Um memorial do Holocausto nos Emirados Árabes

Entre os participantes do 125º aniversário do Primeiro Congresso Sionista Mundial estava Ahmed Obaid AlMansoori, fundador de uma galeria memorial do Holocausto nos Emirados Árabes Unidos.

O museu começou como uma coleção particular na casa de AlMansoori, em 2006, e tornou-se público, em 2011 a pedido do governo dos Emirados, que identificou seu potencial.

Localizado na Royal House, na estrada principal do bairro histórico de Dubai, o museu abriga documentos judaicos históricos, cartas e exposições desde a fundação do estado, muito antes da assinatura dos Acordos de Abraão. AlMansoori dedicou uma parte significativa de seu museu para mostrar a rica história do povo judeu no Oriente Médio, enfatizando que os judeus são parte integrante e importante da região.

No Yom HaShoah, em 2021, e seguindo os tratados de paz assinados entre Israel e os estados árabes, AlMansoori levou seu compromisso de promover ainda mais as relações judaico-árabes ao criar a primeira e única Galeria Memorial do Holocausto no mundo árabe.

A Galeria Memorial do Holocausto do Museu Crossroads of Civilizations tornou-se um centro internacional para eventos e cerimônias em memória do Holocausto, um centro para a promoção da paz, tolerância e solidariedade judaico-árabe no Oriente Médio e um importante ponto de encontro para a comunidade judaica dos Emirados.

AlMansoori, que dedicou sua vida a promover a paz, a tolerância e a promover a história do povo judeu como parte integrante do Oriente Médio, falou no 125º aniversário do Primeiro Congresso Sionista e mostrou uma rara carta escrita e assinada pelo pai do sionismo, Theodore Herzl, que ele adquiriu em 2016 em Viena. Desde então, a carta é exibida em seu museu em Dubai como parte de uma coleção de documentos e objetos judaicos históricos, expostos ao público que visita o museu todos os anos.

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A carta, datada de 1897, há exatos 125 anos, foi escrita e assinada por Theodor Herzl e foi autenticada. Na carta, Herzl escreve que não pode aceitar o potencial candidato na organização que criou. As evidências apontam para uma recusa em aceitar um candidato cuja identidade não é conhecida pela Organização Sionista, dias antes do primeiro Congresso Sionista na Basileia, Suíça.

Durante esses anos, Herzl foi extremamente ativo na promoção da visão sionista e no estabelecimento de uma pátria para o povo judeu, associando-se a figuras-chave que o ajudaram a avançar em seus objetivos.

Segundo AlMansoori, “é de extrema importância que as gerações mais jovens do Oriente Médio aprendam sobre judaísmo, sionismo e Israel. Isso fortalecerá a paz, não apenas entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, mas também em toda a região. É fundamental que vivamos lado a lado no respeito mútuo, entendendo a história e os valores de cada nação e de cada povo”.

Yaakov Hagoel, Presidente da Organização Sionista Mundial, disse: “O trabalho único de AlMansoori para rememorar o Holocausto nos Emirados Árabes Unidos é um exemplo digno para o mundo árabe sobre a importância de mudar as percepções e discussões sobre o Holocausto e a importância do Estado de Israel. Herzl nunca imaginou que chegaria o dia em que um corajoso líder árabe participaria de um congresso sionista com milhares de judeus de todo o mundo, cujo objetivo é o fortalecimento e desenvolvimento do Estado de Israel independente e soberano”.

Fonte: Ynet
Foto: Crossroads of Civilizations Museum (Facebook)

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