Exército fortalece laços com sobreviventes do Holocausto

Centenas de membros da aviação das Forças de Defesa de Israel (IDF) aproveitam a atividade reduzida devido à crise do coronavírus para fortalecer os laços com os sobreviventes do Holocausto.

A Operação Miriam é um projeto criado para conectar os combatentes da Força Aérea com as histórias dos sobreviventes, mas também com o seu dia a dia e a assistência de que muitos idosos precisam neste período de pandemia.

“Começou como o desejo de fazer algo de bom durante o coronavírus, de contribuir para a sociedade”, disse o general A., idealizador do projeto que envolve as IDF e tem o apoio de várias organizações civis que fizeram o vínculo com os sobreviventes.

Com centenas de voluntários inscritos, a proposta é que, uma vez por semana, os soldados entrem em contato por videoconferência com os sobreviventes do Holocausto e possam oferecer ajuda para comprar alimentos e remédios, além de servir de apoio mental durante esse período de isolamento.

Na prática, as conversas semanais acabam sendo muito mais frequentes. “Para alguém como eu, 27 anos, conversar sobre a vida com alguém com tantas experiências é um grande privilégio”, disse o soldado B., que descreveu essa iniciativa como “uma das melhores coisas que me acontece na semana”.

Do outro lado da tela de B. está Avi Oren. Ele nasceu na Hungria em 1941, passou pelo campo de concentração na Áustria e, junto com seus familiares que sobreviveram, migraram para Nahariya. Avi Orem também foi membro da Força Aérea e essa coincidência é um ponto de partida para B.: “Estamos falando de aviões, família e vida”, resume o soldado.

“O coronavírus é complicado porque temos muito tempo, mas nada para ocupá-lo”, admite Avi, agradecido por esse espaço de convívio com a juventude israelense. “Os sobreviventes do Holocausto contribuíram muito para o país e merecem toda a nossa gratidão”, diz B. a esse respeito.

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