Caça ao terrorista de Shuafat continua

Forças de segurança israelenses continuam a caçada ao terrorista que matou uma soldada e feriu gravemente um guarda em um posto de controle de Jerusalém Oriental na noite de sábado.

Um helicóptero estava sendo usado para vasculhar a povoada área de Jerusalém Oriental do ar, e forças especiais também foram enviadas para reforçar a busca, disse a polícia.

O acesso ao campo de refugiados foi fortemente restringido em meio à caça ao homem e as forças que invadiram Shuafat foram confrontadas por dezenas de palestinos, que atiraram pedras e fogos de artifício contra as tropas, segundo a polícia e imagens do local.

A polícia disse que “métodos de dispersão de distúrbios” foram usados ​​para expulsar manifestantes mascarados.

“O campo de refugiados está completamente cercado… Pode levar horas, dias, mas vamos pegá-lo”, disse o ministro da Segurança Pública, Omer Barlev, à emissora pública Kan no domingo. “Esta não é a primeira vez que vemos terroristas vindos de Jerusalém Oriental. Essa é uma situação muito difícil”.

O chefe do Estado-Maior das FDI, Aviv Kohavi, visitou o local do ataque, em um posto de controle na entrada de Shuafat, agradecendo aos guardas que ocupavam o posto, mas sugerindo o que pareciam ser falhas de segurança que levaram ao incidente.

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“Precisaremos estudar o incidente e tirar conclusões para evitar incidentes semelhantes no futuro. É nossa responsabilidade e o faremos adequadamente”, disse ele às tropas durante a visita deste domingo à tarde. O chefe das forças armadas prometeu tirar lições do incidente.

A sargento Noa Lazar, membro do batalhão da Polícia Militar de Erez, foi baleada e morta  junto com o guarda civil, o brasileiro-israelense David Anijar Morel, no posto de controle perto do campo de refugiados de Shuafat.

O vídeo divulgado no domingo parecia mostrar o atirador saindo casualmente de um veículo branco no posto de controle e caminhando até um grupo de soldados e guardas antes de abrir fogo com uma arma. O vídeo mostra dois soldados caindo, e os outros mergulhando para se proteger.

O atirador é visto continuando a atirar em uma pessoa no chão antes de fugir, aparentemente depois que sua arma emperrou.

De acordo com uma reportagem do site de notícias Ynet, uma investigação inicial sobre o incidente descobriu que o atirador disparou oito balas à queima-roupa em direção a um grupo de soldados no posto de controle, sem que nenhum dos soldados no local conseguisse atirar de volta.

Segundo a investigação o ataque ocorreu no momento em que os soldados trocavam de turno, considerado um ponto fraco tático em qualquer posto de controle e requer maior segurança.

Acredita-se que o incidente leve à demissão de alguns dos comandantes em cena, informou a Ynet.

Quatro indivíduos suspeitos de ajudar no ataque a tiros foram presos. A mãe, o pai e o irmão do terrorista também foram detidos, de acordo com relatos da mídia israelense.

O tiroteio aconteceu um dia antes do início do feriado de Sucot. Israel havia planejado limitar o fechamento da região da Samaria e Judeia normalmente imposto durante o feriado no primeiro e último dia de Sucot, mas Barlev disse à Rádio do Exército que autoridades de segurança poderiam se reunir na noite de segunda-feira para discutir a extensão do fechamento.

Fonte: The Times of Israel
Foto: Polícia de Israel e mídias sociais

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