Falsidades, declarações enganosas e omissões materiais em “A Promised Land,” de Barack Obama

Carta enviada pela Zionist Organization of America à Penguin Books

Por: Morton A. Klein (Presidente Nacional), Mark S. Levenson (Presidente do Conselho) e Susan B. Tuchman (Centro de Lei e Justiça)

Tradução: Marcos L Susskind

Prezado Sr. Dohle e Sra. McIntosh,

Escrevemos em nome da Organização Sionista da América (ZOA), a mais antiga e uma das maiores organizações pró-Israel nos EUA. A ZOA é líder na luta contra o antissemitismo e o viés anti-Israel onde quer que surjam esses problemas.

Tendo recebido reclamações de nossos apoiadores e feito nossa própria revisão, estamos profundamente preocupados com as imprecisões factuais, omissões materiais e falsidades contidas em sua recente publicação – “A Promised Land”, obra do ex-Presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Os muitos erros são graves e prejudiciais. O livro já atingiu e influenciou milhões [1] de leitores e terá impacto sobre muito mais. Acreditamos que este livro será lido nas escolas e em faculdades e universidades, afetando a forma como os jovens e futuros líderes percebem Israel. Muitos erros factuais e declarações enganosas de Obama provavelmente serão repetidos e citados em artigos e em outros livros. Como resultado, milhões de pessoas serão induzidas a chegar a conclusões falsas e negativas sobre judeus e Israel.

Parafraseando o Senador Daniel Patrick Moynihan, o Presidente Obama tem direito a suas próprias opiniões sobre Israel, que ele expressa no Capítulo 25 de seu livro. Mas ele não tem direito a criar seus próprios fatos.

Acreditamos que vocês valorizam a precisão de seus livros de não-ficção e apoiam a verificação apropriada porque, supostamente, vocês fornecem uma verba [2] para que seus autores de não-ficção contratem verificadores de fatos. Dado os muitos erros factuais que identificamos e descrevemos abaixo, a verificação de fatos de “A Promised Land” foi feita de maneira descuidada, se é que foi feita alguma. Sabendo que este livro, escrito por um ex-Presidente dos EUA, teria enorme alcance e influência, foi um erro não sujeitar este livro a uma verificação de fatos mais escrupulosa possível.

Para remediar o dano, pedimos que vocês façam um recolhimento dos livros já impressos para que os erros e omissões significativos sejam corrigidos. No mínimo, as correções necessárias devem ser feitas na versão digital e nas futuras edições impressas. Além disso, já que este livro é o primeiro dos dois volumes, pedimos que vocês incluam um capítulo corrigindo as falsidades e deficiências do primeiro volume, já no início do volume dois.

FALSIDADE DE OBAMA # 1 (na p. 623): “O conflito entre árabes e os judeus é uma ferida aberta na região há quase um século, remontando à Declaração Balfour de 1917, na qual os britânicos, que estavam então ocupando a Palestina, se comprometeram a criar “um Lar Nacional para o povo judeu em uma região esmagadoramente povoada por árabes”.

OS FATOS: Esta introdução à discussão sobre o conflito árabe-israelense por parte de Obama sugere falsamente a seus leitores que os judeus eram relativamente recém-chegados ao que era então chamado de Palestina, e que eles infringiram os direitos de muitos árabes que viviam na terra.

Na verdade, o povo judeu viveu no que uma vez foi chamado Palestina por mais de 3700 anos [3], e sempre manteve uma conexão e presença em sua pátria religiosa e ancestral. Mesmo depois da destruição do Segundo Templo em 70 DC e o exílio dos judeus, sempre existiu vida judaica lá.

Antes de se tornar conhecida como Palestina, a região teve um nome diferente – Judeia [3], de onde deriva o termo “judeus”. Depois que os romanos conquistaram a região, no século 2, eles mudaram o nome da região de Judeia para Philistia (que mais tarde se tornou Palaestina ou Palestina), sendo esta uma forma de diminuir a longa conexão judaica com aquela terra.

O Presidente Obama sabia ou deveria saber que o povo judeu tem uma conexão antiga com a terra de Israel, que remonta a milhares de anos. No entanto, ao desconsiderar os fatos históricos, ele está enganando seus leitores, levando-os a acreditar que os judeus eram recém-chegados à região, invadindo os árabes que lá viviam.

Além disso, em sua referência à Declaração Balfour em 1917 – uma declaração do governo britânico reconhecendo o direito do povo judeu a um Lar Nacional na então chamada Palestina – o Presidente Obama se refere à Grã-Bretanha como então “ocupante da Palestina”. Isso sugere a seus leitores que a Grã-Bretanha carecia de autoridade para pronunciar-se sobre este assunto.

Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, apenas cinco anos mais tarde, em 1922, a Liga das Nações – a precursora das Nações Unidas – confiou à Grã-Bretanha o mandato sobre a Palestina [4]. Obama também sabia ou deveria saber que o Mandato para a Palestina reconheceu especificamente “a conexão histórica do povo judeu com a Palestina e… os fundamentos para reconstituir seu Lar Nacional naquele país”. Além disso, entendendo que a escolha de palavras é importante, especialmente em um documento legal, o Presidente Obama sabia ou deveria saber que o mandato usou o termo “Reconstituindo” a Nação Judaica na Palestina, significando uma compreensão e reconhecimento de que o estado-nação do Povo judeu tinha existido anteriormente nesta terra.

