O terror é o instrumento do mal

Por David S. Moran

Em plena reza de shabat (sábado, 15), um terrorista entrou numa sinagoga da cidade de Colleyville, Texas. O local foi cercado pelas forças de segurança locais, tentando saber o que o terrorista queria. Ele se identificou como irmão da terrorista Aafia Siddiqui (foto), de nacionalidade paquistanesa. Na realidade tratava-se do cidadão inglês Malik Faisal-Akram, de 44 anos. Por causa do corona, só quatro pessoas estavam na hora da reza que estava sendo transmitida por zoom. Depois de 11 angustiantes horas, num momento de descuido, os reféns foram correndo para fora, enquanto o Rabino Charlie Cytron-Walker jogou em cima do terrorista uma cadeira. Era o tempo suficiente para as forças especiais entrarem e matarem o terrorista.

Sua família, através do irmão Gulbar, condenou a atitude de Malik e pediu perdão a todos. Quem é esta terrorista que ele pediu sua libertação? Aafia Siddiqui, chamada a Dama da Al Qaeda, fanática muçulmana, arrecadava dinheiro para o Jihad da Al Qaeda e foi condenada a 86 anos de prisão por atentar contra militares americanos. Está presa, desde 2010, na Base Aérea de Carswell, cerca de 24 km da Sinagoga. Não se sabe a ligação entre ambos.

Enquanto os EUA vão afrouxando suas demandas ao Irã, junto com a França, Inglaterra, Rússia, China e Alemanha estão sendo ludibriados por Irã, querendo chegar a um acordo. Este, se for assinado, não valerá nem o papel no qual foi escrito. Pior do que isto. Estes países nem exigem do Irã reconhecer a existência do Estado de Israel e declarar a seu povo que não mais está lutando para exterminar o Estado de Israel. O Irã diz que vai exterminar Israel e se tiver a bomba, as potências não o seguram.

Dois dias depois, na segunda-feira (17), os rebeldes Houtis do Iêmen, aliados e protegidos do Irã, efetuaram ataque de drones sobre Abu Dhabi, Capital dos Emirados Árabes Unidos. Os drones suicidas atingiram o aeroporto, reservatórios de petróleo e três cargueiros de petróleo, causando mortes e ferimentos em civis. Os Houtis já atacaram alvos na Arábia Saudita e agora foram mais longe. O que causa surpresa é que ultimamente as relações entre os dois países estavam sendo aquecidas. O Ministro do Exterior dos Emirados, Anwar Gargash, visitou Teerã em novembro último. A retribuição foi dias depois, quando o Vice Ministro do Exterior iraniano, Ali Bagheri Kani foi a Abu Dhabi onde declarou: “Abrimos nova página nas relações com os Emirados”. Se isto significa melhorar as relações, o que é piorar?

Ultimamente, foi informado que a Arábia Saudita e o Irã mantiveram conversações e trataram dos combates no Iêmen também. O ataque dos rebeldes Houtis contra Abu Dhabi foi condenado pela Arábia Saudita, Bahrein, Kuwait, Egito, Argélia, Jordânia e surpreendentemente por Catar, que se posiciona entre os radicais.

Evidentemente não é só religião e ou ideologia que aciona o terrorismo internacional. Mesmo que assim pareça, muito do terrorismo internacional tem motivação de destruir por destruir e também motivos econômicos.

A dulce vitta dos lideres terroristas

Enquanto os líderes da Hamas e Jihad Islâmico reclamam ao mundo da pobreza na Faixa de Gaza e pedem ajuda do mundo, eles vivem bem diferentemente da pobre população local que dizem proteger.

Quando seus familiares estão doentes, os enviam a misericordiosos hospitais israelenses para serem tratados. Não obstante, oito dos líderes palestinos trataram de sair da Faixa de Gaza para viver em mansões, palácios ou em hotéis de luxo e de lá dirigem a “revolta popular”.

