Nova onda de terror em Israel

Israel elevou seu nível de ameaça de terrorismo para o mais alto possível depois de outro ataque terrorista, o terceiro em uma semana, deixando um total de 11 mortos, dezenas de feridos, um sem número de traumatizados, além de órfãos, viúvos e famílias destroçadas.

No ataque desta terça-feira, cinco pessoas morreram, na cidade ultraortodoxa de Bnei Brak, quando o terrorista Diaa Hamarsheh, morador da aldeia de Ya’abad, perto de Jenin, abriu fogo com uma arma automática, contra carros e transeuntes.

O terrorista foi baleado e morto no local pelo oficial Amir Khoury, um árabe israelense da cidade de Nof Hagalil, no Norte, que serviu na equipe de motociclistas da delegacia de Bnei Brak. Khoury foi atingido na troca de tiros e morreu depois de ser levado para o Centro Médico Beilinson.

Hamarsheh, que estava ilegalmente em Israel, esteve preso por um ano e meio por suas afiliações terroristas. Nenhuma organização ainda assumiu o crédito pelo ataque, mas o terrorista era ligado ao Fatah.

Os outros mortos  identificados são Yaakov Shalom, pai de quatro filhos e o rabino Avishai Yehezkel, pai de uma criança de dois anos. Relatos das autoridades disseram que as outras duas vítimas eram trabalhadores estrangeiros que não haviam sido identificados até a manhã de quarta-feira.

Segundo o Canal 13, Hamarsheh chegou a Bnei Brak em um veículo e desembarcou na rua Jabotinsky às 19h56. Na frente de uma loja local, ele sacou sua arma e tentou atirar em transeuntes, quase acertando um pedestre e um homem em sua bicicleta. O terrorista continuou a disparar contra os transeuntes, matando duas pessoas. O carro dirigido por Shalom então passou. Hamarsheh gritou “pare” enquanto apontava sua arma pela janela e disparou, matando Shalom.

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Neste ponto, seis minutos se passaram desde o início da matança. Hamarsheh então seguiu para Rua Herzl, onde matou Yehezkel.

Neste momento, dois policiais em uma motocicleta da polícia o confrontaram e começaram a atirar. Hamarsheh respondeu ao fogo, conseguindo atingir Khoury, que mais tarde morreu, vítima dos ferimentos.

Em Bnei Brak, cenário do ataque desta terça-feira, moradores revoltados se reuniram no local do tiroteio, gritando slogans antiárabes, capotando um veículo que supostamente era do terrorista e cercaram o ministro da Segurança Pública, Omer Barlev, que precisou ser escoltado pela polícia.

A multidão, incluindo vários políticos de direita, assediou verbalmente o ministro e tentou se aproximar dele, mas a polícia conseguiu mantê-los à distância antes de retirar Barlev da área.

Outras duas pessoas foram presas no local e investigadas por suspeita de ajudar o terrorista.

Enquanto isso, centenas de árabes palestinos se reuniram perto do Portão de Damasco, na Cidade Velha de Jerusalém, e perto da casa do terrorista para comemorar o ataque.

O gabinete de segurança vai se reunir nesta quarta-feira para avaliações da situação e discutir medidas adicionais. Mas Bennett já ordenou que as FDI reforcem os contingentes ao longo da área da Samaria e Judeia e que a polícia esteja pronta para reforçar áreas em todo o país, como escolas e creches.

O primeiro-ministro Naftali Bennett divulgou uma declaração em vídeo, logo após o ataque terrorista em Bnei Brak. “Estamos enfrentando uma nova onda de terror. O que vimos durante a Operação Guardião das Muralhas foi um prenúncio do que está por vir”, diz ele, referindo-se à violência entre judeus e árabes nas chamadas cidades mistas durante a guerra de Gaza em maio passado.

“As forças de segurança do Estado de Israel estão entre as melhores do mundo. Eles estão preparados para enfrentar a tarefa e, como nas ondas anteriores, desta vez também venceremos”. “Os civis e policiais que atiraram nos terroristas nas várias cenas de ataque são os heróis de Israel”, disse ele. “Após um período de silêncio, há uma explosão violenta daqueles que tentam nos destruir, daqueles que querem nos prejudicar a todo custo, daqueles que são movidos pelo ódio aos judeus e ao Estado de Israel, aqueles que estão dispostos a morrer enquanto não pudermos viver em paz”.

“O segredo de nossa existência é nossa bondade uns com os outros e nossa determinação em defender a casa que construímos a todo custo”, disse ele. “Cidadãos de Israel, desta vez também venceremos”.

Fonte: The Times of Israel

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