Extensão do lockdown e teste negativo para entrada

O terceiro fechamento total está previsto para terminar na próxima quinta-feira, dia 21 de janeiro, mas o Ministério da Saúde deve solicitar uma prorrogação por mais uma semana. O Gabinete Corona irá discutir o assunto, mas a decisão só será tomada na quarta-feira.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está aguardando alguns dados antes de formular sua decisão. Os principais fatores que serão considerados são: o coeficiente de infecção (R), e não o número de verificados (N), e a tendência de queda no número de pacientes graves. Se a tendência permanecer como está ou indicar um aumento, Netanyahu deve apoiar a extensão do fechamento por mais uma semana.

O ministro da Defesa, Beni Gantz, e os ministros do partido Azul e Branco se oporão à extensão do fechamento se constatarem que a fiscalização não é realizada em setores onde a situação é mais problemática. Segundo dados do fim de semana, o setor ultraortodoxo teve 19,5% dos testes positivos, a sociedade árabe 15% e a população em geral 5,5%.

Outro tópico a ser discutido no Gabinete Corona é a estratégia de saída e o passaporte verde. As etapas de saída dependerão dos números das vacinados.

A primeira será um retorno da economia ao formato pré-fechamento: o sistema educacional funcionará do jardim da infância à quarta série, bem como do 11º ao 12º ano. Além disso, lojas de rua e shopping centers serão abertos, as restrições de tráfego serão suspensas e os voos serão retomados.

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Na segunda fase, um passaporte verde será usado, todo o sistema educacional será aberto e eventos culturais e esportivos, bem como museus e conferências, serão realizados de forma limitada – com ênfase em eventos com inscrições prévias abertos apenas para portadores de passaporte verde ou aqueles que fizeram teste para corona 72 horas antes.

Na terceira etapa serão abertos restaurantes, academias, hotéis, piscinas e salões de eventos.

Ao mesmo tempo, o governo deve discutir a recomendação do Conselho de Segurança Nacional para criar regras que só permitiriam a entrada em Israel de passageiros que apresentarem resultado de teste negativo de até 72 horas. Vários países em todo o mundo já tomaram essa medida para conter a propagação de mutações.

O Conselho de Segurança Nacional e o programa Magen Israel do Ministério da Saúde devem oferecer ao governo esta semana a solução para a lacuna existente no Aeroporto Ben Gurion.

No entanto, existem algumas restrições legais em relação aos exames para repatriados a Israel, que podem exigir emendas legislativas.

O parlamentar Naftali Bennett, presidente do partido HaBait Hayehudi atacou a conduta atrasada do governo em relação a esta questão. “O fracasso do governo de Netanyahu em relação ao Aeroporto Bem Gurion criou um enorme buraco pelo qual milhares de pacientes com corona e mutações entraram.”

E acrescentou: “Que descaso do governo de Netanyahu-Regev que, só depois de 10 meses de nossos gritos, se lembrou de exigir exames para aqueles que entravam no país. Em outros países insulares, eles o fizeram e impediram importações maciças da doença e mutações: Israel 4.000 mortos, Chipre 167, Austrália 909, Nova Zelândia 25, Taiwan 7. O sofrimento é desnecessário por causa de políticos que não se importam”, disse Bennett.

Foto: Israel Police – משטרת ישראל

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