Desemprego aumentará pós-coronavírus

Autoridades da Agência Nacional de Emprego de Israel calculam uma taxa de desemprego de 10% quando a crise terminar, sendo os jovens com menos de 34 anos os mais afetados. Segundo Rami Garor, CEO da Agência a taxa de desemprego pré-corona era de 3,4%.

Teme-se que Israel possa enfrentar o cenário que ocorreu na Europa após a crise econômica de 2008, quando a taxa de desemprego dos jovens era de 20%. Os empregadores escolheram aqueles com experiência quando retornaram à operação normal.

Garor disse que antes da pandemia havia conversas sobre o ajuste às mudanças no mercado de trabalho, que incluíam algumas profissões que tendem a desaparecer. Porém, medidas emergenciais de saúde para impedir a propagação do vírus prejudicaram a economia anteriormente robusta de Israel. A paralisação do sistema educacional, da indústria do turismo, dos shopping centers e dos locais de entretenimento custou centenas de milhares de empregos, geralmente preenchidos por pessoas mais jovens.

“A crise do coronavírus acelerará a mudança. Veremos mais processos de automação e entrega remota de serviços”, afirmou Garor.

Com uma população de 9,2 milhões de habitantes, um número significativo de trabalhadores (660.000) solicitou benefícios de desemprego desde o início de março, elevando o número total de desempregados para 815.000, uma taxa de desemprego de 20%.

As estimativas atuais são de que, quando a pandemia terminar e o país voltar ao normal, a economia terá que lidar com cerca de 300.000 desempregados.

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