No entanto, o Presidente Obama omitiu todos esses fatos importantes, erroneamente levando os leitores a concluir que o estabelecimento de um estado para os judeus em sua ancestral pátria religiosa era infundado e ilegítimo e sem apoio da comunidade internacional. Todas essas conclusões são falsas.

FALSIDADE DE OBAMA # 2 (na p. 623): “Nos próximos vinte ou mais anos [após a Declaração de Balfour em 1917], os líderes sionistas mobilizaram uma onda de migração judaica para a Palestina e organizaram forças armadas altamente treinadas para defender seus assentamentos”.

OS FATOS: Mais uma vez, o Presidente Obama minimiza a conexão dos judeus com aquela terra, sugerindo erroneamente que poucos judeus viviam na terra então chamada Palestina, e que eles começaram a migrar para lá depois de 1917 por instigação de “líderes sionistas”.

Na verdade, como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, os judeus mantiveram uma presença contínua na “Palestina” ao longo de milhares de anos, mesmo ao longo de seu exílio de 2.000 anos, e que muitos migraram para a terra aos milhares bem antes da Declaração de Balfour de 1917. Em 1844 [5], a maioria da população de Jerusalém era de judeus.

De 1882 a 1903 (chamada de Primeira Aliá [6]), os judeus da Europa Oriental e Iêmen retornaram à sua terra natal para escapar dos pogroms e perseguição. De 1904 a 1919 (a Segunda Aliá [7]), aproximadamente 40.000 judeus voltaram para sua terra natal. Muitos eram jovens inspirados por ideais socialistas; o primeiro kibutz na terra foi criado em 1909.

De 1919 a 1923 (a Terceira Aliá [8]), aproximadamente 40.000 judeus voltaram para sua terra natal, enquanto os judeus enfrentavam pogroms na Rússia, Polônia e Hungria. De 1924 a 1929 (a Quarta Aliá [9]), aproximadamente 82.000 vieram para sua terra natal, depois de enfrentar as políticas antissemitas na Polônia e cotas de imigração rígidas ditadas pelos EUA. De 1929 a 1939 (a Quinta Aliá [10]), quase 250.000 judeus voltaram para sua terra natal, escapando da perseguição nazista.

Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, os judeus eram atraídos pela terra de seus antepassados. Muitas orações judaicas falam de Jerusalém e da terra de Israel; quando os judeus oram, em qualquer lugar do mundo, eles viram-se em direção a Jerusalém em Israel. Judeus que enfrentavam ódio e opressão naturalmente buscaram refúgio em sua pátria religiosa e ancestral. Ainda ao desconsiderar os fatos históricos, Obama induz seus leitores a acreditarem que os judeus foram “incitados” a povoar sua terra natal.

Além disso, ao escrever que os imigrantes judeus “organizaram forças armadas altamente treinadas para defender seus assentamentos”, o Presidente Obama sabia ou deveria saber por que motivo os judeus tiveram que defender-se sozinhos. Mas, levando seus leitores a erros, ele omitiu o importante fato que os árabes os estavam atacando e assassinando [11].

Esta seria uma importante oportunidade para o Presidente Obama esclarecer aos seus leitores que a violência árabe e o terrorismo contra os judeus não começou depois que o Estado de Israel foi estabelecido em 1948, ou depois que Israel supostamente “ocupou” a Judeia e Samaria (uma região que a Jordânia renomeou para Cisjordânia após confiscá-la ilegalmente em 1948) e Gaza. Como Obama sabia ou deveria saber, a violência árabe e o terrorismo contra os judeus na “Palestina” eram problema sério mesmo antes de haver um Estado de Israel.

FALSIDADE DE OBAMA # 3 (nas páginas 623-24): “Os líderes sionistas aceitaram o plano [1947] [de dividir a Palestina em um Estado judeu e um Estado árabe], mas os “árabes palestinos, bem como os árabes das nações ao redor, que estavam emergindo do domínio colonial, objetaram intensamente. Com a retirada da Grã-Bretanha, os dois lados rapidamente entraram em guerra ”.

OS FATOS: Como o Presidente Obama certamente sabe, a escolha de palavras é importante. Ele escolheu se referir a “líderes sionistas”, ao invés de “líderes judeus” que aceitaram o plano de partilha, diminuindo a conexão judaica com a terra, e minimizando o fato de que aqueles que consideraram e aceitaram o plano de partilha eram judeus que queriam viver como uma nação em sua pátria religiosa e ancestral.

O que é ainda pior é a falsa descrição do Presidente Obama de que “os dois lados rapidamente entraram em guerra”. Como ele sabia ou deveria ter conhecimento, depois que os judeus aceitaram o plano de partilha e Israel declarou sua independência, os árabes não simplesmente “rejeitaram vigorosamente” o plano. Cinco nações árabes atacaram o incipiente estado judeu com o objetivo de destruí-lo. Israel não foi destruído, mas sofreu perdas devastadoras [12]. Quase 6.400 israelenses foram mortos e 15.000 foram feridos.

