Monte do Templo fechado para judeus até o fim do Ramadã

O primeiro-ministro Naftali Bennett decidiu fechar o Monte do Templo para os judeus pelo resto do mês sagrado muçulmano do Ramadã, a partir desta sexta-feira.

Os ativistas do Monte do Templo dizem que o período de fechamentos anteriores foram de no máximo 3 a 4 dias, e não os 12 como planejado desta vez.

Centenas de manifestantes árabes entraram em confronto com a polícia no Monte do Templo na sexta-feira, depois de se entrincheirarem na mesquita de Al Aqsa e atirarem pedras nos policiais.

No domingo, os árabes tentaram bloquear os visitantes judeus no Monte do Templo colocando pedras nas passagens usadas pelos judeus.

Cinco pessoas ficaram feridas quando pedras foram jogadas em ônibus que transportavam fiéis para o Muro das Lamentações.

A violência ocorre após uma série de ataques terroristas árabes em Israel que deixaram um saldo de 14 israelenses mortos e dezenas de feridos.

O fechamento também coincide com a primeira demanda de Mansour Abbas e seu partido islâmico Ra’am, como condição para seu retorno à coalizão de Bennett. Essa exigência é o fim de todas as orações judaicas no Monte do Templo.

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Israel tem sido criticado por sua resposta à violência no Monte do Templo pela Jordânia e pelos Emirados Árabes Unidos, que acusaram Israel de violar a liberdade de culto dos muçulmanos na Mesquita de Al Aqsa ao responder aos tumultos e ataques aos fiéis judeus no Muro das Lamentações.

Nem a polícia nem o Gabinete do Primeiro-Ministro emitiram uma declaração confirmando o fechamento para não-muçulmanos.

O ministro da Cooperação Regional, Esawi Frej, um parlamentar árabe israelense cujo escritório trabalha para promover laços com países vizinhos, expressou seu apoio à medida.

“É uma decisão de um governo que busca acalmar as tensões e não fazer o jogo dos provocadores que estão tentando transformar os lugares sagrados em um fósforo que acende um fogo”, disse ele.

Esta quarta-feira apresentará um desafio extra, já que ativistas israelenses estão se preparando para uma marcha pela Cidade Velha de Jerusalém, que passará pelo portão de Damasco, no bairro árabe da cidade. A polícia, em princípio, se recusou a autorizar a marcha, mas teria mantido conversas com os organizadores na noite de terça-feira.

A “marcha das bandeiras” é tradicionalmente realizada em partes da Cidade Velha para o Dia de Jerusalém, que marca a reunificação da cidade depois que as forças israelenses capturaram Jerusalém Oriental, incluindo a Cidade Velha e seus locais sagrados, da Jordânia na Guerra dos Seis Dias de 1967.

O desfile do ano passado foi remarcado depois que o Hamas disparou foguetes contra Jerusalém durante a marcha, provocando 11 dias de intensos combates entre Israel e grupos terroristas palestinos na Faixa de Gaza.

Autoridades expressaram preocupação de que uma erupção semelhante de violência possa eclodir este ano devido às tensões em Jerusalém e à confluência de grandes feriados religiosos.

Fontes: Jewish Press, Israel National News e The Times of Israel
Fotos: Wikimedia Commons e PxHere

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