Novo Memorial aos caídos do Exército do Sul do Líbano

Mais de 20 anos após o fechamento da fronteira com o Líbano, Israel preencheu uma lacuna em sua história, dedicando um monumento em memória dos soldados mortos do Exército do Sul do Líbano (SLA).

Na cerimônia, o Ministro da Defesa Benny Gantz, o Chefe do Estado Maior das FDI, Tenente-General Aviv Kohavi, o prefeito de Metula, David Azulay, e outras autoridades agradeceram aos membros sobreviventes do exército e suas famílias por seu serviço e dedicação a Israel, prometeram incorporá-los melhor à sociedade israelense.

O SLA foi fundado em 1976 durante a Guerra Civil Libanesa. Liderados pelo major Saad Haddad, eles estabeleceram o “Líbano Livre Independente”, em 1979, com o apoio das FDI (Israel invadiu o sul do Líbano em 1978). Os dois exércitos lutaram lado a lado durante o conflito do Sul do Líbano até a retirada de Israel, em 2000.

Gantz foi um dos últimos soldados a deixar o Líbano, em 2000, e lutou ao lado de muitos comandantes do SLA. Kohavi também lutou no Líbano, tanto na Guerra do Líbano em 1982 quanto no conflito do Sul do Líbano, de 1985 a 2000.

“A fronteira foi fechada, mas para vocês, o círculo nunca foi fechado”, disse Kohavi às famílias enlutadas presentes. “Vocês nasceram lá, criaram suas famílias lá, criaram patrioticamente o SLA e lutaram contra o terror. Vi de perto a sua dedicação e bravura. Nossas línguas eram diferentes, mas nossos valores eram os mesmos. Praticávamos religiões diferentes, mas tínhamos a mesma missão”.

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Após a retirada, Israel ofereceu aos combatentes do SLA cidadania plena. O comitê financeiro da Knesset também aprovou pagamentos de 40.000 shekel a cada família de veteranos do SLA em 2006. 2.700 dos 6.500 combatentes do SLA que aceitaram a oferta decidiram viver em Israel, permanentemente, e estão concentrados em cidades do norte de Israel como Ma’alot Tarshiha, Kiryat Shmona e Nahariya.

Representantes de ambos os exércitos reconheceram que sua missão comum ainda não acabou. O Hezbollah continua sendo uma ameaça ao norte de Israel, já que o Irã continua a financiar a organização terrorista.

A cerimônia em si foi histórica. Foi a primeira vez que a oração de Yizkor foi recitada em árabe, quando o Ministério da Defesa escreveu uma nova versão para os soldados caídos do SLA.

A canção HaReut (a camaradagem), de Yehoram Gaon, também foi cantada pela primeira vez em hebraico e árabe. A FDI também apresentou uma nova medalha que representa o vínculo entre a FDI e o SLA.

Este é o segundo monumento israelense aos soldados do SLA. O primeiro foi inaugurado, em maio de 2000, em Marjaayoun, uma cidade montanhosa libanesa, cerca de nove quilômetros ao norte da fronteira atual com o Líbano. O Hezbollah o destruiu dois dias depois que Israel se retirou do território.

“Este memorial em Israel é um símbolo do lugar que o SLA ocupa neste país”, disse Kohavi. “A partir de agora, todos saberão quem você é e o que fez. Israel se tornou sua casa, e Israel é fiel àqueles que foram fiéis a ela”.

Fonte: The Jerusalem Post
Foto: Unidade Porta Voz das FDI