Os desastres da política de Biden chegam a Israel

Por Deborah Srour

Em menos de 10 meses, Joe Biden conseguiu destruir não só a economia americana, mas dividir este país de modo irreversível.

A primeira coisa que ele fez ao assumir o governo, em janeiro, foi de cancelar o oleoduto que ligava o Canadá às refinarias no Texas no sul dos Estados Unidos. Além das dezenas de milhares de empregos perdidos com apenas uma canetada deste inconsequente, o preço da gasolina foi para o espaço gerando uma crise no transporte americano.

Trump tinha alcançado a suficiência americana do petróleo. Biden foi obrigado a implorar à OPEC para aumentar a produção e exportação para os Estados Unidos pagando, é claro, muito mais caro. Por causa da alta do combustível, milhares de motoristas de caminhão abandonaram seu trabalho causando um congestionamento nunca antes visto nos portos, justo antes do Natal.

A rendição americana ao Talibã, para que Biden pudesse anunciar o fim da guerra no Afeganistão no 20º aniversário do ataque terrorista de 11 de setembro já está tendo consequências nefastas. Milhares de americanos e colaboradores afegãos hoje estão sendo caçados impiedosamente, torturados e mortos por estes neandertais (sem querer ofender os neandertais) porque foram deixados para trás. Não só os Talibãs voltaram ao poder, mas voltaram armados até os dentes com nada menos do que 85 bilhões de dólares em armas e equipamentos.

Até agora não ouvimos qualquer crítica de Biden à China. Não só o partido comunista chinês mentiu ao mundo sobre a origem e o contágio do vírus da Covid-19, causando um dano incalculável ao mundo em vidas e na economia, mas vendo um governo americano fraco, senil e indiferente, agora a China se sente empoderada e no direito de ameaçar Taiwan.

E sobre a Covid, Biden decidiu que a América deve a ele o rápido desenvolvimento da vacina – que é uma grande mentira. Ela é toda devida a Trump. Biden sim é responsável por ter estabelecido metas pobres para a sua distribuição e de liderar uma campanha completamente confusa a nível federal. Mais pessoas morreram neste ano com Biden e com a vacina que no governo de Trump. Mas ele continua a demonizar governadores republicanos que não seguiram os limites federais apesar de eles terem tido menos mortes que estados democratas que impuseram restrições extremas.

A situação na fronteira sul com o México está um verdadeiro desastre. Mais de dois milhões de ilegais do mundo inteiro entraram nos Estados Unidos junto com milhares de drogas e tráfico de crianças e meninas que são estupradas no caminho. Centenas de crianças abandonadas, depois de serem jogadas de muros. Nesta semana, traficantes vestidos com equipamento tático enfrentaram a polícia de fronteiras para garantir seu domínio na região e garantir a passagem das drogas. Nenhum destes ilegais é checado se tem ou não Covid, mas são processados e soltos em vários estados americanos, especialmente estados republicanos.

E justamente quando o desemprego estava começando a cair após a pandemia, Biden reinstituiu regulamentações que tornam mais difícil a contratação de pessoas e sugeriu um plano de gastos de US$ 8 trilhões – incluindo US$ 1 trilhão em projetos de infraestrutura não relacionados à infraestrutura e outros US$ 3,5 trilhões em projetos absurdos como a proteção e estudo dos peixes do deserto e borboletas – taí, eu não sabia que no deserto tinha peixe.

É como se ele estivesse revivendo intencionalmente a desastrosa presidência de Jimmy Carter. Os gastos violentos de Biden não criarão empregos. Ele continuará a aumentar a inflação, enfraquecerá o dólar americano, enfraquecerá as contas de aposentadoria e levará os democratas a aumentarem os impostos. Ele está fazendo tudo o que pode para prejudicar a economia e manter a depressão.

Mas a maior das falhas de Joe Biden é sua incapacidade de reconhecer sua própria incompetência. Desde a sua primeira eleição, há 49 anos, não há uma única coisa positiva que ele tenha contribuído para a América ou para os americanos. Ele continua a implementar e impor seus fracassos à esta nação. Custa aos americanos seus empregos, sua paz de espírito e agora suas vidas. Tudo o que ele põe a mão, ele estraga. E por quê? Para agradar a ala radical, a ala comunista do partido democrata.

E sua incompetência agora alcançou Israel.

Sem pesar as consequências, e somente para agradar os pró-palestinos do seu partido como Ilhan Omar e Rashida Talib, a administração Biden avisou Israel que pretende abrir um consulado em Jerusalém para os palestinos. Ambos o ministro das Relações Exteriores, Yair Lapid, e o primeiro-ministro Naftali Bennett, explicaram a Biden e ao seu governo, o perigo que uma decisão desta trará, que poderá derrubar os alicerces da frágil coalizão governamental do governo de Israel.

