Prefeito oferece recompensa para matar cães vadios

O prefeito palestino de Hebron, na região da Samaria e Judeia, Tayseer Abu Sneineh, provocou indignação depois de supostamente oferecer uma recompensa pela morte de cães vadios em sua cidade.

Durante uma entrevista a uma estação de rádio local, na quarta-feira, Abu Sneineh anunciou: “Quem matar um cão vadio ou nos entregar um cão vadio que foi morto, estamos dispostos a recompensá-lo com 20 shekels para cada cão entregue a nós”.

Abu Sneineh, que viveu grande parte de sua vida fora de Hebron – na Jordânia e em uma prisão israelense, por sua participação em um ataque de Hebron em 1980 – disse na entrevista que se inspirou na Jordânia.

“Esse é um problema com o qual tenho experiência. Na Jordânia existem porcos selvagens. Eles causam danos e atacam pessoas. Eles costumavam dar 100 dinares para quem matasse um porco selvagem”.

Após seus comentários, alguns vídeos e fotos compartilhados nas mídias sociais supostamente mostravam moradores de Hebron cercando cães vadios e matando-os ou abusando deles. No entanto, pelo menos algumas das imagens pareciam ser falsas ou antigas e não relacionadas à oferta do prefeito.

Depois que a declaração de Abu Sneineh provocou a condenação de ativistas dos direitos dos animais, postagens irônicas nas redes sociais e aparentes casos isolados de violência contra cães, o prefeito recuou dos comentários, dizendo na sexta-feira que a prefeitura não implementou nenhum programa de recompensas. Ele também disse ao Canal 12 de Israel no sábado que não estava falando sério quando fez a oferta.

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“Nenhuma decisão foi tomada e não há nenhum programa em vigor. Eu estava apenas compartilhando a ideia de que recompensar o cidadão que coleta cães vadios pode ser algo positivo”, afirmou Abu Sneineh.

O prefeito foi condenado, em 1980, por participar de um ataque terrorista em Hebron, onde seis civis israelenses foram mortos e cerca de 20 outros ficaram feridos.

Abu Sneineh e três outros terroristas foram condenados à prisão perpétua, mas acabaram sendo libertados em trocas de prisioneiros.

Fontes: Ynet e The Times of Israel
Fotos: Wikimedia Commons e Prefeitura de Hebron