Restrições diminuem. Veja o que muda

O surto de coronavírus em Israel continua a diminuir rapidamente, em meio à ampla campanha de vacinação, com a taxa de resultados positivos caindo para 2% e uma nova queda na taxa de transmissão.

Segundo informações do Ministério da Saúde, a taxa de transmissão, que mede quantas pessoas cada portador do vírus infecta em média, foi de 0,68 na quinta-feira, indicando que o surto está diminuindo.

Por sua vez, o número de pessoas totalmente vacinadas em Israel continuou a subir. Os dados mostraram 5.158.059 pessoas receberam pelo menos a primeira dose da vacina e 4.421.370 receberam ambas as doses.

Com a diminuição do número de pessoas infectadas, o gabinete do coronavírus aprovou uma maior flexibilização das restrições, aumentando a participação em eventos e abrindo outras atividades públicas.

Eventos como jogos esportivos, eventos culturais, aulas e conferências poderão receber até 3.000 pessoas em um ambiente fechado, e em área aberta até 5.000 pessoas. Os salões de festas e restaurantes podem acomodar no máximo 500 pessoas em espaço aberto ou, alternativamente, 300 pessoas em espaço fechado. Os ministros do gabinete do coronavírus  também aprovaram a abertura de feiras ao ar livre e atrações turísticas.

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O comunicado observou que a opção do teste rápido não modifica a regra existente em que os hotéis podem permitir a entrada de menores, que não são elegíveis para vacinação, se apresentarem um resultado negativo de um teste feito nas 48 horas anteriores.

Da mesma forma, as salas de eventos podem permitir que até cinco por cento dos presentes não sejam vacinados, desde que tenham testado negativo para o vírus nos dois dias anteriores.

Durante o feriado de Pessach, hotéis e locais de eventos poderão permitir a entrada de pessoas não vacinadas que fizeram o teste nas 72 horas anteriores, disse o comunicado.

Viagens de movimentos juvenis, incluindo pernoites, serão permitidas para maiores de 16 anos, desde que pelo menos 90% dos participantes possuam “Passaporte Verde”.

Também serão permitidas feiras dentro de shoppings, com barracas respeitando o distanciamento ou separadas por biombos, informou o comunicado. A venda de alimentos só será permitida em embalagens fechadas.

Os eventos culturais ao ar livre podem ser realizados sem a necessidade de dividir os participantes em áreas delimitadas.

As atrações turísticas poderão operar sob o sistema “Passaporte Verde”, mantendo 15 metros quadrados de espaço para cada pessoa. Os locais que possuem instalações e capacidade máxima de 10.000 pessoas podem receber até 1.500 visitantes, e aqueles com maior capacidade podem receber no máximo 2.500 pessoas.

Templos e casas de oração com mais de 5.000 assentos podem ocupar até 30% da capacidade, mas não mais do que 3.000 pessoas. Os menores, com menos de 5.000 assentos, podem receber até 50% da capacidade com o máximo de 1.000 pessoas.

Em locais abertos com capacidade para mais de 10.000 pessoas, a ocupação pode ser de até 30%, com um máximo de 5.000 pessoas. Locais menores, com assentos para menos de 10.000, podem acomodar até 50% da capacidade, mas não mais do que 3.000 pessoas.

As novas regras entraram em vigor hoje, na sexta-feira, e valem até 4 de abril.

Quanto às diretrizes para o feriado de Pessach, o Diretor-Geral do Ministério da Saúde, Chezy Levy, disse que, para a noite do Seder, serão permitidas reuniões de até 20 pessoas dentro de casa, ou até 50 fora.

Além das diretrizes para o Pessach, os ministros também decidiram sobre o formato do Ramadã muçulmano, que começa este ano em 18 de abril.

Na quinta-feira, o ministro da Saúde, Yuli Edelstein, atacou o Supremo Tribunal de Justiça por derrubar as restrições à entrada de cidadãos israelenses no país. “A decisão da Suprema Corte é irresponsável e contrária ao interesse público”, disse Edelstein, durante uma cerimônia no Hospital Ichilov de Tel Aviv em homenagem aos profissionais da saúde.

Chezy Levy, diretor-geral do Ministério da Saúde, disse que respeita a decisão do Tribunal, mas alerta que isso pode criar uma abertura para novas cepas de vírus entrarem em Israel.

O vice-ministro da Saúde, Yoav Kisch, e Nachman Ash, do gabinete do coronavírus também condenaram a decisão do Supremo, dizendo que ela poderia permitir a entrada de variantes mutantes do vírus no país.

O Tribunal Superior decidiu na quarta-feira que as restrições de Israel à entrada de cidadãos no país são inconstitucionais e devem terminar neste sábado.

Fonte: Times of Israel

Foto: Miriam Alster (Flash90)