Petições demandam suspensão das restrições de entrada

A Suprema Corte está esperando uma resposta do governo para os limites impostos ao número de israelenses com permissão para entrar no país para votar nas eleições de 23 de março.

No início desta semana, vários partidos entraram com petições argumentando que o limite de 3.000 por dia para entrar no país era uma revogação ilegal do direito de voto e deveria ser cancelado.

O Movimento pela Qualidade do Governo em Israel responsabilizou o governo por limitar os pontos de entrada para esses cidadãos que retornavam.

Na sua petição, o Movimento alega que Israel é o único país do mundo que impõe tais limites ao retorno de cidadãos, embora muitos países tenham limites para não-cidadãos entrarem em suas fronteiras.

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O Movimento pediu ao tribunal uma ordem de emergência imediata para que a situação seja corrigida a tempo de os israelenses chegarem antes do dia das eleições.

A ordem judicial exige que o governo responda até as 11h30 de domingo e os peticionários podem contestar, no mais tardar, até às 14h30 do mesmo dia.

O Ministério da Saúde, no entanto, provavelmente irá na direção oposta e recomendará estender as restrições aos aeroportos além de 20 de março, disse o diretor-geral Chezy Levy na quinta-feira, ao Jerusalem Post. “A questão do aeroporto é complicada. Por um lado, todos gostariam que os céus estivessem abertos, por outro, as mutações estão em grande escala no mundo e algumas delas desafiam a vacina”, explicou Levy. “Queremos, portanto, limitar a entrada e saída de pessoas em Israel”, acrescentou. “No momento, as regras são válidas até 20 de março. Presumo que nós do Ministério da Saúde recomendaremos estendê-las até que toda a questão das mutações e sua capacidade de resistir à vacina fiquem claras”.

Em resposta à pressão pública, o Ministério dos Transportes autorizou novas rotas para Atenas, Roma, Moscou, Adis Abeba, Nova York, Frankfurt, Londres, Paris, Kiev, Toronto e Hong Kong, nas quais as companhias aéreas podem operar voos de e para Israel. No entanto, o teto de 3.000 passageiros por dia não será alterado. Em outras palavras, mais aviões, mas não mais assentos.

Fontes: Hamodia e Jerusalem Post

Foto: Flash90

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