Novas regras para entrar nos shoppings a partir de amanhã

Com os shoppings obrigados a exigir que os clientes apresentem o Passaporte Verde a partir de sexta-feira, ainda não está claro como os centros de comércio aplicarão a regulamentação.

Os shoppings precisarão que os clientes apresentem prova de imunização, recuperação ou um teste de coronavírus negativo para poder entrar.

Porém, mesmo quem não tem o Passaporte Verde pode entrar para fazer compras em lojas consideradas essenciais.

Depois da resistência dos proprietários dos negócios, foi cancelado o plano de obrigar os shoppings a fornecerem pulseiras de identificação aos compradores com um Passaporte Verde que permitiria o acesso a todas as lojas, enquanto aqueles sem o identificador seriam limitados aos essenciais.

Segundo o site de notícias Ynet, o plano de colocar a pulseira agora é apenas uma recomendação e os shopping centers podem decidir se vão usá-lo. Acredita-se que os shoppings não adotarão este plano e não está claro como os Passaportes Verdes serão aplicados sem as pulseiras.

Tomer Lotan, diretor-geral do Ministério de Segurança Pública responsável pelo policiamento, disse que as regras seriam difíceis de serem aplicadas pela polícia.

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“O Passaporte Verde é possível quando os empresários entendem bem as diretrizes, mas nesta situação é diferente”, disse ele a TV Kan. “Não seremos capazes de estar em shoppings regularmente e isso é um desafio”.

As novas regras dos shoppings foram entram em vigor em meio aos esforços para incentivar a vacinação e, ao mesmo tempo, conter a disseminação da nova variante altamente infecciosa do COVID-19 Omicron, bem como da cepa Delta que ainda está circulando.

Foi anunciado na quinta-feira que 62 alunos e dois professores foram diagnosticados com o vírus em um surto em uma escola primária de Jerusalém. A Escola Evelina de Rothschild, no bairro Rehavia, mudou para o ensino à distância na tentativa de limitar a propagação do vírus.

Crianças em idade escolar são elegíveis para receber a vacina contra o coronavírus, mas a adoção tem sido lenta, com apenas 9,8% das crianças nessa faixa etária tendo recebido uma dose até agora, de acordo com dados do Ministério da Saúde desta quinta-feira.

Além disso, um funcionário de saúde disse que 10 casos da variante Omicron foram encontrados em dois voos na semana passada.

Ilana Gans, chefe de gabinete do departamento de serviços de saúde pública do Ministério da Saúde, disse em uma reunião do Comitê de Constituição, Lei e Justiça da Knesset que não estava claro se os indivíduos contraíram o vírus durante o voo ou nos dias imediatamente anteriores.

“Em qualquer caso, um voo é um local potencial para infecção, especialmente quando se trata de uma cepa altamente contagiosa, apesar da taxa de troca de ar e uso de máscara”, disse Gans, sem especificar a origem dos voos.

O governo está tentando reprimir a propagação da variante Omicron, altamente infecciosa, com as restrições de viagens, como principal plataforma de política.

Os israelenses que retornam de países vermelhos são forçados a entrar em quarentena em hotéis administrados pelo governo até que seu primeiro teste COVID dê negativo, após o que eles podem sair, mas devem permanecer em quarentena doméstica por sete dias, mesmo que estejam totalmente vacinados.

O gabinete também votou pela extensão das atuais restrições a viagens, incluindo a proibição de entrada de estrangeiros no país e a exigência de que todos os israelenses fiquem em quarentena por três dias após a entrada. As limitações agora vão durar até 29 de dezembro, pelo menos.

Fonte: The Times of Israel
Foto: Yonathan Sindel (Flash90)

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