“Israel não é lugar para comemorar o Dia do Trabalho”

A deputada israelense Keti Shitrit, do partido Likud, apresentou um projeto de lei para eliminar a menção da data de 1º de maio como o Dia do Trabalhador no livro de leis de Israel.

Segundo a parlamentar, “no Israel moderno e liberal, não há lugar para comemorar feriados herdados de regimes totalitários e assassinos, como os regimes comunista e nazista”. “Um povo que ama a liberdade não pode se dar ao luxo de levantar bandeiras vermelhas”, acrescentou.

Segundo os chamados “liberais do Likud” o 1º de maio é um feriado para socialistas, comunistas e nazistas em todo o mundo. “O dia dos trabalhadores nada mais é do que um feriado de empresários e políticos – que nunca trabalharam, que aspiravam manter uma ditadura do proletariado e oprimir a classe trabalhadora enquanto rezavam falsas mensagens de libertação”, disseram eles.

E concluíram: “Queremos agradecer a Keti Shitrit por apresentar um projeto de lei para apagar o dia 1º de maio como feriado no livro de leis de Israel”.

Dia Internacional dos Trabalhadores

O Dia Internacional do Trabalhador, também conhecido como Dia do Trabalho, é comemorado mundialmente em 1º de maio e é o feriado por excelência do movimento trabalhista em todo o mundo. Foi definido

A data foi definida em homenagem aos chamados Mártires de Chicago, um grupo de sindicalistas anarquistas que foram executados em 1886. Nesse mesmo ano, a Nobre Ordem dos Cavaleiros do Trabalho, uma organização dos trabalhadores, conseguiu fazer com que o setor empresarial cedesse à pressão das greves em todo o país.

Em Israel, 1º de maio é um dia útil e, embora alguns eventos sejam realizados.

5 thoughts on ““Israel não é lugar para comemorar o Dia do Trabalho”

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  • 8 de maio de 2020 em 15:25
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    Segundo os chamados “liberais do Likud” o 1º de maio é um feriado para socialistas, comunistas e nazistas em todo o mundo (sic). Da para ver que quem escreveu esta noticia o fez de moda tendencioso e abominavel ao colocar a noticia desta forma!
    Jornalista que se chama professional tem o dever de colocar a noticia sem tendencias e opinioes. E Revista que publica noticias tem a obrigacao de nao permitir noticias tendenciosas politicas.

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  • 10 de maio de 2020 em 10:37
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    A deputada Kety Shitrit, ao apresentar esse projeto de lei, denota uma proposital ignorancia, seja da natureza da comemoracao do 1o. de Maio, seja do papel que o movimento obreiro teve no estabelecimento e construcao do Estado de Israel.
    Tambem eh tendencioso colocar numa mesma categoria socialismo com nazismo e comunismo – movimentos ditatoriais que desvirtuaram o sentido de igualdade e solidariedade humana contido na ideia do socialismo.
    Eh lamentavel que a revista Bras-il se preste a divulgar iniciativas desse tipo, que refletem a linha cada vez mais orquestrada do Likud.

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    • 10 de maio de 2020 em 11:48
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      A Revista Bras.il se presta a divulgar notícias. Nem a Revista nem os leitores precisam concordar com as iniciativas noticiadas

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