Hackers se aproveitam do cornonavírus para roubar dados

Segundo um estudo da Check Point Software Technologies, uma empresa israelense na área da cibersegurança, em várias partes do mundo hackers estão se aproveitando do pânico que o novo coronavírus está gerando para roubar informações pessoais.

A empresa divulgou que desde o início de janeiro, já estavam registrados globalmente mais de 4.000 domínios relacionados com o coronavírus e que desses, pelo menos 5 por cento são maliciosos e outros 5 por cento são suspeitos.

“A taxa maliciosa dos domínios relacionados com o coronavírus é 50 por cento maior que a taxa geral de todos os que foram registrados no mesmo período”, explicou a Check Point.

Na maioria dos casos, os piratas informáticos estão utilizando esses domínios para tentativas de phishing, de modo a terem acesso a informações pessoais, como detalhes bancários e de cartão de crédito ou senhas. Esta prática é considerada um crime cibernético. A Check Point afirma ter descoberto um phishing direcionado a organizações locais em Itália.

“Devido ao número de casos de infecção o por coronavírus que foram documentados na sua área, a Organização Mundial da Saúde preparou um documento que inclui todas as precauções necessárias contra a infeção. É altamente recomendável que se leia o documento anexo a esta mensagem”, esse é o texto de um email que foi enviado a mais de 10 por cento de todas as organizações na Itália.

Se o utilizador clicou no documento para “ativar a edição” ou “ativar o conteúdo”, automaticamente fez o download do Ostap Trojan-Downloader. Este truque é uma porta de entrada para uma possível invasão.

Outro caso que a empresa detectou como falso, foi uma carta que supostamente tinha sido assinada por um médico italiano que pertencia à Organização Mundial de Saúde. A Check Point fez uma pesquisa  e não conseguiu encontrar nenhum médico com o nome assinado na carta.

A Check Point alertou os utilizadores para serem mais cautelosos durante este período e para abrirem anexos apenas de fontes conhecidas. “Uma cura exclusiva para o coronavírus por 150 euros normalmente não é uma oportunidade de compra confiável”, finalizou a empresa.

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