Sinagogas abrem e lojas permanecem fechadas

Ministros e funcionários do gabinete do coronavírus se reuniram na noite desta quinta-feira para discutir a segunda fase da saída do bloqueio que deve começar domingo.

O gabinete do Coronavírus aprova a abertura de sinagogas, mas as lojas devem permanecer fechadas.

Apesar dos protestos dos proprietários de lojas alegando de que não sobreviveriam, o gabinete não aprovou a abertura.

Além da volta às aulas da primeira à quarta série, será permitida a retomada de atividades e serviços individuais (aulas de direção ou treinamento pessoal, por exemplo), tratamentos médicos alternativos e a abertura de salões de beleza e pousadas (o uso de áreas comuns como refeitório e piscina continuam proibidos).

Apesar da pressão dos ministros haredim, o gabinete só autorizou a abertura das sinagogas para até 10 pessoas.

Os ministros concordaram em reduzir a estratégia de saída de nove etapas originalmente delineada pelo Ministério da Saúde para seis etapas.

Proprietários de pequenos negócios foram às ruas na quinta-feira, durante a reunião do gabinete, implorando ao governo que lhes permitisse operar. No entanto, em última análise, o gabinete decidiu adiar a abertura de lojas de rua por mais uma semana, até 8 de novembro, a menos que haja uma queda significativa na infecção.

O ministro das Finanças, Israel Katz, é de opinião de que as lojas de rua deveriam abrir imediatamente porque, do contrário, fechariam para sempre. Mas o ministro da Saúde, Yuli Edelstein, disse que “abrir a economia precipitadamente é o início do próximo fechamento.”

A chefe dos Serviços de Saúde Pública, Sharon Alroy-Preis, recomendou esperar para permitir a abertura do varejo até que houvesse uma média de 500 novos doentes por dia.

Caso os casos diários fiquem acima de 500, as lojas só reabrirão no dia 15 de novembro, data prevista no plano inicial de reabertura. Os shoppings e mercado devem permanecer fechados.

Na manhã de quinta-feira, o governo aprovou a prorrogação do estado de emergência devido ao coronavírus por mais 60 dias, de 5 de novembro a 3 de janeiro. Esta decisão entrará em vigor a partir de sua aprovação pelo Comitê de Constituição, Lei e Justiça do Knesset.

Países verdes e vermelhos

O Ministério da Saúde também atualizou sua lista de países “vermelhos” e “verdes” e os israelenses que retornarem de países vermelhos devem entrar em quarentena ao retornar.

A partir de 1º de novembro, Itália, Alemanha, Letônia, Lituânia e Sérvia serão considerados países vermelhos. A lista atualizada de países verdes agora inclui Islândia, Estônia, Seychelles, Dinamarca, Hong Kong, Grécia, Nova Zelândia, Finlândia, Canadá, Chipre, Ruanda, Austrália, Uruguai, Emirados Árabes Unidos, Taiwan, Noruega, Cingapura, Cuba e Tailândia. Os israelenses que retornam desses países não precisam entrar em quarentena.

A lista completa e atualizada está disponível na página site do Ministério da Saúde. O Ministério informou que a lista será reavaliada no dia 9 de novembro.

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