Liberman registra queixa sobre ameaças de morte

O ministro das Finanças, Avigdor Liberman, apresentou uma queixa policial na quinta-feira sobre uma série de ameaças de morte que recebeu online.

Liberman foi inundado com mensagens de ódio, nas redes sociais, além de críticas intensas sobre o alto custo de vida e sobre uma série de reformas visando reverter benefícios especiais ou isenções concedidas à comunidade haredi e instituições religiosas.

“O que vamos beber no funeral de Liberman? Uísque ou conhaque?” dizia um post entre vários vazados para o Canal 12.

“Você arruinou o país com esses preços. Estou morrendo de vontade de matá-lo se me deparar com você. Prepare-se. Será com faca ou machado???” escreveu um indivíduo no Instagram.

“Derrube aquele canalha gordo. Derrube-o para todo o sempre”, dizia outra mensagem.

No mês passado, o rabino Meir Mazuz, de Bnei Brak, classificou Liberman e outros ministros como traidores que eram “piores que os nazistas” por causa de uma série de reformas governamentais.

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Mazuz, diretor da Yeshiva Kisse Rahamim, fez os comentários em uma palestra durante a qual alegou que o governo procura “sufocar os estudantes da Torá” enquanto “dá o máximo possível aos árabes”.

“Temos gente ruim. Estamos esperando que eles passem deste mundo”, disse Mazuz, referindo-se a Liberman, ao ministro do Exterior, Yair Lapid, e outros membros do governo.

Liberman foi particularmente criticado depois de dizer que algumas yeshivot ensinam principalmente ociosidade, ameaçando novos cortes no financiamento por não ensinarem as disciplinas básicas do currículo.

O deputado do Likud, Israel Katz, afirmou que Liberman estava “se comportando como o maior antissemita da história” ao promover suas reformas.

Nas últimas semanas, foram apresentadas denúncias policiais semelhantes sobre ameaças de morte ao primeiro-ministro Naftali Bennett, ao líder da oposição, Benjamin Netanyahu e ao deputado de extrema-direita Itamar Ben Gvir.

Fonte: The Times of Israel
Foto: Preiss /MSCCC BY 3.0 DE (Wikimedia Commons)