Membros da coalizão como Ayelet Shaked já avisaram seus colegas que, se um consulado for aberto em Jerusalém, eles deixarão a coalizão.

Mas até agora os americanos se recusam a ceder. Biden parece determinado a prosseguir com o consulado, e o secretário de Estado Antony Blinken repetiu esse compromisso na quarta-feira quando disse que os EUA planejam “avançar no processo de abertura de um consulado como parte do aprofundamento dos laços com os palestinos”.

O absurdo é que os Estados Unidos querem abrir um consulado para uma entidade estrangeira, inimiga de Israel, em sua própria capital. E quem este Consulado irá servir? Os palestinos da Judeia, Samaria e Gaza não podem entrar em Israel sem permissão especial. Por que abrir um consulado em Jerusalém? Por que não em Ramallah, onde está oficialmente a sede do governo da Autoridade Palestina e lá poderá atender os palestinos? Isto sem falar que o país que abriga embaixadas e consulados tem que dar sua permissão, colocando Israel numa saia justa com os Estados Unidos.

As autoridades israelenses vêm tentando há semanas encontrar diferentes maneiras criativas de convencer os americanos de que o consulado é uma má ideia. Os americanos dizem que seguirão em frente com a mudança, e Israel diz que não vai permitir. Qual vai ser?

A abertura de um consulado em Jerusalém é um problema muito maior do que apenas dificuldades técnicas que irá criar. Outros países podem seguir o exemplo e fazerem o mesmo, e também poderá derrubar o governo de Israel, mas o maior problema é que vai minar uma verdade histórica: Jerusalém tem sido a capital do povo judeu desde que o rei Davi se mudou para lá e assim a declarou.

Em vez disso, a abertura de um consulado oferece uma falsa narrativa que tornará os palestinos ainda mais intransigentes em futuras negociações de paz com Israel. O governo Biden pode pensar que está “aprofundando os laços com os palestinos”, mas o que realmente está fazendo é dar a eles uma falsa esperança de que um dia receberão Jerusalém.

E isso não vai acontecer.

Não apenas um consulado em Jerusalém servirá a esta mentira, mas também prejudicará qualquer avanço nas negociações. Os governos americano e europeus, por décadas, apoiaram e financiaram as reivindicações palestinas de Jerusalém – bem como o “Direito de Retorno” – instilando na liderança de Ramallah a falsa esperança de que tudo isso é possível alcançar. Mas até agora, em vez de conseguir a paz, essa política levou a uma intransigência obstinada e a um impasse diplomático com os palestinos.

As negociações de paz falharam porque os palestinos sempre dizem não. Yasser Arafat disse não em Camp David, e Mahmoud Abbas disse não desde então: em 2008, quando ele negociou com Ehud Olmert, em 2014 com Netanyahu, e em 2019 com Trump. É sempre a mesma resposta. Sempre não.

Como isso muda? Definitivamente, não dando aos palestinos a falsa esperança de que um dia Jerusalém será novamente dividida, ou deixando-os acreditar que podem alcançar a meta de declarar um pedaço de Jerusalém sua capital sem ter que fazer uma única concessão.

Este é o verdadeiro perigo do que os americanos estão planejando. Abrir um consulado não aprofunda os laços com os palestinos, como disse Blinken. Isso aprofunda o conflito, garantindo que ele continuará por ainda mais tempo.

Em vez disso, o governo americano deveria mostrar aos palestinos e israelenses que alguns fatos já são pontos pacíficos. Um: que Jerusalém é a capital de Israel; dois: querem um consulado? Ok. Vamos abrir um em Ramallah. Isso permitirá uma abordagem mais realista, minimizando o conflito, garantindo que a questão mais intratável – o status de Jerusalém – permaneça fora da mesa.

Em vez de prosseguir com o consulado, Biden deveria fazer com Israel o que faz com a China: ficar fora desta. Deixe as partes se resolverem. Cada vez que isso aconteceu, Israel fez a paz: primeiro com o Egito e depois com a Jordânia e agora com os Acordos de Abraão.

Mas com ou sem os americanos, a paz para ser duradoura não pode ser construída em fundações falsas ou sonhos mentirosos. Este é o caminho da paz: vencer o mal com o bem, a falsidade com a verdade e o ódio com a tolerância.

Foto: Gage Skidmore from Surprise, AZ, United States of America, CC BY-SA 2.0 (Wikimedia Commons)

One thought on “Os desastres da política de Biden chegam a Israel

  • 19 de outubro de 2021 em 11:12
    Permalink

    Biden esta fazendo uma péssima
    Administração.
    E o que eu penso.

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