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Dá para confiar em testes caseiros?

Os testes rápidos de antígeno COVID que estavam sendo administrados pelo Magen David Adom nas estações de teste em Israel são até 10 vezes menos confiáveis ​​do que outros testes de antígeno na detecção do Omicron, de acordo com uma reportagem no Canal 12.

De acordo com a reportagem, o Ministério da Saúde informou ao MDA que os testes não eram altamente confiáveis, e o MDA parou de usá-los há vários dias, mas o público não foi informado.

Os testes em questão, da marca SD Biosensor e a marca BD, ainda estão sendo vendidos ao público, afirma o Canal 12.

Na sexta-feira, entrou em vigor uma nova regra, pela qual israelenses totalmente vacinados com menos de 60 anos não precisariam de um teste de PCR, mas apenas de um teste de antígeno, para sair da quarentena se fossem expostos a um caso positivo de COVID.

Mas com as dúvidas sobre sua confiabilidade se acumulando, o governo está considerando voltar aos testes de PCR para todos os cidadãos.

Um relatório do Laboratório Central de Vírus afirma que dos seis testes de antígeno comercializados em Israel, dois mostraram uma sensibilidade dez vezes menor na identificação do Omicron.

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O MDA realizou testes com o tipo menos eficaz, mas ainda não divulgou seus resultados e os testes estão sendo vendidos.

Novos dados publicados no Hadashot Sof Hashavua mostraram que os testes rápidos perdem aproximadamente metade dos diagnósticos de COVID-19.

A Administração para o Desenvolvimento de Armas e Infraestrutura Tecnológica do Ministério da Defesa analisou todos os testes de antígenos realizados na semana passada pelas várias empresas de testes e descobriu que apenas 1,8% dos que fizeram testes oficiais de antígenos tiveram resultado positivo, uma taxa muito abaixo da dos testes de PCR.

A taxa de testes negativos em testes de antígeno, que depois testaram positivos em testes de PCR, foi de 47%. Ao mesmo tempo, a porcentagem daqueles que testaram positivo nos testes de antígeno, mas negativos nos testes de PCR, foi de 37%.

O professor Gili Regev, do Hospital Tel Hashomer, sugeriu uma maneira simples de melhorar a eficácia dos testes de antígeno: “Testar apenas o nariz aparentemente perde Omicron. Precisamos colocar o swab na faringe e passar de lá para o nariz. Só assim a sensibilidade aumentará”. Dados internos do Ministério da Saúde revelaram que, entre o público em geral, os testes de antígenos falham em cerca de 50% dos casos positivos registrados pelos testes de PCR.

Entre aqueles com 18 anos ou mais, os testes de antígeno perderam 61% dos casos positivos. Para os não vacinados, o teste de antígeno perde 72% daqueles que são verificados posteriormente por meio de um teste de PCR.

Fontes: Israel National News e The Times of Israel
Foto: Montagem

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