Israel enterra seus mortos e Hamas distribui doces

Os quatro civis assassinados em um ataque terrorista na cidade de Beer Sheva, no sul de Israel, na tarde de terça-feira, foram identificados como Doris Yahbas, 49 anos, Laura Yitzhak, 43, Rabino Moshe Kravitzky, 50 e Menachem Yehezkel, 67.

O Rabino Moshe Kravitzky, era pai de quatro filhos, administrava um restaurante em Beer Sheva em nome da Colel Chabad, uma instituição de caridade que fornece comida aos necessitados. O terrorista atropelou Kravitzky enquanto ele andava de bicicleta antes de esfaquear suas outras vítimas.

Laura Yitzhak, mãe de três filhos, foi esfaqueada várias vezes em um posto de gasolina enquanto abastecia seu carro.

O paramédico Magen David Adom, Israel Ozen, foi o primeiro a chegar ao local para tratar uma mulher gravemente ferida. Durante o atendimento, ele viu que a vítima, Doris Yahbas, era sua tia, irmã de sua mãe. Yahbas deixa três filhos.

Menachem Yehezkel, tinha acabado de sair para dar um passeio. Ele não teve filhos e deixa quatro irmãos.

O agressor foi identificado como o árabe israelense Mohammad Ghaleb Abu al-Qiaan, 34 anos, um ex-condenado terrorista da cidade beduína de Hura, no sul do Negev.

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Às 16h10, Abu al-Qiaan dirigia descontroladamente perto do posto de gasolina na Rota 60 e atropelou um ciclista até a morte. Ele então continuou com seu veículo até um posto de gasolina, onde desceu e esfaqueou uma mulher até a morte. Ele então voltou para seu carro, dirigiu rápido, parou perto de uma loja no shopping ONE, onde esfaqueou três mulheres. Um deles morreu e os outros dois ficaram gravemente feridos. Nesse momento, o terrorista retornou ao seu veículo e colidiu com outro veículo. Ele então saiu do veículo e esfaqueou outro homem muitas vezes até matá-lo. Às 16h18, um motorista de ônibus se aproximou dele com uma arma e pediu que ele tirasse a faca. O terrorista em resposta tentou atacá-lo, e o último atirou nele uma vez. Outro transeunte atirou nele mais duas vezes, até que ele morreu de seus ferimentos.

Em junho de 2015, o terrorista, um ex-professor da escola primária em Hura, foi detido e, durante seu interrogatório, admitiu apoiar o ISIS e participar de reuniões de apoiadores do ISIS, pelo menos uma vez por semana, por um período de cerca de dois anos, até ser preso, informou o N12 de Israel. O interrogatório também revelou que ele planejava viajar para a Síria, em julho de 2015, para se juntar ao ISIS.

Al-Quian participou de reuniões secretas e serviu como “professor espiritual” que transmitiu conteúdo relacionado à organização ISIS. Nessas reuniões, ele explicava aos alunos sobre o ISIS e suas opiniões, falava sobre o caminho da organização e exibia aos alunos vídeos da organização.

A partir de janeiro de 2015, o réu começou a fazer sermões na mesquita durante as orações de sexta-feira. Em alguns sermões, ele falou sobre o ISIS e afirmou que a organização estava de acordo com o Islã, com a intenção de que os fiéis mostrassem apoio para a organização.

O terrorista Mohammad Jalab Abu al-Quian se declarou culpado, em 2016, em um acordo judicial, de vários crimes de segurança, incluindo o estabelecimento de uma célula terrorista em nome do ISIS.

“De acordo com a acusação, cujos fatos o réu admitiu, ele conspirou para se juntar a uma organização terrorista, participou de reuniões de associações ilegais, tentou deixar Israel ilegalmente para a Síria, proferiu sermões destinados a induzir os fiéis a mostrar apoio à organização e agiu em nome de uma associação ilegal e como seu representante”, observou o juiz Yoel Eden na sentença.

Ele foi condenado a quatro anos de prisão e mais 12 meses de liberdade condicional. Na sentença, o juiz observou que “a punição deve ser no limite mais baixo”, porque “o réu assumiu total responsabilidade por suas ações, admitiu a acusação, expressou remorso por suas ações e disse que sabia que estava errado e não faria de novo”. Ele foi solto em 2019.

Bennett enviou suas “mais profundas condolências” às famílias dos assassinados no “hediondo” ataque terrorista e agradeceu ao civil que atirou no terrorista por sua “desenvoltura e bravura” na prevenção mais perdas de vidas.

“As forças de segurança estão em alerta máximo. Tomaremos medidas fortes contra os terroristas”, alertou Bennett. “Também perseguiremos e prenderemos aqueles que os ajudaram e os incitaram”.

O comissário de polícia Kobi Shabtai disse aos repórteres no local que todo o incidente durou oito minutos, e os policiais chegaram ao local quatro minutos depois de serem alertados. “Há algum tempo não vemos uma matança dessa magnitude”, disse Shabtai.

O ministro da Defesa, Benny Gantz, disse que as forças de segurança do país estão em “alerta máximo” diante de uma série de ameaças. “Vamos garantir que quem encorajar os ataques recentes ou apoiá-los pague o preço”, anunciou Gantz.

Logo após o ataque terrorista que deixou 4 mortos e 10 órfãos, militantes da organização terrorista Hamas distribuíram doces e guloseimas pelas ruas de Gaza par comemorar o ataque mortal.

Entre os destinatários dos doces estava uma criança pequena vestida com um uniforme militar, ostentando um rifle  de plástico com um pente cheio de balas de brinquedo.

Fontes: The Algemeiner, Israel National News e Jewish Press
Foto: Cortesia

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