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Papel de Cleópatra por Gal Gadot desagrada árabes

Depois que a atriz israelense Gal Gadot anunciou que interpretaria a lendária rainha egípcia Cleópatra, não demorou muito para que as chamadas de apropriação cultural começassem nas redes sociais.

Um tweet em particular, que dizia que Gadot está “roubando” o papel das atrizes árabes, deu início a um debate intenso. Alguns usuários lembraram, no entanto, que Cleópatra não era egípcia – ela descendia de um pai macedônio, e os historiadores não sabem a etnia de sua mãe.

Esta não é a primeira vez na memória recente em que a capacidade dos judeus de desempenhar papéis não-judeus é questionada. Também não é a primeira vez que uma estrela de cinema judia interpretando a rainha egípcia causa polêmica.

O filme de Cleópatra mais famoso foi lançado em 1963 e estrelado por Elizabeth Taylor. Taylor havia se convertido ao judaísmo havia alguns anos, antes de seu casamento com o cantor Eddie Fisher, e tornou-se abertamente apoiadora de Israel. Na época, o Egito via Israel como seu inimigo e proibia qualquer tipo de relação com judeus e israelenses. Então, quando o filme foi lançado, o Egito proibiu sua exibição.

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As filmagens de “Cleópatra” aconteceram em 1962, principalmente em Roma. A equipe planejava filmar algumas cenas no Egito, por uma questão de autenticidade, mas Taylor foi proibida de entrar no país.

“Cleópatra” foi lançado em 1963, tornou-se o filme de maior sucesso financeiro do ano e ganhou quatro Oscars em 1964. Autoridades egípcias gostaram do filme e decidiram que era uma boa publicidade para o Egito, pois o nome do país é mencionado 122 vezes no filme e removeram Taylor da sua lista negra.

Foto: Rex

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