Retorno do COVID não impõe novas restrições

O Gabinete do coronavírus aprovou nesta quarta-feira apenas uma mudança mínima nas restrições, pois segundo os especialistas o número de pacientes graves é o elemento mais importante a se considerar.

Os passageiros que chegam serão obrigados a se isolar até receberem os resultados do teste de PCR a que forem submetidos na chegada. Testes rápidos de corona – também conhecidos como testes de antígeno – deverão ser realizados em acampamentos de verão e programas para crianças e na entrada de lares de idosos.

A fim de aumentar a cooperação do público na observância dos regulamentos de quarentena, o Ministério da Saúde vai estudar a possibilidade de redução do período de isolamento.

“À luz dos dados que temos, nosso objetivo é a proteção máxima para aqueles que vivem em Israel e sua saúde, junto com um mínimo de danos econômicos e perturbações na vida diária”, disse o primeiro-ministro Naftali Bennett durante a abertura da reunião.

“Tentaremos, tanto quanto possível, ser transparentes, explicar ao público o que estamos fazendo e dar a devida notificação antes que as medidas sejam tomadas”, acrescentou.

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Os ministros não aprovaram nenhuma nova restrição drástica, como exigir que os pais de uma criança infectada fiquem em quarentena, mesmo que sejam vacinados, ou exigir a realização de mais um teste, após quatro dias, para todos os que entrarem em Israel.

Em vez disso, as autoridades se concentrarão em continuar a incentivar as pessoas a serem vacinadas e a terem o cuidado de usar máscaras em ambientes fechados, como é exigido atualmente, bem como em aumentar a fiscalização.

O gabinete se reuniu na quarta-feira, depois que a reunião foi suspensa sem qualquer decisão na noite de terça-feira.

521 novos portadores de vírus foram identificados na terça-feira, com mais de 85.000 testes processados. Ambos os números são os mais altos desde março.

Embora a morbidade grave tenha registrado um ligeiro aumento desde o início do surto atual, com o número de casos ativos no país passando de menos de 200 para quase 3.300, o aumento foi muito limitado em comparação com o que estava acontecendo no passado.

Israel tem, hoje, 40 casos graves. Em 13 de abril, com um número semelhante de casos ativos, o país tinha cerca de 240 pacientes em estado grave.

Uma explicação provável para este desenvolvimento é que mais de 45% dos atuais portadores do vírus são crianças em idade escolar e mais de 40% são pessoas que foram totalmente vacinadas. Ambos os grupos provavelmente não desenvolverão sintomas graves.

Fonte: The Jerusalem Post
Foto: Direct Media (StockSnap.io)