FALSIDADE DE OBAMA # 4 (p. 624): O estabelecimento do Estado judeu foi um “sonho realizado” para o povo judeu. “Mas para os cerca de setecentos mil árabes palestinos que se descobriram apátridas e expulsos de suas terras, os mesmos eventos fazem parte do que ficou conhecido como Nakba, ou ‘Catástrofe’”.

OS FATOS: Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, os árabes palestinos não “se descobriram apátridas”. Eles rejeitaram um Estado, então, se eles resolveram denominar a situação resultante como Nakba ou Catástrofe, foi uma decisão deles próprios. Além disso, antes do plano de partilha, nunca existiu um estado árabe palestino na região conhecida como Palestina.

O Presidente Obama também sabia ou deveria saber que a maioria dos árabes palestinos não foram “expulsos de suas terras”; eles saíram por sua própria decisão [13], ou foram encorajados [14] por seus líderes a sair, com base na suposição errada de que os árabes sairiam vitoriosos na guerra e Israel seria destruído. Na verdade, os líderes judeus pediram [15] aos árabes que viviam no que era chamado de Palestina para permanecer e tornarem-se cidadãos de Israel. Aproximadamente 160.000 árabes [16] ficaram e tornaram-se cidadãos israelenses.

O Presidente Obama também deveria ter sido mais cuidadoso na identificação do número de árabes palestinos afetados. Não mais que 650.000 [17] árabes palestinos teriam se tornado refugiados; um relatório do Mediador da ONU para a Palestina concluiu que o número era ainda menor – 472.000 [17].

Obama também sabia ou deveria saber que não houve apenas refugiados árabes resultantes da guerra árabe contra Israel. Ainda, enganando seus leitores, ele omite o fato importante de que depois que Israel foi estabelecido, houve mais de 800.000 [17] refugiados judeus que foram expulsos dos países árabes nos quais eles e suas famílias tinham vivido, muitos deles por séculos. Esses refugiados judeus tiveram que encontrar refúgio em outros lugares, e nunca foram recompensados pelos governos árabes que os perseguiu, confiscou seus bens e os forçou a abandonarem suas casas, perder seus meios de subsistência e suas comunidades.

FALSIDADE DE OBAMA # 5 (na p. 624): “Pelas próximas três décadas [depois do estabelecimento do Estado de Israel], Israel se envolveria em uma sucessão de conflitos com seus vizinhos árabes”.

OS FATOS: Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, Israel não “se envolveu em uma sucessão de conflitos com seus vizinhos árabes”. Na verdade, Israel se defendeu contra ataque trás ataque por países árabes e terroristas árabes cujo objetivo era a destruição de Israel.

FALSIDADE DE OBAMA # 6 (na p. 624): Durante a Guerra dos Seis Dias em 1967, “um número muito inferior de militares israelenses derrotou os exércitos combinados de Egito, Jordânia e Síria. No processo, Israel assumiu o controle da Cisjordânia e Jerusalém Oriental da Jordânia, Faixa de Gaza e Península do Sinai do Egito e as Colinas de Golã da Síria”.

OS FATOS: A descrição do Presidente Obama é enganosa e omite fatos essenciais. Como ele sabia ou deveria saber, os exércitos [18] do Egito, Jordânia, Síria e Líbano reunidos nas fronteiras de Israel – apoiado pelos exércitos do Iraque, Argélia, Kuwait e Sudão – deixando claro que seu objetivo era a destruição de Israel. Israel teve que agir para proteger-se da aniquilação.

Além disso, como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, quando Israel capturou a chamada Cisjordânia da Jordânia e a parte oriental de Jerusalém, estas terras, para começar, não eram da Jordânia. A Jordânia as ocupou em 1948 e as anexou ilegalmente em 1950.

Além disso, como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, nunca existiu um lugar chamado “Jerusalém Oriental” e o termo é portanto factualmente impreciso. Jerusalém [19] nunca foi uma cidade dividida até que a Jordânia conquistou o coração histórico dela (onde se encontram a Cidade Velha, o bairro judeu, o Monte do Templo, o Monte das Oliveiras, o bairro cristão e a Igreja do Santo Sepulcro), e expulsou seus judeus. Como o Presidente Obama também sabia ou deveria saber, Israel unificou a cidade de Jerusalém em 1967, restaurando o acesso a qualquer pessoa e a todos os locais religiosos lá existentes. A parte oriental de Jerusalém é simplesmente um bairro naquela cidade.

Além disso, Obama sabia ou deveria saber que imediatamente após a guerra, Israel estava pronto e disposto a se retirar dos territórios que adquiriu, em troca de paz. Mas os líderes árabes responderam com três não [20]: Não à paz com Israel, Não ao reconhecimento de Israel, e Não a qualquer negociação com Israel.

Ao omitir todos esses fatos críticos, Obama está induzindo a erro os seus leitores, levando-os a acreditar que Israel foi o agressor em 1967, que ocupou terras roubadas, e que esta “ocupação” está no caminho da paz na região. Todas essas conclusões são falsas.

