Polícia prende suspeitos de ligações com o ISIS

A agência de segurança Shin Bet e a polícia prenderam, durante a noite de segunda-feira, pelo menos 12 árabes israelenses com supostos laços com o Estado Islâmico, um dia depois que dois policiais foram mortos em um ataque a tiros cometido por apoiadores do grupo jihadista.

As prisões ocorreram nas cidades de Sakhnin, Nazareth e Umm al-Fahm, e em outras cidades menores na área de Wadi Ara, disse a polícia.

“Durante buscas em casas de vários suspeitos, foram apreendidos itens que podem indicar apoio à organização terrorista”, disse a polícia.

De acordo com as autoridades policiais, 31 casas e locais foram revistados durante a noite.

Os dois terroristas que atiraram e mataram os policiais de fronteira Yazan Falah e Shirel Aboukrat, ambos com 19 anos, na noite de domingo em Hadera, eram de Umm al-Fahm.

Os dois foram mortos a tiros por membros de uma unidade policial à paisana que estavam em um restaurante próximo.

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A prisão preventiva de outros cinco moradores de Umm al-Fahm, logo após o ataque de domingo, foi prorrogada por 10 dias na segunda-feira.

“A onda de prisões começou e espera-se que continue e até se intensifique nos próximos dias”, disse um policial ao Canal 12 na terça-feira.

O primeiro-ministro Naftali Bennett instruiu os serviços de segurança a manter todos os suspeitos de terrorismo em detenção administrativa, sem acusá-los.

De acordo com um comunicado do gabinete de Bennett, ele disse que a prática controversa – que permite que as autoridades israelenses detenham suspeitos sem acusação e normalmente é usada contra palestinos na Cisjordânia – deve ser usada “em circunstâncias apropriadas nas quais seja possível apresentar um fundamento jurídico”.

Além disso, a presença de forças de segurança será imediatamente reforçada, com foco em áreas onde há ameaça de violência. O reforço permanecerá em vigor até o Dia da Independência, que este ano começa na noite de 4 de maio.

Também deve haver monitoramento das redes sociais para identificar fontes de incitação e possíveis invasores, com “medidas apropriadas” tomadas contra eles, disse o comunicado.

De acordo com as avaliações de oficiais de defesa citados pela mídia de língua hebraica, pode haver várias dezenas a várias centenas de pessoas em Israel que, em algum momento, simpatizaram com o Estado Islâmico.

Fonte: The Times of Israel
Foto: Polícia de Israel

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