Os palestinos ficaram para trás

Por David S. Moran

Esta semana foi feito um grande ato histórico, depois que os Emirados Árabes Unidos anunciaram a normalização de relações entre eles e o Estado de Israel. Mais um obstáculo de relações entre um país árabe e o Estado Judeu caiu. Outros países árabes hão de seguir este passo, cogitando que serão Bahrein, Omã, Sudão e talvez até o Kuwait.

Israel Hayom, 31.8.20: “Fazendo história”

Infelizmente quem está ficando para trás, são os palestinos, que seguem cumprindo a sentença do chanceler israelense Abba Eban (1966 a 1974): “os palestinos nunca perderam oportunidade de perder oportunidade”. Na realidade os países árabes usaram os ditos palestinos como um pretexto de luta contra Israel e não porque se importam com eles.

Há inúmeros exemplos para esta afirmação, que começa com a recusa árabe de aceitar a Partilha da Palestina, em 1947, quando ainda queriam conquistar o território onde foi fundado o Estado de Israel e dividi-lo entre a Síria, Egito e a Jordânia. Só esta última ficou com a Cisjordânia, cuja ocupação não foi reconhecida por nenhum país, com exceção da Inglaterra e Paquistão.

Os países árabes onde se instalaram refugiados palestinos, não os acolheram como irmãos. Confinaram-nos em campos de refugiados, para que sirvam de arma propagandística contra Israel. Com exceção da Jordânia (cuja população era 50% palestina) não lhes deram direitos civis e eram considerados cidadãos de segunda categoria.

Árabes palestinos imigraram da região do Mandato Britânico – antes mesmo do estabelecimento do Estado de Israel – para a América Latina, por razões econômicas. A metade deles foi para o Chile e para El Salvador e Honduras e outros países.

Em 1967, na Conferência de Cartum (Sudão), na reunião da Liga Árabe, aprovaram “as três negações: Não negociar, Não reconhecer o Estado de Israel e Não a paz com Israel”.

Durante 72 anos, houve muitos encontros sigilosos e revelados que não levaram os palestinos aceitar nenhum acordo de paz com Israel. Só para mencionar alguns: em 1972, o rei Hussein da Jordânia propôs representar os palestinos, formando “federação” entre a Jordânia e os territórios palestinos, recusado. Em 1977, o Presidente do Egito, Anwar Sadat propôs autonomia, foi recusada. Em 1991, a Conferência de Madrid, com o Presidente Bush, propôs auto governo por cinco anos e já no terceiro ano preparariam um acordo final, recusado.

Os palestinos desde a independência de Israel e, mais ainda, depois da criação da Organização de Libertação da Palestina, em 1964 – antes mesmo da conquista de territórios na Guerra de 6 Dias (1967) – promovem ataques terroristas contra o Estado de Israel. Em 1987, os palestinos promovem a 1ª Intifada. Em 1993, assinam os Acordos de Oslo, dando lhes autonomia e a criação da Autoridade Palestina.

Em setembro de 2000 promovem a 2ª Intifada. No final de outubro, nos EUA reúnem se o Presidente Clinton, Primeiro Ministro Barak e o líder palestino Arafat, na Conferência de Camp David, que termina em mãos vazias.

Dois anos depois, em Beirute, a Liga Árabe se reúne e lança a Iniciativa de Paz Árabe, recusada por Israel. Em 2007, na Conferência de Annapolis, Olmert ofereceu aos palestinos mais do que qualquer outro governo, mas os palestinos novamente recusam.

Com o anúncio da normalização de relações entre os EAU e Israel, os palestinos continuam a se isolar do mundo árabe e preferiram criticar esta ação. O porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeina chamou este ato de “agressivo e liquida a iniciativa de paz árabe e traição do povo palestino”.

O Secretário Geral da OLP e principal negociador palestino, Saeb Erekat falou: “isto é traição aos que acreditam nos direitos do povo palestino e nas resoluções da Liga Árabe e da lei internacional”. Erekat chamou os árabes que fazem a paz com Israel de “árabes sionistas”. Isto diz a pessoa que negociou com Israel, que tem mais horas e conhecimento do que é Israel e cuja vida foi salva por médicos israelenses. O porta voz da Fatah, Osama al Kawasmi disse que “a normalização , popularmente, oficialmente, nacionalmente, religiosamente e moralmente é inaceitável”.

O primeiro ministro palestino, Muhammad Ashtiya adicionou sua critica: “a normalização é uma clara violação a posição árabe do conflito palestino-israelense. O acordo é somente interesse sionista. Nos dói muito ver um avião israelense aterrissar nos Emirados com o nome de Kiriat Gat, que é um assentamento, onde era Faluja”.

Evidentemente que porta vozes da Hamas criticaram a normalização, junto com seus “amos” muçulmanos, mas não árabes, os regimes do Irã e da Turquia. Este país tem relações diplomáticas com o Estado Judeu, mas desde o governo do Erdogan, critica e age contra Israel. Seu Ministro do Exterior disse: “a história e a consciência dos cidadãos da região nunca esquecerão e jamais perdoarão a atitude hipócrita dos EAU”. O líder religioso e espiritual do Irã, Ali Khamenai, entrou no coro dos refusnikis: “isto é traição aos muçulmanos e aos palestinos. Não vai durar muito, mas a vergonha é eterna”. Eu pensei que líderes espirituais tivessem o objetivo de promover a paz entre as pessoas.