FALSIDADE DE OBAMA # 7 (na p. 624): A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) surgiu após a Guerra dos Seis Dias, como um “resultado” de haver “palestinos vivendo nos territórios ocupados…”

OS FATOS: Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, a OLP não surgiu após a Guerra dos Seis Dias como resultado da vida de palestinos em territórios capturados por Israel. A OLP surgiu três anos antes da guerra, em 1964 [21], quando a Jordânia ocupava e controlava a chamada Cisjordânia e o Egito controlava Gaza.

Obama também sabia ou deveria saber que antes da guerra de 1967 a OLP não estava preocupada em buscar os “palestinos que vivem dentro dos territórios ocupados”. A OLP jamais solicitou à Jordânia ou ao Egito para criar um estado árabe palestino independente nesses territórios. O objetivo da OLP, estabelecido em seu estatuto [22], era a destruição de Israel.

FALSIDADE DE OBAMA # 8 (na p. 625): Durante o Encontro de Camp David, que ocorreu de 11 a 24 de julho de 2000, o então primeiro-ministro israelense Ehud Barak fez concessões incríveis pela paz [oferecendo-se para se retirar de 97% da Judeia e Samaria e toda Gaza, e fazer dos bairros árabes na parte oriental de Jerusalém, a capital de um novo Estado árabe palestino], mas “Arafat exigiu mais concessões… e as conversas entraram em colapso com recriminações”.

OS FATOS: Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, as negociações não simplesmente “entraram em colapso com recriminações”. Na verdade, Arafat rejeitou a oferta generosa de Israel, não fez nenhuma contraoferta e, imediatamente após a Cúpula de Camp David, em 28 de setembro de 2000, desencadeou a Segunda Intifada. Terroristas árabes financiados por Arafat assassinaram mais de 1.100 [12] israelenses e feriram mais de 8.000. Esses terroristas alvejaram inocentes homens, mulheres e crianças israelenses em ônibus, em restaurantes e nas ruas das cidades, incluindo o massacre [23] de judeus inocentes que celebravam juntos um Seder de Páscoa.

FALSIDADE DE OBAMA # 9 (nas páginas 625-26): a visita de Ariel Sharon ao Monte do Templo de Jerusalém – “um dos locais mais sagrados do Islã” em setembro de 2000 foi “deliberadamente provocativo” e uma “façanha” que “enfureceu os árabes de perto e de longe”.

OS FATOS: Obama implica erroneamente que a visita de Sharon ao Monte do Templo provocou a Segunda Intifada. Enganando seus leitores, ele omite o fato importante de que o Monte do Templo é “O” local mais sagrado do judaísmo.

Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, Arafat planejou a Segunda Intifada com bastante antecedência [24] à visita de Sharon ao Monte do Templo. Em março de 2001, a Associated Press informou que um ministro do gabinete palestino admitiu [25] que Arafat começou a tramar o terrorismo e violência em julho de 2000, depois de rejeitar as iniciativas de paz de Israel e os EUA

FALSIDADE DE OBAMA # 10 (na p. 626): “Os lançamentos de foguetes pelo Hamas a partir de Gaza contra as cidades da fronteira israelense [foram] respondidas por helicópteros Apache fornecidos pelos EUA aos israelenses, nivelando bairros de Gaza”.

OS FATOS: Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, Israel não responde a ataques de foguetes “nivelando bairros”. Ao contrário do Hamas – o grupo reconhecido pelos EUA como terrorista que governa Gaza e alveja deliberadamente civis inocentes – Israel ataca terroristas que disparam foguetes contra cidades e vilas israelenses.

Enganando seus leitores, Obama omite fatos importantes – que o Hamas usa civis árabes palestinos como escudos humanos [26] e lança foguetes contra Israel a partir de bairros residenciais, hospitais e mesquitas. Ele também omite notoriamente os passos extraordinários que Israel toma para evitar matar civis. Isso inclui folhetos aéreos e telefonemas [27] para avisar as pessoas sobre um ataque iminente, mesmo que isso signifique sacrificar o elemento surpresa e permitir que os terroristas escapem.

A descrição do Presidente Obama do “nivelamento de bairros por Israel” não condiz com a notável avaliação das ações israelenses por um grupo independente de especialistas militares ao redor mundo, após a guerra do Hamas em 2014 contra Israel. Estes especialistas militares concluíram [28] que “os esforços de Israel foram inteiramente justificados, apropriadamente concebidos e executados legalmente, e necessários na defesa da segurança nacional daquele país”. Esses especialistas, que ocupam cargos militares importantes nos EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha e outros países, relataram: “Nenhum país aceitaria a ameaça contra sua população civil apresentada por estes foguetes atirados aos centros populacionais israelenses”.

Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, todas essas informações seriam cruciais para compreender e avaliar as ações defensivas em Gaza. Mas ele deixou de incluir isso, negando informações a seus milhões de leitores.

FALSIDADE DE OBAMA # 11 (na p. 626): Após a morte de Arafat em 2004, “Gaza ficou sob o controle do Hamas e logo se viu sob um rígido bloqueio israelense”.

