O viés antissemita do New York Times

Por Deborah Srour Politis

Mais uma vez a mídia esquerdista escancara sua parcialidade e antissemitismo.

O jornal The New York Times publicou na semana passada, uma “investigação” sensacional atacando as Escolas Hassídicas, as Yeshivot Regionais de Nova York.

A grande queixa do artigo é que judeus, especialmente judeus religiosos, mantêm-se separados, não se integram na sociedade e não respeitam os valores liberais que os “investigadores” defendem. O artigo ataca primeiro o tipo de educação que os judeus ortodoxos recebem, o que eles acreditam e o que eles não estudam. É irrelevante que no final, as taxas de uso de drogas, a dissolução familiar e doença mental sejam muito menores entre os chamados “chapéus pretos” do que em qualquer outra comunidade americana.

Depois, o artigo ataca o fato de que como muitas escolas particulares, as Yeshivas recebem dinheiro do governo para fornecer uma educação que o New York Times não aprova. Sem dúvida, é melhor dar a uma criança de 8 anos a escolha de ser menino ou menina, e começar tratamento hormonal, do que ensiná-la valores religiosos. Sim, isso está realmente acontecendo em muitas escolas públicas em todo o país.

Não há dúvida de que todas as comunidades religiosas estão muito preocupadas com estas insanidades que a esquerda está tentando impor aos americanos e procuram guiar seus alunos em uma direção diferente. Isso parece muito irritante para os repórteres, que alegam que a punição corporal é excessiva nas Yeshivot apesar de todos os entrevistados terem veementemente negado que ela aconteça. Mas o importante é que estes “repórteres” acreditam que a violência existe porque eles são os liberais de esquerda.

O New York Times também mostra seu viés ao falar de grupos específicos. O Lubavitch é a denominação judaica que mais cresce, com mais de 4.500 Chabad Houses em todo o mundo. O artigo então afirma levianamente que esses judeus ensinam a seus filhos o inglês correto, porque são “missionários”. Nada pode estar mais longe da verdade e, de fato, é uma difamação flagrante. O Chabad existe para educar e fornecer uma oportunidade para judeus que estão buscando esta educação. Eles evitam qualquer coisa que pareça ser missionária. É esse tipo de comentário do New York Times que mostra a mentalidade dos repórteres e a total falta de credibilidade deste artigo.

Ainda, em sua exposição, o jornal tenta comparar as comunidades hassídicas com as escolas comunitárias negras mais pobres de Nova York, escrevendo que as judaicas são ainda pior. No entanto, o jornal não compara o que acontece com esses alunos dentro e fora da escola; as taxas comparativas de crime, prisão, gravidez adolescente, divórcio, alienação e doença mental. Isso mostra o viés repulsivo do jornal, e o nível a que ele se rebaixa para insultar um grupo, no interesse do elitismo de esquerda. Talvez o que está errado com a educação americana é que não temos mais escolas controladas por pais com fortes valores morais, sociais e religiosos.

Os repórteres também reclamam do fato que estudantes da Yeshivah não conseguem os tipos de trabalho que eles acreditam os estudantes deveriam ter. No entanto, eles não falam se estes graduados das Yeshivot têm dificuldades financeiras, porque a comunidade em grande parte cuida dos seus. É uma pena que não tenhamos mais disso na América e no resto do mundo.

Mas pior ainda, os repórteres castigaram as Yeshivot por não terem cooperado com eles para o artigo e pedem para aqueles que tiverem mais informações, mais estórias feias sobre a comunidade, para entrarem em contato. Eles chegaram ao cúmulo de traduzir o artigo para o Yidish para difamar aqueles com os quais eles discordam.

Quer o New York Times queira ou não, os judeus ortodoxos vão buscar seu próprio sistema de valores. E esse sistema não é o que a esquerda politicamente aceitável endossa. O artigo faz menção às diferenças políticas que os judeus ortodoxos têm com a esquerda liberal de Nova York e o fato de usarem seu poder político para beneficiar a comunidade. Bom dia! Isso se chama a América!

Sobre o antissemitismo, o artigo implica que a culpa é dos judeus hassídicos pela maneira como se vestem e não se misturam da maneira que o New York Times considera aceitável.

Esta “exposição” é um golpe grosseiro, mal investigado e mal escrito sobre uma comunidade cujo sistema de valores, crenças educacionais e deveres religiosos são diretamente opostos aos formuladores pelo jornal. Graças a D-us, mais e mais pessoas estão começando a perceber que o New York Times entrou no que chamamos de imprensa marrom, para atacar e minar aqueles com cuja opinião o conselho editorial discorda.

Foto: diluvi.com Anna i Adria, CC BY 2.0 (Wikimedia Commons)

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