Yair Lapid anuncia: “Temos um governo”

Após uma série de encontros com os líderes de partidos anti-Netanyahu na Knesset, o presidente do Yesh Atid, Yair Lapid, anunciou formalmente ao presidente Reuven Rivlin, na noite desta quarta-feira, que conseguiu formar uma coalizão.

“Tenho a honra de informar que consegui formar um governo. O governo será um governo rotativo, de acordo com a cláusula 13a da Lei Básica do Governo. Vou liderá-lo com Naftali Bennett, do partido Yamina, que será o primeiro para servir como primeiro-ministro”, disse Lapid.

“Dou minha palavra de que este governo trabalhará a serviço de todos os cidadãos de Israel, os que votaram nele e os que não votaram. Ele respeitará seus oponentes e fará tudo o que puder para unir todas a sociedade israelense”, disse Lapid ao presidente Rivlin.

A coalizão de Lapid é composta por Yesh Atid, Yamina, Azul e Branco, Nova Esperança, Avodá, Yisrael Beiteinu, Meretz e Lista Árabe Unida.

Gideon Sa’ar, do Nova Esperança, e Naftali Bennett, do Yamina, foram os últimos a assinar o acordo de coalizão com Lapid, logo após Mansour Abbas, da Lista Árabe Unida.

O líder da Lista Árabe Unida, Mansour Abbas, negociou vários acordos até assinar o acordo da coalizão. Abbas exigiu que a lei Kaminitz, uma lei que aumenta a fiscalização contra construções não autorizadas, que os críticos dizem  visar injustamente os árabes, não seja revogada, mas que o congelamento de sua vigência seja estendido até 2024.

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A demolição de prédios no Negev será paralisada por três meses, até que novos acordos sejam firmados.

Três aldeias beduínas no Negev serão reconhecidas dentro de quarenta e cinco dias e outras aldeias serão examinadas posteriormente. Além disso, a unidade policial que a Lista Árabe Unida pretendia fechar continuará a operar.

A maior parte do acordo inclui cláusulas econômicas, como assistência e programas orçamentários de mais de cinquenta bilhões de shekels que serão lançados nos próximos anos.

O avanço com Mansour Abbas aconteceu cerca de duas horas antes do término do prazo dado a Lapid para formar o governo.

Saindo da sala de negociações, Abbas anunciou que “assinou depois de chegar a acordos que garantem uma solução para questões na sociedade árabe, bem como na sociedade israelense. Foi uma decisão difícil, mas vamos trabalhar muito para que a mudança seja um sucesso”.

Mansour Abbas não ocupará um cargo no governo.

A presidente do partido Avodá, Merav Michaeli, disse que o acordo de coalizão é um sucesso e que seu partido terá presença no Comitê de Nomeações Judiciais, um ponto crítico nas negociações de coalizão entre o Avodá e o Yamina. “Fizemos história”, disse ela. “A qualquer momento haverá a presença do Partido Trabalhista neste comitê, e o Comitê de Constituição, Lei e Justiça da Knesset também estará em mãos trabalhistas”.

Fonte: Haaretz
Foto: Ra’am (cortesia)

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