OS FATOS: O Presidente Obama omitiu flagrantemente os seguintes fatos essenciais, que levaram Israel a controlar sua fronteira com Gaza. Como Obama sabia ou deveria saber, em 2005, Israel se retirou unilateralmente [29] de Gaza e removeu os mais de 9.000 judeus que viviam lá, na esperança de que isso trouxesse paz. Desde 2005, não há um único civil ou soldado judeu em Gaza.

Obama também sabia ou deveria saber que a paz esperada que inspirou a retirada de Israel levou ao terrorismo. O grupo terrorista Hamas assumiu o controle de Gaza e bombardeou Israel com foguetes, morteiros e outros ataques terroristas que visavam deliberadamente civis israelenses. Israel teve que aumentar a segurança nas travessias de fronteira para impedir o Hamas de contrabandear armas e materiais para construir armas em Gaza, e para evitar que terroristas do Hamas se infiltrem nas fronteiras de Israel para assassinar civis israelenses. Ao mesmo tempo, Israel garante que centenas de caminhões cheios de alimentos [30], medicamentos e outros suprimentos humanitários sejam entregues em Gaza todos os dias. Por razões similares às de Israel, o Egito também estreitou sua fronteira com Gaza e colocou restrições ao que pode ser enviado.

O Presidente Obama sabia ou deveria saber de todos esses fatos. Mas ele omitiu todos eles, ludibriando seriamente seus leitores sobre as ações de Israel.

FALSIDADE DE OBAMA # 12 (na p. 626): “Atentados terroristas e ataques dentro de Israel tinham praticamente cessado, devido em certa medida ao fato de que Israel ergueu um muro de mais de seiscentos quilômetros de comprimento entre Israel e os centros populacionais palestinos na Cisjordânia, pontuado com pontos de checagem estrategicamente colocados para controlar o fluxo de trabalhadores palestinos para dentro e fora de Israel”.

OS FATOS: Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, Israel não construiu “um muro com mais de 600 quilômetros de comprimento”. Israel construiu uma cerca como medida de segurança necessária para impedir ataques terroristas que civis israelenses vinham sofrendo desde as chamadas Cisjordânia e Gaza. Apenas cerca de 15 milhas [31] desta barreira de segurança (menos de 3 por cento) é um muro de concreto de 9 metros de altura. O muro foi construído em áreas onde evitará que franco-atiradores árabes atirem em veículos israelenses, como fizeram por anos ao longo de algumas das principais estradas de Israel.

Além disso, como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, os postos de controle israelenses não foram criados “para controlar o fluxo de trabalhadores palestinos para dentro e fora de Israel”. Os pontos de controle são outra medida de segurança necessária, para evitar que terroristas árabes cruzem para Israel e cometam atentados suicidas, tiroteios, esfaqueamentos outras formas de violência que matam e mutilam israelenses inocentes.

Tal como a cerca de segurança, os postos de controle são um inconveniente. Nós nos EUA entendemos que devido às preocupações com o terrorismo, também devemos aceitar procedimentos de segurança intensos e incômodos em nossos aeroportos e em muitos edifícios. Mas essas medidas são necessárias e eficazes para salvar vidas. Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, se não houvesse terrorismo árabe, não haveria postos de controle e nenhuma cerca de segurança. Mas ele omitiu esses fatos, mascarando a seus leitores fatos sobre Israel.

FALSIDADE DE OBAMA # 13 (na p. 628): “A milhões de palestinos falta autodeterminação e muitos dos direitos básicos que até cidadãos de países não democráticos desfrutam. Gerações estão crescendo em um mundo faminto e encolhido do qual eles literalmente não podem fugir, seu cotidiano sujeito aos caprichos de uma autoridade distante, muitas vezes hostil e as suspeitas de rostos inexpressivos, de soldado carregando rifle exigindo ver seus documentos em cada posto de controle pelo qual eles passam”.

OS FATOS: Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, as condições sob as quais os árabes palestinos vivem na chamada Cisjordânia e em Gaza são atribuíveis às ações e decisões de seus próprios líderes, não de Israel. Obama omitiu os seguintes fatos essenciais: que os árabes palestinos poderiam ter seu próprio Estado, mas sua liderança rejeitou inúmeras ofertas de um Estado porque se recusou a aceitar a existência de um Estado judeu vizinho; que a maior parte dos árabes palestinos que vivem na “Cisjordânia” são governados pela Autoridade Palestina, não por Israel; que os árabes palestinos que vivem em Gaza são governados pelo Hamas, um grupo designado como terrorista pelos EUA, e não por Israel; e que em vez de direcionar os bilhões de dólares em ajuda [32] que são derramados em ambas as regiões pela comunidade internacional para atender às necessidades das pessoas que lá vivem, a maior parte dela vai para os bolsos de líderes árabes palestinos corruptos [33] que usam o dinheiro para enriquecer-se e promover sua guerra contra Israel.

No entanto, o Presidente Obama omitiu todos esses fatos críticos, iludindo os leitores a acreditar na falsidade que Israel tenha responsabilidade pelas dificuldades que os árabes palestinos enfrentam. Obama também dá um tiro ultrajante e imerecido contra os soldados israelenses – desumanizando e demonizando-os como “inexpressivos” e “carregadores de rifle” – soldados que estão simplesmente fazendo o que seria esperado de todo soldado dos EUA – salvaguardar vidas humanas do terrorismo e da violência.

