download do aplicativo para entrar em um determinado local estaria transmitindo ao Ministério da Saúde informações sobre sua localização e o horário em que esteve na loja.

Kaliner disse que o aplicativo não seria capaz de dizer o quão próximo um indivíduo esteve de outras pessoas dentro da loja (o que a ferramenta de rastreamento do Shin Bet pode fazer), mas registraria que eles estavam dentro do espaço.

Mas não esclareceu como essa diferença entre os dois aplicativos poderia afetar quarentenas desnecessárias ao colocar em isolamento as pessoas que estavam em uma loja, mas que podiam não estar próximas umas das outras.

Outras alternativas também foram apresentadas por grupos da sociedade civil.

Por exemplo, Karin On, representando a organização não governamental Israeli Privacy, defendeu o uso de um aplicativo do Google para rastreamento que recentemente se tornou muito popular.

Ele listou uma série de países europeus e não europeus que estão usando o aplicativo com mais sucesso do que outros aplicativos de rastreamento Corona testados anteriormente.

Karin On disse que um estudo de 35 países apoiou o fim do rastreamento do Shin Bet em favor do aplicativo do Google. O estudo focou em países com dados demográficos e geográficos semelhantes e outros fatores em comum com Israel.

Vários funcionários também elogiaram os esforços locais de rastreamento de baixo para cima, incluindo empresas locais que instituíram seu próprio rastreamento para seus clientes, o que alguns dizem ser menos intimidante para os cidadãos do que a ideia de ter algum órgão nacional para rastreá-los.

O Supremo Tribunal de Justiça deve ouvir a questão em 7 de dezembro e tem pressionado o governo para limitar o uso do rastreamento do Shin Bet até certo ponto, embora não tenha pressa em encerrar o programa.

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