Governo dá bônus a profissionais de saúde

O governo aprovou uma proposta do primeiro-ministro Naftali Bennett de destinar NIS 55 milhões para médicos e profissionais de saúde em reconhecimento aos seus esforços na luta contra o coronavírus, em meio a reclamações de alguns hospitais sobre a falta de apoio do governo.

“O subsídio especial é uma expressão de gratidão dos cidadãos às equipes médicas em Israel”, disse Bennett, elogiando os trabalhadores da linha de frente da pandemia.

“Dos médicos e enfermeiras ao pessoal dos fundos de saúde, todos trabalharam juntos 24 horas por dia para salvaguardar a saúde dos cidadãos de Israel. Em nome do Governo de Israel e dos cidadãos de Israel, gostaria de expressar nosso apreço e gratidão ao pessoal médico do país. Continuaremos lutando contra o coronavírus e juntos venceremos”, afirmou.

Os médicos e funcionários de saúde envolvidos no tratamento de pacientes com COVID-19 recebem cada um vale-presente de NIS 1.000 que pode ser usado em atividades culturais e recreativas em todo o país, disse o Gabinete do Primeiro Ministro.

A iniciativa, que foi proposta por Bennett em conjunto como Ministro das Finanças Avigdor Liberman, a Ministra da Economia Orna Barbivai e o Ministro da Saúde Nitzan Horowitz, será financiada pelo Ministério da Economia e também ajudará muitas empresas em dificuldades, que foram forçadas a fechar várias vezes desde o início da pandemia.

LEIA TAMBÉM

O anúncio da concessão veio horas depois de diretores dos sete chamados hospitais públicos do país anunciarem nesta quarta-feira que as cirurgias seriam suspensas nesta quinta-feira entre 8h e 10h, intensificando a ação contra o governo e pleiteando verbas adicionais do Estado.

O Hospital Shaare Zedek de Jerusalém e os dois hospitais do sistema Hadassah, o Mayanei Yeshua de Bnei Brak, o Laniado de Netanya, e o St. Vincent de Paul, o Holy Family Hospital e o Nazareth Hospital começaram a greve no mês passado, dizendo que só realizariam procedimentos de emergência e que se recusariam a admitir novos pacientes do serviço de emergência do Magen David Adom.

Ao contrário da rede de hospitais estatais de Israel, os hospitais públicos pertencem e são administrados por organizações não governamentais, embora dependam principalmente de fundos do estado para funcionar.

Em nota na semana passada, os diretores dos hospitais reconheceram que representantes do Ministério da Saúde e do Ministério das Finanças entraram em contato com eles, mas que “não podemos pagar nossos fornecedores e trabalhadores com simpatia”.

Eles pediram ao Ministro da Saúde, Horowitz, e ao Ministro das Finanças, Liberman, que “resolvessem a crise imediatamente”.

Os administradores dos hospitais dizem que os NIS 300 milhões de NIS prometidos pelo estado aos hospitais públicos ainda não foram transferidos. Além disso, uma cláusula em seu acordo com o Ministério das Finanças que prometia um verba adicional de 55 milhões a cada mês em que a pandemia continuasse também não foi cumprida desde julho, dizem eles.

Em junho, os mesmos hospitais boicotaram um ato do governo em que o sistema de saúde foi recompensado por seus esforços no combate à COVID, acusando o Estado de abandoná-los financeiramente.

Fontes: The Times of Israel e Noticias de Israel
Foto: Canva