Por outro lado, houve também os que aplaudiram a atitude dos EAU. Os governantes de Bahrein e de Omã apoiaram a normalização. A Arábia Saudita aprovou, sem manifestação, permitindo o histórico voo da El Al atravessar seu espaço aéreo na ida e volta. Para acalmar os palestinos, o regente MBZ disse na segunda (31) que EAU estão comprometidos à criação de estado palestino, cuja capital seria Jerusalém Oriental. Na quarta (2) o governo saudita anunciou que todas as companhias aéreas indo ou vindo dos EAU – numa clara alusão aos aviões israelenses – poderão sobrevoar o espaço aéreo saudita. Para Israel é uma grande vantagem, pois encurta a viagem aos EAU e ao extremo Oriente em mais de três horas de voo e economia de combustível.

O presidente egípcio A-Sisi ligou para Netanyahu e lhe disse que seu país é favorável a cada passo que aproxima a paz à região. Uma enorme surpresa foi a entrevista com a viúva do Yasser Arafat, a Suha Arafat para a Voz de Israel, de Malta, onde vive. Ela criticou a atitude palestina de boicotar cidadãos dos Emirados que quiserem rezar na Mesquita de Al Aksa e que pisotearam a bandeira dos Emirados. Em consequência ela foi criticada nas redes sociais palestinas. Sua reação foi exigir que parassem de ameaçá-la e a sua filha, senão ela abrirá a boca e falará da corrupção dos líderes palestinos, com exceção ao Abbas.

A grande diferença entre os acordos de paz assinados por Israel com o Egito (1979) e a Jordânia (1994) é que estes dois países não os incutiram na população, ficando apenas com a classe dirigente. No caso dos EAU parece que a população ficou feliz com o acordo. Infelizmente, novamente parece que o lado palestino preferiu recusar entrar no caminho da paz. Prefere chorar e pedir ajuda (inclusive financeira) de todo o mundo, e não se ajudar.

Foto: La Prensa Latina

 

Declaração do Ministro da Saúde Yuli Edelstein

החלק הארי של תחלואת הקורונה בישראל היא במגזרים הערבי והחרדי, כך אומר היום (רביעי) שר הבריאות יולי אדלשטיין בוועידת הקיץ של כנס בשבע. אלשטיין מבהיר כי לא מדובר בגזענות או התנשאות: “התנאים של הצפיפות גורמים ליותר תחלואה ומי שצריך להתבייש במצב הזה אלה ממשלות ישראל”. עוד חשף השר כי לפני שפרופ’ רוני גמזו מונה לפרויקטור הקורונה היו ארבעה אחרים, “אך לצערי הם נפלו”.מ

A maior parte dos doentes de corona em Israel está nos setores árabe e ultraortodoxo, disse o ministro da Saúde, Yuli Edelstein, hoje (quarta-feira) na conferência de verão do Hospital Sheva. Edelstein esclarece que não se trata de racismo ou arrogância: “As condições de superlotação causam mais morbidade e quem deveria ter vergonha nesta situação são os governos israelenses”. O ministro revelou ainda que antes de o Prof. Roni Gamzo ser nomeado para o projeto corona havia outros quatro, “mas infelizmente caíram”.

(Maariv, 09/02/2020)

One thought on “Os palestinos ficaram para trás

  • 4 de setembro de 2020 em 12:19
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    Os palestinos nunca existiram como POVO!!! Apos a conquista dos Romanos e a destruicao do Templo sagrado em Jerusalem eles renomearam Israel como Philistina Capitolia. Entao, anos depois Mark twain viajou pela regiao e escreveu que era uma regiao desolada, sem habitantes. Depois que o Imperio Otomano foi derrotado e o Imperio Britanico assumiu a regiao todos os seus habitantes, eram chamados palestinos, sendo uma grande maioria judeus da emigracoes russas e polonesas. No Imperio Britanico devida a pobreza e miseria dos paises arabes , muitos sirios, egipcios e de outros paises arabes emigraram para Israel. Essas polpulacoes arabes motivadas pelo lideres extremistas frequentemente cometiam massacres de judeus como em 1929 em Hebron. na partilha da palestina pela ONU o novo governo de Israel ofreceu estadia garantida aos arabes , estes ao inves de aceitar se aliaram aos paises arabes em volta para expulsar os judeus. Como a guerra tomou outro rumo que o desejado pelos arabes, muitos fugiram de medo de vinganca ja que os arabem tem no sangue e na cultura esse desejo de vinganza. O resto ja se sabe… Esta e a verdade historica que muitos esquerdistas tentam negar!!! Palestinos foram e sao arabes usados como bucha de canhao contra Israel. Nunca houve e nunca havera um Pais Palestino! Se eese arabes desejam mais um pais arabe, ele ja existe e e a Jordania( outra criacao inglesa para os amigos deles).

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