Quarta dose e novas regras no combate ao Omicron

O gabinete do coronavírus impôs uma série de novas restrições aos israelenses para ajudar a combater o aumento dos casos em Israel.

As novas regras que limitariam as reuniões não foram aprovadas devido à oposição do primeiro-ministro Naftali Bennett e de outros membros do gabinete ao pedido do Ministério da Saúde.

Assim que a Knesset aprovar as regras, os shoppings funcionarão de acordo com um esquema restrito do Selo Roxo, com verificação da temperatura das pessoas na chegada, uso de máscaras e limite de clientes de uma pessoa para cada 15 m².

A entrada em lojas com mais de 100 metros quadrados, tanto nas instalações abertas como nos centros comerciais e nas instalações comerciais fechadas, será permitida mediante apresentação do Passaporte Verde. Este requisito também se aplica aos funcionários dessas lojas.

As praças de alimentação em shopping centers só oferecerão serviço de entrega aos clientes mediante a apresentação do Passaporte Verde.

A entrada nos restaurantes dentro dos shoppings continuará sendo mediante apresentação do Passaporte Verde.

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O Passaporte Verde em shoppings e estabelecimentos comerciais não se aplicará aos locais que prestam serviços essenciais, que irão operar no formato do Selo Roxo.

O sistema escolar também será atingido. Em localidades classificadas como vermelha ou laranja, alunos de salas de aula onde menos de 70% dos alunos são vacinados, terão que estudar em casa.

Esta decisão se aplicará às escolas de ensino fundamental e médio (7ª a 12ª séries) com efeito imediato e escolas primárias (1ª a 6ª séries) em três semanas. Até então, as escolas primárias aplicarão uma política de redução de contato.

Além disso, o financiamento estadual de testes de antígenos para Passaporte Verde cessará, exceto para pessoas que são imunossuprimidas e não podem ser vacinadas ou aquelas que têm menos de cinco anos de idade e não são elegíveis para vacina. Porém, assim que o Ministério da Saúde conseguir atualizar seu sistema de informática, qualquer pessoa que tiver tomado uma dose poderá receber um Passaporte Verde temporário.

Quarta dose

O primeiro-ministro Naftali Bennett acolheu a recomendação e ordenou que as autoridades preparassem uma campanha para oferecer uma quarta dose da vacina COVID-19 para pessoas com mais de 60 anos, alguns grupos de risco e pessoal médico, passados pelo menos quatro meses desde a terceira dose, o que significa que Israel provavelmente se tornará o primeiro país do mundo a lançar uma quarta dose para certos grupos.

A decisão precisa da aprovação final do Diretor-Geral do Ministério da Saúde, Nachman Ash, antes de entrar em vigor.

Depois de aprovada, a quarta campanha de vacinação começará imediatamente, de acordo com o Gabinete do Primeiro-Ministro. Bennett convocou o Comando da Frente Interna, altos funcionários da saúde e todos os fundos de saúde para se prepararem para isso.

“Nosso objetivo é permitir que o Estado de Israel supere a onda da Omicron, preservando o funcionamento da economia tanto quanto possível”, disse Bennett no início da reunião.

Bennett disse que Israel não conseguiu evitar a onda Omicron, mas pode dar aos cidadãos as ferramentas de que precisam para se proteger de doenças graves, mesmo se infectados.

Ele disse que o governo seria forçado a tomar decisões difíceis: ou colocar um pouco mais restrições e outras medidas preventivas em vigor, agora, ou ter que tomar medidas muito mais severas, posteriormente.

Número de casos

Israel teve sua primeira morte por Omicron. Um homem de 60 anos que foi infectado morreu na segunda-feira no Soroka-University Medical Center em Beer Sheva, disse o hospital na terça-feira. No entanto, o indivíduo sofria de várias condições médicas subjacentes, que foram as principais causas de sua morte, e não o vírus, disse o hospital.

Um teste de PCR inicial levantou a suspeita da presença da variante, e o sequenciamento genético foi realizado. Ele recebeu a confirmação de que tinha a variante na tarde de segunda-feira, pouco antes de sua morte.

A morte foi revelada após um anúncio do Ministério da Saúde de que outros 170 casos de Omicron foram descobertos em Israel, elevando o total para 341.

“O público deve estar ciente de que um aumento dramático na infecção é esperado”, disse Bennett na noite de terça-feira. “Isso não é um exagero. Essa é a expectativa, e calculo que venha muito rapidamente”.

Segundo o professor Eran Segal, biólogo computacional do Instituto de Ciência Weizmann que assessora o gabinete do coronavírus, na última semana, o número de casos de Omicron dobrou a cada dois ou três dias.

No início de janeiro, Israel terá atingido o pico histórico de mais de 10.000 novos casos por dia, escreveu ele no Twitter.

“A análise mostra que há uma probabilidade de que já tenha havido uma rápida disseminação da cepa Omicron e a taxa de infecção de pessoas com mais de 60 anos é particularmente alta”, escreveram pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém em um relatório divulgado na noite de terça-feira. “Parece impossível, nesta fase, evitar o surgimento da próxima onda”.

A carga sobre os hospitais do país deve superar as ondas anteriores no próximo mês, escreveram eles.

A morbidade geral no país vem aumentando rapidamente. Mais de 1.300 novos casos do vírus foram diagnosticados na segunda-feira, o maior número desde outubro, disse o Ministério da Saúde.

Na terça-feira, o número de casos ativos de coronavírus no país era de 8.307, em comparação com cerca de 5.000 algumas semanas atrás. No pico da quarta onda, havia mais de 80.000 casos.

Enquanto isso, a morbidade grave permanece estável, com cerca de 82 pacientes em estado grave, semelhante ao número dos dias anteriores.

Lista Vermelha

Também na terça-feira, o Comitê de Lei e Constituição da Knesset aprovou a adição dos Estados Unidos, Itália, Bélgica, Alemanha, Hungria, Marrocos, Portugal, Canadá, Suíça e Turquia à lista de países “vermelhos”, conforme solicitado pelo Ministério da Saúde.

A partir da meia-noite desta quarta-feira, os israelenses não estão autorizados a viajar para esses países, a menos que recebam permissão especial de um Comitê de Exceções governamental. Os que retornarem a Israel, serão colocados em quarentena por no mínimo sete dias, mesmo que estejam totalmente vacinados. Cidadãos estrangeiros não estão autorizados a entrar em Israel de qualquer país, com exceções muito limitadas.

O grupo de países vermelhos já incluía Reino Unido, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Irlanda, Noruega, Espanha, Finlândia, França, Suécia, África do Sul e várias dezenas de outras nações africanas.

Todas as restrições de viagens recentes, decididas pelo governo no final de novembro, depois que o Omicron emergiu como uma nova variante potencialmente infecciosa, devem expirar em 29 de dezembro, mas podem ser prorrogadas, como já aconteceu nas últimas semanas.

A ministra do Interior, Ayelet Shaked, disse na reunião que o lockdown é a ferramenta mais eficaz e que “podemos precisar dela em janeiro”. O Ministro da Segurança Interna, Omer Bar-Lev, também disse na reunião que o público deve ser informado de que existe o receio de que cheguemos a um fechamento no próximo mês.

Fontes: The Jerusalem Post, Noticias de Israel e Kan
Foto: Canva

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