Confrontos entre judeus e árabes em Sheikh Jarrah

Pelo menos duas pessoas ficaram feridas e seis foram presas durante confrontos entre judeus e árabes no bairro de Sheikh Jarrah, no leste de Jerusalém, na madrugada de domingo.

Um judeu-israelense ficou moderadamente ferido após ser atropelado por um motorista árabe no bairro Sheikh Jarrah/Shimon Hatzadik no leste de Jerusalém, na noite de sábado, logo após os confrontos eclodirem.

O motorista disse à polícia que havia sido pulverizado com spray de pimenta e estava tentando fugir quando atingiu o israelense. A polícia está investigando, mas não considera um incidente terrorista. Seis suspeitos foram detidos.

Vídeos da cena mostraram moradores judeus e árabes jogando pedras e outros objetos uns nos outros, enquanto outros vídeos mostraram a polícia chegando ao local e disparando gás lacrimogêneo.

A polícia de Israel afirmou que os oficiais repeliram os desordeiros com métodos de dispersão de distúrbios depois que eles não atenderam às ordens de dispersão emitidas.

O Hamas chamou os confrontos de “agressão flagrante e brincadeira com fogo”, alertando Israel de que a situação “explodiria na sua cara”. O movimento terrorista convocou árabes e palestinos a se mobilizarem para apoiar os moradores de Sheikh Jarrah.

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Os confrontos ocorreram logo depois que o líder do Otzma Yehudit, de extrema-direita, Itamar Ben-Gvir, anunciou que abriria um escritório no bairro de Sheikh Jarrah no domingo para “protegê-los”.

“Se os moradores não receberem proteção da polícia, eu os protegerei”, disse Ben-Gvir. “Amanhã abrirei uma câmara parlamentar no bairro de Shimon Hatzadik, até que a segurança retorne ao bairro de Shimon Hatzadik e a polícia estabeleça segurança permanente.”

Ben-Gvir disse que montaria o escritório no jardim da família Yoshvayev, cuja casa foi incendiada no fim de semana, acrescentando que ficaria lá até que a família recebesse segurança 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Em maio do ano passado, o deputado montou um escritório no bairro Sheikh Jarrah durante as tensões e a violência no bairro que antecederam a Operação Guardião dos Muros.

Em resposta ao anúncio, o deputado  Mossi Raz, do Meretz, afirmou que Ben-Gvir estava “tentando incendiar o território e provocar a guerra, como fez em maio passado”.

“Sheikh Jarrah deveria de fato ser abordado por membros da Knesset, mas não para incendiar a área, mas para ver a injustiça acontecendo lá e participar da manifestação semanal nas tardes de sexta-feira exigindo justiça”, disse Raz.

Além disso, o movimento Darkenu convocou as forças de segurança para impedir que Ben-Gvir se instalasse no bairro, pois isso poderia servir como incitação e por em perigo os civis.

“Há 9 meses, a provocação de Ben-Gvir levou à agitação na área e contribuiu para desencadear a violência em todo o país”, disse a ONG Ir Amim na noite de sábado. “É como se nenhuma lição tivesse sido aprendida e Ben-Gvir novamente declarasse uma sucursal em Sheikh Jarrah. Não só, isso não é seu trabalho, sua presença na vizinhança fará o oposto – fermentar e aumentar a hostilidade – e é isso que ele procura, para ver Jerusalém em chamas”.

As tensões em torno dos despejos planejados de famílias árabes no bairro foram uma das razões pelas quais grupos terroristas palestinos citaram o lançamento de foguetes em Jerusalém no Dia de Jerusalém, provocando o conflito de quase duas semanas.

Fontes: The Jerusalem Post e The Times of Israel
Fotos: MDA e WIikipedia Commons

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