A hipocrisia da “Anistia Internacional”

Por David S. Moran

A ONG Anistia Internacional publicou na terça-feira (01/02), em Londres, um relatório intitulado “O apartheid de Israel contra os palestinos: sistema cruel de domínio e crime contra a Humanidade”. Já pelo próprio título o leitor pode antecipadamente entender o que o relatório apresentará. A Diretora Geral (chairwoman) da organização, a francesa Agnes Callamard (nomeada em março de 2021) apresenta o relatório escrevendo: “O nosso relatório desvenda a verdadeira dimensão do regime de apartheid em Israel. Sejam eles (os palestinos) vivendo em Gaza, Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, ou mesmo em Israel. Trata dos palestinos como uma raça inferior, privando-os sistematicamente dos seus direitos”.

O relatório acusa o Estado de Israel de ser Estado com regime de apartheid e pela primeira vez do território do país todo, que foi criado com aval da ONU, em 1948. Até agora tratava só dos territórios conquistados por Israel, depois de atacado simultaneamente pelo Egito, a Síria e a Jordânia e conseguir vencê-los, na guerra dos Seis Dias, 1967. Não bastando essas acusações, a Anistia Internacional adverte “os EUA, a UE e os países que a integram; a Inglaterra e os países que fortalecem suas relações com o Estado de Israel, como alguns países árabes e outros africanos de que Israel comete crime de apartheid e outros crimes internacionais”. Segue pedindo aos países de boas relações com Israel “reavaliar qualquer cooperação e atividade com este país, para que não contribuam na manutenção do seu regime de apartheid”. Incrível. Tem que esfregar os olhos para acreditar nas infâmias escritas pela Anistia Internacional.

O Ministro do Exterior israelense, Yair Lapid, rechaçou as acusações dizendo: “A Anistia Internacional foi no passado uma organização que todos respeitavam, atualmente é o contrário. Não é mais uma organização de Direitos Humanos, é tão somente mais uma organização radical que espalha propaganda”.

O Ministério do Exterior adicionou: “O relatório elaborou e reciclou mentiras, equívocos e argumentos falsos espalhados por organizações anti-israelenses conhecidas pelo ódio a Israel”.

Muitas organizações judaicas do mundo todo, também repudiaram essas falsas acusações, inclusive o incansável diretor da StandWhitUs do Brasil, André Lajst, que deu resposta à altura. Também o Ministro israelense de Cooperação Regional, Issawi Frej, muçulmano do partido Meretz (esquerda) disse que: “Israel não é perfeito, mas certamente não é um país de apartheid”.

O fato de o governo israelense ter Ministro árabe muçulmano, já prova que a alegação da Anistia é de pura propaganda anti-israelense. Em minha resenha do dia 31.12.2021, cujo título foi Israel é antirracista e igualitário, escrevi que 17 dos 120 deputados da Knesset são árabes, praticamente todos eles com títulos universitários, alguns médicos, dentistas. Há árabes integrados na vida israelense, como no Judiciário, inclusive na Suprema Corte, o Presidente do Conselho de Diretores do Bank Leumi Le Israel (o 2º maior do país), é árabe-israelense. Na área da saúde, há diretores de hospitais e ninguém imagina o sistema hospitalar israelense, sem os médicos e enfermeiros (as) árabes. Isto certamente não é apartheid. Israel não é um país perfeito, mas tem que se defender dos inimigos que o ameaçam. Aqui não é a Suíça, nem o Brasil, que depois de terminar suas guerras com os países vizinhos vivem na santa e tão almejada Paz.

O relatório não descreve a situação em que vivem os israelenses: judeus, árabes e de outras religiões. Não relata os costumes e hábitos dos árabes que o mundo Ocidental não conhece tão bem. Quanto mais radical, mais ameaça representa para Israel e para o mundo.

(foto: Inauguração da embaixada palestina na Tunísia, com Abbas, 11.2021).

A maioria dos atos terroristas e de violência no mundo é feita por islamistas. Tanto árabes, mas não só. Isto inclui persas (iranianos), paquistaneses, afegãos e outros. O Estado de Israel é constantemente ameaçado. Atualmente pelo Irã e seus “afiliados” como a Hizballah, Jihad Islâmica, Hamas e até os longínquos Houtis do Iêmen. Nenhum país, sob tantas ameaças poderia se dar ao luxo de não se resguardar. Na foto acima, Abbas se postou ao lado do presidente da Tunísia, com o mapa da “Palestina” estampada na faixada de entrada de sua embaixada. No mapa, Israel não existe.

Felizmente, há mudanças e mais e mais nações entendem que os líderes palestinos enriquecem às custas do sofrimento de seus habitantes e reconhecem que o Estado de Israel poderá lhes ajudar na sua segurança e desenvolvimento em muitos campos. Nesta quarta e quinta, o Ministro da Defesa de Israel esteve em Bahrein onde assinou Acordo de Cooperação Militar e outros. No Domingo e segunda-feira, o Presidente de Israel teve calorosa recepção nos Emirados Árabes Unidos. O maior país árabe, o Egito tem acordos com Israel, bem como a Jordânia. Durante a guerra civil síria, Israel ajudou refugiados sírios e lhes deu tratamento humanitário e hospitalar. Nos últimos dois anos, o Ministério da Defesa ofereceu pelo menos quatro vezes ajuda ao exército oficial libanês, país que não tem relações diplomáticas com Israel, para poder firmar-se ante o fortalecimento da Hizballah. Até mesmo palestinos tanto da Faixa de Gaza, bem como do território da Autoridade Palestina, querem trabalhar em Israel, onde são mais bem tratados e têm melhores salários. Israel dá autorizações de trabalho a quem não está envolvido em terrorismo e quando a situação é calma. Israel fornece gás e eletricidade à Faixa de Gaza, bem como à Autoridade Palestina.

Isto demonstra que Israel não é um país de apartheid.

Abbas prefere incentivar o terrorismo, pagando salários a terroristas e/ou aos familiares.

Infelizmente a Diretora Geral da Anistia Internacional, Agnes Callamard, conhecida por suas atividades anti-israelenses, publicou suas infames acusações contra o Estado Judeu, dias após o Dia da Recordação em Memória ao Holocausto. O antissemitismo ainda não passou do mundo, mas Israel e os judeus do mundo todo continuarão contribuir para um mundo melhor, sem temor e de cabeça erguida.

Foto: POMED (Flickr), CC BY 2.0. Agnes Callamard, 2019

One thought on “A hipocrisia da “Anistia Internacional”

  • 7 de fevereiro de 2022 em 18:14
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    Não existem mais instituições sérias e independentes. Todas manipuladas e infiltradas.

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