FALSIDADE DE OBAMA # 14 (na p. 631): A preferência de Mahmoud Abbas, Presidente da Autoridade Palestina, para liderar os palestinos após a morte de Arafat, “em grande parte foi devido ao seu reconhecimento inequívoco de Israel e sua renúncia de longa data à violência”.

OS FATOS: Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, Abbas nunca reconheceu Israel como um Estado judeu. Em abril de 2009, quando o Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu a Abbas que reconheça Israel como um Estado judeu, para abrir negociações de paz, Abbas respondeu [34]: “Não aceito… Não é minha função dar uma descrição do Estado. Nomeie-se República Socialista Hebraica – não é da minha conta”. Em novembro de 2014, Abbas afirmou [35] que “nós [os árabes palestinos] nunca reconheceremos o fator judaico do Estado de Israel”.

Além disso, como Obama sabia ou deveria saber, Abbas nunca renunciou à violência. Na verdade, ele a glorificou e a incentivou [36], nomeando ruas, escolas e equipes esportivas com o nome de terroristas árabes que assassinaram judeus e ele recompensa terroristas e suas famílias por toda a vida com pensões por assassinar judeus. Quanto mais hediondo o crime, maior a pensão.

Além de promover falsidades sobre Abbas, o Presidente Obama omitiu fatos cruciais sobre Abbas que demonstram sua hostilidade para com judeus e Israel. Como Obama sabia ou deveria saber, Abbas é um negacionista do Holocausto [37] de longa data, que afirma que o número de judeus assassinados foi grosseiramente exagerado (Abbas diz que foi um milhão de judeus, não seis milhões), e ele afirma desprezivelmente que os judeus ajudaram perpetrar o Holocausto.

Como o Presidente Obama também sabia ou deveria saber, Abbas é racista; ele deixou claro que se houver um estado árabe palestino, será Judenrein [38], ou seja, livre de judeus: “Em uma resolução final, não veremos a presença de um único israelense – civil ou soldado – em nossas terras”. Sob a liderança de Abbas, até mesmo vender terras [39] para judeus israelenses é traição punível com morte.

Ao omitir todos esses fatos, o Presidente Obama faz distorções a seu leitores, levando-os a acreditar que Abbas aceita Israel e seu caráter de um Estado judeu, e que ele está genuinamente comprometido em fazer a paz com Israel. Nada disso é verdade.

FALSIDADE DE OBAMA # 15 (na p. 627): “… quase todos os países no mundo consideram a ocupação por Israel dos Territórios da Palestina como uma violação do direito internacional…”

OS FATOS: Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, não há consenso de que as comunidades judaicas na Judeia e Samaria sejam ilegais. Numerosas autoridades legais afirmam o direito legal da presença das comunidades israelenses estarem lá.

Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, é impreciso referir-se à Judeia, Samaria e Jerusalém como “Territórios palestinos”. Na verdade, Israel tem o direito a essas áreas de acordo com o direito internacional, incluindo a Resolução de San Remo [40], o Mandato Britânico [4], o Tratado Anglo-Americano de 1924 [41] e Artigo 80 da Carta da ONU [42]. Os judeus vivem nesses territórios desde os tempos antigos, exceto entre 1948 a 1967, quando a Jordânia os ocupou ilegalmente e expulsou os judeus. Esses territórios nunca pertenceram à Jordânia ou aos árabes palestinos, que nunca tiveram soberania ou direitos soberanos lá, ou em qualquer parte do que ficou conhecido como Palestina.

Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, seria impreciso para ele se referir à Judeia, Samaria e Jerusalém Oriental como “ocupado.” Israel não pode ser chamado de ocupante de terras nas quais Israel tem o direito soberano legítimo.

Quanto à referência de Obama ao direito internacional, a Quarta Convenção de Genebra [18] proíbe a transferência forçada de pessoas de um Estado para o território de outro Estado que o primeiro Estado tenha ocupado como resultado de uma guerra. Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, os judeus nunca foram forçados a ir para esses territórios; eles realmente mudaram-se para lá voluntariamente, de volta a um lugar onde seus ancestrais viviam antes de serem expulsos pela Jordânia em 1948.

Além disso, como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, nenhum Presidente dos Estados Unidos [43] desde Jimmy Carter descreveu as comunidades na Judeia e Samaria como ilegais ou uma violação da lei internacional. Vergonhosamente, durante os últimos dias de Obama na presidência, os EUA se abstiveram [44] no Conselho de Segurança da ONU frente a uma resolução que exigia que Israel “cessasse imediatamente e completamente todas as atividades de assentamento no território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental”. A resolução também declarou que o estabelecimento de assentamentos por Israel “não tem validade legal e constitui uma violação flagrante do direito internacional”. Foi a abstenção da administração Obama que garantiu a aprovação da resolução. A resolução foi um grande afastamento dos vetos anteriores dos EUA em resposta a décadas de medidas anti-Israel da ONU.

