Administração da quarta dose não começará domingo

O Ministério da Saúde decidiu que Israel não começará a administrar a quarta dose da vacina COVID-19 a partir de domingo, para israelenses com mais de 60 anos e outros em risco, conforme planejado.

A decisão foi tomada em uma reunião realizada no ministério, na noite desta quinta-feira. Nachman Ash, o diretor-geral do ministério, ainda não aprovou a campanha e está examinando dados da Grã-Bretanha que indicam que a variante Omicron do coronavírus causa doenças menos graves do que a cepa Delta.

Dados preliminares sugerem que as pessoas com Omicron têm entre 50 e 70 por cento menos probabilidade de precisar de hospitalização do que aquelas com a cepa Delta, disse a Agência de Segurança de Saúde Pública do Reino Unido, na quinta-feira.

As descobertas da Agência do Reino Unido acrescentam evidências de que o Omicron produz doenças mais brandas do que outras variantes, mas também se espalha mais rápido e escapa melhor da proteção das vacinas.

Com mais dados nesta direção, Ash pode não apoiar a recomendação do painel consultivo do governo, da noite de terça-feira, de oferecer as doses de reforço adicionais nesta fase para o pessoal médico, pessoas com mais de 60 anos e grupos de risco e, em vez disso, deixar o assunto para posterior deliberação.

A emissora pública Kan disse que Ash provavelmente tomará uma decisão sobre a aprovação da quarta dose da vacina em meados da próxima semana.

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Segundo a TV Kan, o primeiro-ministro Naftali Bennett quer começar a administrar as novas doses de reforço o mais rápido possível, mas reconhece que Ash tem a palavra final sobre o assunto.

Na noite de terça-feira, Bennett acolheu a recomendação do painel de especialistas e ordenou que as autoridades preparassem a campanha para distribuir as vacinas.

Os especialistas, membros de um órgão governamental chamado Pandemic Treatment Staff, recomendaram que os grupos de risco recebessem a quarta dose depois de pelo menos quatro meses desde a terceira dose. Mas o Canal 12 citou uma autoridade da saúde, na quinta-feira, dizendo que houve pressão política para aprovar a decisão.

Apesar dos dados sugerirem que o Omicron pode não ser tão perigoso quanto o Delta, o governo ainda teme um grande aumento do contágio do coronavírus nas próximas semanas. A TV Kan citou um funcionário do Ministério da Saúde dizendo que haverá “semanas negras pela frente” para o país, enquanto o Canal 13 disse que o Ministério da Saúde espera que centenas de milhares de pessoas sejam obrigadas a entrar em quarentena.

Os especialistas em saúde continuam pedindo aos pais que vacinem seus filhos e que adultos e adolescentes recebam doses de reforço para ajudar a conter a disseminação do Omicron. E alguns parecem estar atendendo ao apelo, já que 9.402 pessoas receberam a primeira dose da vacina COVID na quarta-feira, o maior número em um dia, desde o final de novembro.

Na quinta-feira, o comitê ministerial do coronavírus aprovou novas diretrizes para escolas em áreas de alta infecção, ordenando que as classes da 7ª à 12ª série com menos de 70% dos alunos vacinados mudem para formatos de ensino remoto. As séries mais novas terão permissão para continuar o aprendizado presencial, mas tentarão reduzir o contato.

De acordo com a regra, que deve ser aprovada pelo Comitê de Educação da Knesset, os alunos serão considerados vacinados temporariamente, mesmo que tenham recebido apenas uma única dose.

Fonte: The Times of Israel
Foto: Canva