Israel rejeita pedido para alterar rota da Marcha

Autoridades israelenses rejeitaram um pedido do embaixador dos EUA, Thomas Nides, para alterar a rota da controversa Marcha das Bandeiras e evitar o Bairro Muçulmano na Cidade Velha de Jerusalém.

A Marcha acontecerá no domingo, por ocasião do Dia de Jerusalém.

O embaixador disse que a Marcha, conforme aprovada, poderia causar mais atritos e pediu às autoridades em Jerusalém que reconsiderassem sua decisão.

O evento anual, que marca a reunificação de Jerusalém após a Guerra dos Seis Dias de 1967, tornou-se uma demonstração da soberania israelense sobre a cidade  e inclui grupos organizados de crianças em idade escolar de escolas religiosas.

O ministro da Segurança Pública, Omer Barlev, disse na semana passada que a polícia aprovará a marcha com base nas recomendações das agências de segurança.

Nides relatou o pedido americano em reuniões com Barlev e com o chanceler Yair Lapid

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“Eu entendo suas preocupações”, disse Barlev a Nides, “Estamos fazendo todo o possível para evitar atritos e provocações. Esta marcha é uma tradição de 30 anos”, disse ele. “Jerusalém é a capital de Israel”, disse Barlev e até lembrou ao embaixador que seu pai, então vice-chefe de gabinete, participou da conquista israelense da Cidade Velha.

Autoridades em Jerusalém rejeitaram as alegações de palestinos de que a Marcha passará por locais sagrados muçulmanos e pelo complexo da Mesquita de Al Aqsa, dizendo que essas alegações foram feitas para incitar a violência.

Egito, a ONU e alguns países europeus também pediram a Israel que reconsiderasse a decisão de permitir que a marcha entrasse na Cidade Velha pelo Portão de Damasco.

A embaixada dos EUA em Jerusalém proibiu seus funcionários e suas famílias de visitar a Cidade Velha no domingo e ordenou que eles se abstivessem de entrar nas muralhas da cidade antiga de quinta a segunda-feira.

A embaixada também publicou um aviso a todos os americanos na área para serem especialmente vigilantes.

Fonte: Ynet
Foto: PxHere

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