O dano causado pelo Presidente Obama foi em grande parte desfeito em Novembro de 2019, quando o Secretário de Estado deixou claro [45] que as comunidades judaicas na Judeia e Samaria não são ilegais sob o direito internacional e não são uma “barreira para a paz”. Obama sabia ou deveria saber de todos esses fatos, mas ele os omitiu, enganando leitores para acreditarem na falsidade de que a Judéia e Samaria, incluindo a parte oriental de Jerusalém, são territórios palestinos, e que as comunidades judaicas lá são ilegítimas e ilegais.

As hostilidades pessoais de Obama enganam irresponsavelmente os leitores sobre Israel e judeus.

Em “A Promised Land”, o presidente Obama opina que os israelenses tornaram-se menos inclinados a negociações de paz com os árabes palestinos. Além disso, ele expressa seus pontos de vista sobre o porquê existe tal apoio a Israel entre os americanos. Embora Obama certamente tenha o direito às suas opiniões, elas são claramente mais fundamentadas em sua hostilidade para com Israel – e os judeus – do que eles são em fatos e verdades – e, portanto, vale a pena abordar isso aqui.

Na opinião de Obama, “as atitudes israelenses em relação às negociações de paz se endureceram, em parte porque a paz já não parecia mais tão crucial para garantir a segurança e a prosperidade do país” (p. 626). Obama pinta uma imagem negativa e egoísta dos israelenses como se estivessem desinteressados na paz. A imagem é falsa e ofensiva.

Como o Presidente Obama sabia ou deveria saber, a história comprova o compromisso inabalável de Israel com o processo de paz, até mesmo ao ponto de fazer concessões unilaterais – como desenraizar judeus de suas casas e comunidades em Gaza – na esperança de que isso traria paz. A história prova que os líderes israelenses fizeram repetidas, abrangentes e generosas ofertas de paz aos líderes árabes palestinos, que foram rejeitadas e muitas vezes respondidas com mais terrorismo e violência, não com paz.

A história prova que a liderança árabe palestina não aceita a existência de um Estado judeu na região, e que seu objetivo permanece a destruição de Israel. São certamente esses fatos históricos que influenciaram as atitudes israelenses em relação à paz – mas Obama as omite, mascarando aos leitores a dúvida do compromisso de Israel com o processo de paz e sua disposição de viver pacificamente na região

Além disso, o Presidente Obama atribui o forte apoio bipartidário a Israel no Congresso a “preocupações sobre enfrentar o Comitê de Assuntos Públicos de Israel (AIPAC), uma poderosa organização de lobby bipartidária dedicada a garantir a firmeza do apoio a Israel pelos EUA” (p. 628). Significativamente, Obama omite que tantos membros do Congresso entendem perfeitamente a história da guerra árabe contra Israel; que as casas e comunidades israelenses no coração da terra judaica não são os obstáculos para a paz; e que é a própria existência de um Estado judeu na região seja o verdadeiro problema.

A maioria dos membros do Congresso também entende que Israel é a única democracia reluzente no Oriente Médio; que Israel compartilha os valores e interesses dos EUA; e que Israel é o aliado mais confiável do nosso país. Estas são as razões pelas quais há apoio bipartidário a Israel – não por causa de alguma suposta preocupação com a AIPAC. Ao expressar tal hostilidade para com Israel, Obama entra perigosamente na promoção de estereótipos antissemitas [46] sobre o poder dos judeus e o controle judaico sobre o governo.

O livro de Obama está repleto de erros e omissões que deveriam ter sido identificados e corrigidos antes de seu livro ser publicado. Isto afeta a credibilidade dele e a vossa também. Presumimos que vocês desejem leitores que confiem em vocês e em suas publicações, especialmente uma de autoria de um ex-presidente dos EUA. “A Promised Land” deve ser recolhido e corrigido. No mínimo, a versão digital do livro e as edições impressas futuras devem ser revisadas para refletir os fatos. Além disso, o segundo volume do livro do Presidente Obama deve incluir um capítulo inicial que corrija suas falsidades e declarações enganosas, e forneça os fatos materiais que ele omitiu no volume um.

A descrição de “A Promised Land” do Presidente Obama diz ser o “relato fascinante e profundamente pessoal da história em construção”. Os leitores contam com – e merecem – a verdade.

Obrigado por levar em consideração nossas preocupações. Estamos ansiosos por sua resposta.

Muito sinceramente seus,

Morton A. Klein, Presidente Nacional

Mark S. Levenson, Presidente do Conselho

Susan B. Tuchman, Centro de Lei e Justiça

 