O líder da organização terrorista radical Hamas, Ismail Haniyah, tratou de sair de Gaza para viver em hotéis de luxo no Catar. Depois de acomodado, tratou com as autoridades egípcias de permitir que sua esposa e filhos saiam de Gaza, através da passagem de Rafah e juntar-se a ele no Catar.

Outro que vive em hotéis de cinco estrelas no Catar, é Khalil al Hayya, vice do líder Yahya Sinwar. Ele foi designado para ser o responsável da ligação com países árabes e islâmicos e levou a família.

Assim o fizeram, Salah al Bardawil, alto dirigente da Hamas, Sami Abu Zuhari, porta voz da organização, Taher Al Nuno, conselheiro político do Haniyah, que preferem Catar a Gaza. Mas, não só líderes da Hamas preferiram a “doce vida” do luxo. Fathi Hammad dos mais radicais ativistas no norte da Faixa de Gaza, que formou milícia própria, saiu para a Turquia e vive entre Beirute e Istambul. Assim também líderes da Jihad Islâmica, Nafez Assam e Muhammad al Hindi, preferem viver em Istambul.

Isto é o que se chama terrorismo liderado por elementos que vivem no luxo, sentam em bares, tomam bom vinho e fumam charuto cubano (igual ao do Che Guevara) enquanto falam de revolução.

As 10 organizações terroristas mais ricas do mundo

A revista Forbes Israel, ligada à homônima americana, realiza anualmente pesquisa sobre vários setores da economia local e internacional. Na última edição fez uma árdua e complicada pesquisa, com informações de muitos setores das forças de segurança de Israel, EUA e outros países. O estudo israelense é dos mais confiáveis e é citado por outras agências de segurança do mundo: apurou as organizações terroristas mais ricas do mundo. Estas são as 10 primeiras:

1ºlugar – Talibã. Mesmo antes da fuga americana que deixou cerca de 80 bilhões de dólares em material bélico, Talibã já estava no topo da lista. A organização arrecada 1,5 bilhão de dólares no narcotráfico e, da extração ilegal de recursos naturais.

2º – Os Houtis no Iêmen (Anssar Allah). Essa organização rebelde apoiada pelo Irã, tomou cidades importantes no país e até a capital, Sana. Além do apoio dos aiatolás, usa extorsão de negócios e comércio ilegal para encher os cofres, atualmente com dois bilhões de dólares.

3º – Hizballah. Apesar da caótica situação econômica no Líbano e das sanções econômicas sobre o patrono da organização, o Irã continua a financiá-la com 700 milhões de dólares anuais. Hizballah arrecada mais de 500 milhões de dólares adicionais das atividades com o narcotráfico e lavagem de dinheiro de cartéis na América Latina e extorsões.

4º – Al Qaeda seguido pela Hamas e PKK- Partido dos Trabalhadores, curdo, que age na Turquia e na Síria. Arrecada 250 milhões de dólares de narcotráfico e venda ilegal de petróleo.

7º – Daesh (o Estado Islâmico). Esta já foi mais rico, mas após as derrotas na Síria e Iraque perdeu a primazia. Atualmente vende ilegalmente petróleo, material roubado, antiguidades que roubou, além de dinheiro obtido de sequestros.

8º – IRA. A única organização terrorista que não é islâmica e/ou palestina. É uma organização, que parece já depor as armas. Sua arrecadação principal é o comércio ilegal de tabaco e lhe rende 70 milhões de dólares.

9º – Cataeb Hizballah, atua na Síria e Iraque. Fecha a lista das 10, Jihad Islâmico.

As organizações terroristas usam as armas, chantagens e ameaças como sua força e pelo mal. Por onde passam deixam destruição e caos. As organizações humanitárias que tanto criticam países oci entais por certos atos, falam em voz muito baixa – se é que falam – da escravidão de homens em muitos países onde se encontram as organizações terroristas acima mencionadas, da venda de meninas pelos pais para que possam sobreviver, ou mesmo das condições das mulheres, que seriam inaceitáveis nos países desenvolvidos.

Foto: thierry ehrmann (Flickr)