Projeto quer proibir comércio de peles de animais

O Ministério de Proteção Ambiental de Israel publicou um projeto de emenda à Lei de Conservação da Vida Selvagem, segundo a qual o comércio de peles de animais selvagens será proibido e multado em até US$ 20.000 ou um ano de prisão. De acordo com o projeto, seu comércio só será permitido para fins religiosos ou de pesquisa científica.

O projeto explica que “a cada ano, a indústria de peles mata centenas de milhões de animais. É uma indústria que envolve crueldade e sofrimento indescritíveis para os animais. Alguns são capturados na natureza com métodos brutais e outros são mantidos em gaiolas apertadas ao longo de suas vidas. Em muitos casos, a pele é extraída de animais ainda vivos”.

Também é detalhado que “em um país tão quente como Israel, o uso de peles é particularmente escandaloso, pois não está relacionado a nenhuma necessidade, e seu uso responde a um símbolo de status”, acrescentando que “no século 21, existem muitos tecidos sintéticos que são mais quentes que peles”.

O mundo da moda começou recentemente a internalizar o conceito de que a pele já é um “tabu”. Importantes marcas como Prada, Calvin Klein, Ralph Lauren, Gucci, Versace ou redes como Zara e estilistas se opuseram ao uso de peles em seus produtos.

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A Ministra de Proteção Ambiental de Israel, Gila Gamliel, disse: “Usar peles de animais selvagens para a indústria da moda é imoral. A medida interromperá o comércio de peles em Israel e fará bem aos animais”.

A “Animals Now”, uma associação de proteção dos animais, concordou com o projeto ao afirmar: “Estamos felizes e saudamos a corajosa decisão do Ministério. Já no início das discussões sobre o assunto, 86% do público israelense deixou claro que confinamento em pequenas jaulas, tortura e matança brutal de raposas, visons, cães e gatos para a produção de itens de moda extravagantes e desnecessários é inaceitável”.

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