Notas de Rodapé

[1] https://apnews.com/article/barack-obama-a-promised-land-book-sales-dbca68b89387c5d825f3d2ec65d43ec3
[2] https://www.nytimes.com/2019/09/22/business/publishing-books-errors.html
[3] https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/images/mf2017.pdf#page=10
[4] https://www.jewishvirtuallibrary.org/text-of-the-british-mandate-for-palestine
[5] https://www.jewishvirtuallibrary.org/population-of-jerusalem-1844-2009
[6] https://www.jewishvirtuallibrary.org/the-first-aliyah-1882-1903
[7] https://www.jewishvirtuallibrary.org/the-second-aliyah-1904-1914
[8] https://www.jewishvirtuallibrary.org/the-third-aliyah-1919-1923
[9] https://www.jewishvirtuallibrary.org/the-fourth-aliyah-1924-1929
[10] https://www.jewishvirtuallibrary.org/the-fifth-aliyah-1929-1939
[11] https://www.jewishvirtuallibrary.org/arab-riots-of-the-1920-s
[12] https://www.jewishvirtuallibrary.org/total-casualties-arab-israeli-conflict
[13] https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/images/mf2017.pdf#page=153
[14] https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/images/mf2017.pdf#page=157
[15] https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/images/mf2017.pdf#page=152
[16] https://www.jewishvirtuallibrary.org/myths-and-facts-the-refugees#c
[17] https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/images/mf2017.pdf#page=149
[18] https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/images/mf2017.pdf#page=57
[19] https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/images/mf2017.pdf#page=225
[20] https://www.jewishvirtuallibrary.org/the-khartoum-resolutions
[21] https://www.jewishvirtuallibrary.org/history-and-overview-plo
[22] https://www.jewishvirtuallibrary.org/the-original-palestine-national-charter-1964
[23] https://mfa.gov.il/MFA/MFA-Archive/2002/Pages/Passover%20suicide%20bombing%20at%20Park%20Hotel%20in%20Netanya.aspx
[24] https://www.jewishvirtuallibrary.org/myths-and-facts-online-the-147-al-aksa-intifada-148#a1
[25] https://web.archive.org/web/20201001092627/https:/www.deseret.com/2001/3/3/19572861/palestinian-says-rioting-was-planned
[26] https://www.jewishvirtuallibrary.org/videos-of-hamas-human-shield-use
[27] https://www.jewishvirtuallibrary.org/examples-of-idf-warnings-to-gaza-civilians-during-operation-cast-lead
[28] https://www.thejc.com/news/israel/the-idf-is-the-most-ethical-army-in-world-say-military-experts-1.64004
[29] https://mfa.gov.il/MFA/AboutIsrael/Maps/Pages/Israels%20Disengagement%20Plan-%202005.aspx
[30] https://mfa.gov.il/mfa/foreignpolicy/aid/pages/israel_humanitarian_aid.aspx
[31] https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/images/mf2017.pdf#page=94
[32] https://www.jewishvirtuallibrary.org/where-does-the-palestinian-aid-money-go
[33] https://www.jpost.com/israel-news/corruption-a-major-cause-of-palestinian-suffering-comment-588850
[34] https://israeled.org/abbas-publicly-refuses-recognize-israel-jewish-state/
[35] https://www.timesofisrael.com/abbas-palestinians-will-never-recognize-israel-as-jewish-state/
[36] https://www.jpost.com/opinion/how-moderate-and-secular-is-fatah-589608
[37] https://www.tabletmag.com/sections/news/articles/mahmoud-abbas-still-a-holocaust-denier
[38] https://www.reuters.com/article/us-palestinians-israel-abbas/abbas-wants-not-a-single-israeli-in-future-palestinian-state-idUSBRE96T00920130730
[39] https://abcnews.go.com/International/wireStory/palestinian-life-sentence-land-sale-israelis-60091516
[40] https://www.jewishvirtuallibrary.org/the-san-remo-conference
[41] https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/History/US_UK_Convention_1924.pdf
[42] https://www.jewishvirtuallibrary.org/charter-of-the-united-nations
[43] https://www.cnn.com/2019/11/18/politics/pompeo-west-bank-settlements-announcement/index.html
[44] https://www.nytimes.com/2016/12/23/world/middleeast/israel-settlements-un-vote.html
[45] https://www.jpost.com/israel-news/west-bank-settlements-not-illegal-us-decides-in-historic-us-policy-shift-608222
[46] https://www.holocaustremembrance.com/resources/working-definitions-charters/working-definition-antisemitism
[47] https://zoa.org/wp-content/uploads/2021/03/ZOA-Letter-to-Publisher-of-Obamas-A-Promised-Land-2-23-21.pdf

One thought on “Falsidades, declarações enganosas e omissões materiais em “A Promised Land,” de Barack Obama

  • 16 de março de 2021 em 23:41
    Permalink

    Caro Marcos,
    Parece que nos conhecemos a muito tempo pela grande semelhança dos nossos pontos de vista. Belo trabalho apresentado acima. Mostrou domínio sobre a matéria e excelente análise comparativa.
    Tenho preocupação com as noticias tendenciosas realizadas pela imprensa em geral no Brasil, dando a entender que existe uma poderosa orientação em cima destes polos de influência de opinião.
    O teu trabalho, para mim, mostra claramente um destes polos, o Obama, pintando o retrato de Israel de cores cinzas e colorindo a posição árabe. Nenhum país arabe é tão indefeso assim…

    Está difícil para mim, acreditar por completo na existência de uma (ou várias) inteligência, que possua um poder forte o bastante para coordenar uma estratégia, mesmo a longo prazo, com vistas a mudar e controlar as coisas deste mundo. Parece impossível, não é mesmo?
    Atenciosamente
    Marcos de Figueiredo

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