Israel inaugura Museu Judaico do Esporte

O Museu Judaico do Esporte será inaugurado em 7 de outubro em Kfar Maccabiah, perto de Ramat Gan. O museu, que ocupa uma área de 1.500 metros quadrados, exibirá mais de 1.000 itens autênticos e raros, desde o século XIX até os dias atuais, que contam a história do esporte judaico.

Entre as peças expostas no museu, será possível ver a prancha de surf com a qual Gal Fridman conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004; o traje de judô com o qual Yael Arad ganhou a medalha de prata nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992; a Copa do Campeonato Europeu de Basquete vencida pelo Maccabi Tel Aviv em 1977; a luva de beisebol de Sandy Koufax, um dos maiores arremessadores de beisebol da história; o troféu de Ágnes Keleti, uma das maiores atletas judias de todos os tempos; e camisas originais de Eran Zahavi e Yossi Benayoun.

“Estamos orgulhosos e animados em abrir as portas do primeiro Museu Judaico do Esporte no mundo, após anos de planejamento e construção”, diz Osnat Tzur, CEO do Museu Judaico do Esporte.

“O passeio pelo museu leva os visitantes a uma jornada emocionante e inspiradora que começa no século 19, avança até o presente e continua até o futuro do esporte israelense. Os visitantes do museu, crianças e adultos, podem esperar uma experiência emocionante e poderosa baseada em três âncoras significativas: esportes, judaísmo e israelidade. Convidamos as famílias a virem nos visitar durante os feriados de Sucot, passar tempo com as crianças e desfrutar de uma experiência nova e única e da abundância de possibilidades que o museu oferece”, disse ela.

O novo museu conta a história do esporte israelense por meio de seis estações:

A visão – Esta estação exibe a visão por trás do esporte judaico no início e a conexão inseparável entre o estabelecimento do movimento sionista para o esporte judaico e a criação de uma nova nação no final do século XIX.

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A Nação Errante – O espaço de tempo nesta estação vai desde o final do século XIX até o início da Segunda Guerra Mundial. Na primeira etapa, os visitantes descobrem o desenvolvimento e o estabelecimento dos primeiros clubes esportivos judaicos na Europa e na Terra de Israel, e descobrirão uma exposição de medalhas, certificados, fotos e uma ampla gama de clubes que levaram à fundação do Maccabi, um movimento mundial, em 1921.

Os esportes judaicos enfrentaram dilemas antes da Segunda Guerra Mundial e a maior parte de suas atividades parou durante o Holocausto. Os visitantes encontrarão histórias de atletas judeus que enfrentaram a questão de participar ou renunciar aos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936.

Capítulo do Holocausto – A estação que conta a história dos atletas judeus no Holocausto, e simboliza a vitória do espírito, é uma das estações mais emocionantes do museu. Os visitantes serão expostos às histórias de atletas judeus que foram assassinados no Holocausto, como Fredy Hirsch, um educador e atleta que fundou filiais “Maccabi Hatzair” na Tchecoslováquia e treinou crianças no gueto de Theresienstadt e Auschwitz. Os visitantes também conhecerão judeus que sobreviveram ao Holocausto por serem atletas, como o jornalista Noah Klieger, um menino da Bélgica que foi para Auschwitz, e através do esporte conseguiu sobreviver à guerra, por fazer parte de um grupo de prisioneiros que eram os “boxers de estimação” dos comandantes de Auschwitz.

Tkuma (Revival) – O estabelecimento do Estado de Israel é também o momento para o renascimento do esporte judaico na Europa e especialmente na América do Sul. Nesse período, os Jogos Maccabiah foram revividos em Israel, a Vila Maccabiah foi estabelecida em Ramat Gan, e a corrida da tocha que começou em 1944 recebeu um caráter nacional em Israel e também começou a viajar pelo mundo. Esta estação reunirá os visitantes com itens relacionados a atletas, filmes sobre os Jogos Macabeus em Israel e os Jogos Internacionais Macabeus na Europa, América do Sul e do Norte.

Superação – Esportes judaicos e israelenses, como o estado de Israel, também passam por crises e solavancos. O assassinato de 11 vítimas judias dos Jogos de Munique de 1972 foi um ponto de ruptura para o esporte em Israel e também para os atletas judeus que representavam outros países em Munique, como Mark Spitz. Esta estação mostrará um vídeo da laureada com o Prêmio Israel, Esther Roth-Shahamorov, e Lee-L Korsiz, que ilustrará a superação das crises.

O Jewish Sports Hall of Fame reunirá os visitantes com os grandes atletas judeus das últimas décadas, com suas vitórias e com os momentos em que conquistaram fama mundial.

O museu estará aberto entre 7 e 17 de outubro e terá vários passeios diários e opções para passeios em grupo privado. Para mais informações e ingressos, visite o site.

Fonte: The Jerusalem Post
Foto: Breeze Creative

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